Capitulo 2

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Quando me olho no espelho, penso que se não tivesse sido encontrado pela minha "mãe", estaria quase morto. O mundo é cruel com as pessoas boas, mais não é com aquelas que praticam o mal.

Quando minha "mãe" fala que eu sou o grande motivo da vida dela, posso até pensar que ao contrário, mas o que sei é que o passado dela é mais trágico que o meu...


Minha "mãe", quando era criança sofria bullying. Quando se casou, descobriu que não podia ter filhos, então seu marido (ex atualmente) quis se separar dela, por o motivo de não ter filhos.


***


- Filho vamos, se não você vai se atrasar para seu 1 dia de aula.

- Mãe, eu vou ser o primeiro a chegar, não gosto de ser o primeiro em nada. E eu ainda estou arrumando a mochila. Você sabe se meu Ipod está por ai?

- Não sei meu filho. Você e suas músicas pelo menos tente se arrumar mais rápido. Quando você chegar à escola você pode ficar escrevendo seus poemas, escutando música, ou até lendo um dos seus livros. E a propósito, aquele seu poema falando do céu ficou muito bom.

- Mãe, você sabe que eu não gosto que leiam meus poemas, é somente um hobby, não é nada que eu queira ser futuramente.

- Eu sei Caleb, mais você tem muito talento para ser poeta. - minha mãe e sua grande imaginação fértil.


Cheguei à escola, já procurando um cantinho na quadra, para na hora do intervalo ficar lá com meu caderno e com as minhas músicas. Encontrei um lugar perto da cantina que era um pouco confortável, mais me surpreendi quando alguém me chamou.

- Olá, você que é o Caleb?" - a menina era uma loura, um pouco alta e seus olhos eram castanhos, ela parecia ser simpática, então como não quis ser mal educado, respondi ela.

- Sim, nós conhecemos de algum lugar?

- Não, eu me chamo Julia eu sou da sua sala, você é da sala 1A, eu só sei o seu nome porque o diretor foi na nossa sala ano passado para avisar que iria entrar um aluno novo. Desculpe a pergunta, mais quantos anos você tem? A maioria dos alunos da nossa sala tem 15, mais se você tiver mais... - ela naquele momento, parou de falar e ficou me encarando de cima a baixo, o que me incomodou um pouco, então me endireitei e me preparei para responder.

- Eu tenho 15 anos, faço aniversário no começo do ano. Então, eu queria saber, onde fica a nossa sala? - falei já para entrar na sala e ficar ouvindo música e escrevendo meu poemas.

- É para esquerda. Espero que tenha ajudado. - fiz que sim com a cabeça, para sair logo dali.


Cheguei na sala, pensando que não haveria ninguém, mais pelo jeito, todos gostavam de ficar lá conversando.

Me sentei do lado da parede na 4º carteira, peguei meu IPod e o fone e pus para tocar umas das minhas músicas favoritas. Parece que ninguém estava incomodado em eu estar na minha, mais daqui a pouco apareceu um bilhete na minha carteira.

Olá novato, desculpe não me apresentar antes. Eu me chamo Anna Luíza e gostaria de saber se seu cabelo e realmente assim? , todo bagunçado e ao mesmo tempo tão lindo... E esses olhos verdes puxados pro acinzentado, são lentes ou é são seus de verdade? Por favor, tire minha duvida .

Anna Luíza:)


Nem me preocupei em responder, nem conhecia a garota e ela já me faz perguntas.


***


O sinal bateu e o professor de Biologia entrou e falou que os lugares onde estávamos sentados seria esse até o final do ano. Eu achei estranho a Julia não estar na sala, mais quando bateu o sinal para a próxima aula ela Julia e outra garota que eu não conhecia tinham chegado, percebi que não tinha ninguém sentado na minha frente, só uma mochila cor de rosa cheia de ursinhos, pensei que deveria ser da amiga da Julia, até eu perceber que ela estava vindo em minha direção (quer dizer da carteira em frente a minha), ela se sentou e me deu um "Oi !"

O 3º sinal bateu, para sairmos ao intervalo. Quando estava pegando meu caderno de poesias e meu Ipod, a tal de Anna Luíza veio em minha direção.

- Olá Caleb, desculpe por aquelas perguntas, eu acho que te incomodou porque você não me respondeu - ela falou seguindo de uma carinha triste.

- Anna Luíza né? É que eu queria prestar atenção no professor, mais sim, meu cabelo e olhos são meus de verdade - pensei que não haveria mais nada para se falar, mais ela achou algo.

- Que tal sairmos para tomar um sorvete amanhã depois da aula? - ela sorriu seguindo de uma piscadela do olho direito.

- Pode ser! - falei para sair logo dali.



O viajante do tempoOnde histórias criam vida. Descubra agora