Concluído!
MENTIRAS e SEGREDOS | romanogers
Separados no parto, irmãos gêmeos foram condenados a viverem separados. Ethan, ficou com o pai; Steve, continuou com a mãe, achando ser filho único.
Eles cresceram sem saber da existência de uma pessoa i...
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━━━ Cᴀᴘɪᴛᴜʟᴏ 33 ━━━━━━━━━━
Os primeiros dias do ano costumavam ser agitados na empresa, como de costume, após o recesso festivo. Ressacas dos funcionários, reuniões sobre metas anuais e a correria habitual preenchiam a agenda de todos, mas para Natasha, sua mente estava em outro lugar.
Desde o momento em que teve coragem de bater na porta de Steve na festa de Ano Novo, desde que experimentou o gosto do ciúmes de pessoas que nem conhecia, Natasha não conseguia parar de pensar em Steve.
Era uma luta constante entre seu coração e sua mente. Seu coração ansiava por Steve, queria permitir que ele se aproximasse ainda mais, queria sentir novamente o que ele lhe despertava. Bastava apenas a memória vívida do momento em que ele sentiu sua filha chutar pela primeira vez para fazê-la considerar permitir que Steve se aproximasse mais.
Mas apenas o eco desse nome em sua mente era o suficiente para que fosse chamada de tola por considerar ser mais aberta com ele.
Natasha suspirou fundo, observando a sala de reuniões ser esvaziada vagarosamente, suas emoções não sendo facilmente contidas. Seu corpo reagia de maneiras que sua mente tentava controlar em vão.
E ainda que justificasse os hormônios, ela queria Steve. Queria que ele a fodesse novamente, como na primeira vez, mas não se ousaria ser fraca a esse ponto.
Em seu assento, seu olhar estava fixo no assento de Matthew, que organizava seus documentos com meticulosidade. A sala, antes barulhenta com o murmúrio das conversas, agora estava quase silenciosa, com apenas o farfalhar dos papéis quebrando o silêncio.
Ele tinha recém-chegado de uma integração em Seattle, vários dias o mantiveram fora de Nova York. E mesmo sem precisar trocar palavras, ela sabia que algo estava errado. Era notório a distância que crescia entre eles.
Natasha respirou fundo, tentando se acalmar. Ela se aproximou de Matthew e, suavemente, tocou seu ombro. Ele se sobressaltou levemente, interrompendo o que estava fazendo para olhar para ela.
— Pode ir até o meu escritório? — Natasha pediu, sua voz um sussurro urgente. Sua mão ainda descansava em seu ombro, sentindo a tensão dos músculos dele se contraindo.
Matthew levantou os olhos, estreitando-os como se estivesse tentando entender o verdadeiro significado por trás do pedido. Havia uma mistura de ceticismo e resignação em seu olhar.
— Acho que não temos nada a tratar, Natasha — ele respondeu, sua voz tensa enquanto tentava se esquivar da situação.
Natasha ofereceu um sorriso forçado, tentando disfarçar sua própria ansiedade. Ela sabia que precisava falar com ele, e precisava ser agora.
— Por favor... — ela insistiu, a súplica em sua voz claramente perceptível.
Matthew suspirou profundamente, seus ombros caindo em derrota. Ele sabia que, ao menos, deveria ouvir o que ela tinha a dizer.