Eu bem-que-vi tudo desabar,
Tudo foi e sequer percebi desandar!
Nessa casa não há quem cantarolar
Assobio não é teu, dos ventos vem atravessar.
Coitado do galo, não se esparrama na voz.
Esse bico-de-sapato sobrepõe o coitado!
Canto rouco, mas não desafina, cá vamos a vós!
Esses gritos não consolam, é tudo pago fiado.
Beijo, minha flor, não há andorinhas aqui
Para que, de jardineiras, levem meu amor por ti.
Vê se não cai, to tentando sair de dentro daqui.
Nisso não deixo, virou galinha para cantar a si.
Cisco o chão procurando o que há no coração
Não saio por aí gaivotando meu violão.
Voo desleixado, mesmo que na sentença,
Ainda que haja harpia, acontece o que aconteça
Que da gaiola se liberta para cantarolar
Ao mundo jogar as páginas para assim
Nos encontrarmos, para que possa te amar
Cuidar de nós e de nosso jardim de jasmin.
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Jardim de Palavras
PoesiaDo solo da mente as plantas de tinta surgem, desabroxam em letras e se formam palavras. Com tantas palavras e sentimentos, elas dançam ao som dos ventos que levam-as corações daqueles que desejam ouvi-las e lê-las. Um acúmulo de palavras e senti...
