Concluído!
MENTIRAS e SEGREDOS | romanogers
Separados no parto, irmãos gêmeos foram condenados a viverem separados. Ethan, ficou com o pai; Steve, continuou com a mãe, achando ser filho único.
Eles cresceram sem saber da existência de uma pessoa i...
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━━━ Cᴀᴘɪᴛᴜʟᴏ 51 ━━━━━━━━━━
NATASHA deslizou os dedos suavemente sobre a curva arredondada da barriga enquanto observava o caminhão de mudança estacionar em frente à sua nova varanda. O sol do início da primavera aquecia sua pele de maneira agradável, e ela fechou os olhos por um breve momento, absorvendo a tranquilidade daquele lugar.
O ar carregava a maresia que vinha da praia logo atrás da casa, e, por um instante, ela imaginou como seria acordar todos os dias com aquele cheiro, aquele som. Quando reabriu os olhos, viu os funcionários da empresa de mudanças começarem a descarregar as caixas, movimentando-se com eficiência pelo caminho de pedras até a porta de entrada.
O portão automático de ferro ainda estava aberto, e Natasha soube que outro veículo não tardaria a chegar – talvez com os arquitetos para os ajustes finais ou com Wanda, que prometeu passar para "dar uma olhada", mas que provavelmente acabaria dando ordens para todo mundo.
Em três semanas, ela e Steve conseguiram organizar praticamente tudo. Contrataram uma equipe para embalar e transportar seus pertences, selecionaram o que seria levado e o que ficaria para trás, já que a casa fora comprada com porteira fechada. Havia reuniões constantes com arquitetos e decoradores para os ajustes no escritório e no quarto de Stella, além das pequenas mudanças para que tudo ficasse exatamente como queriam.
Era um processo caótico, mas, curiosamente, não a deixava estressada. Ela abriu um meio sorriso ao pensar no motivo.
Steve.
Desde que começaram a planejar a mudança, ele tomou para si a responsabilidade de resolver boa parte das questões burocráticas, alegando que ela já tinha trabalho suficiente carregando Stella no ventre. Ele se deu licença das Indústrias Drysdale e preferiu trabalhar de casa nos últimos dias, dividindo seu tempo entre reuniões no telefone e ajustes práticos da mudança.
Foi então que Natasha percebeu: pela primeira vez, em muito tempo, sentia que não precisava carregar tudo sozinha.
Ela recostou-se no encosto da poltrona de vime na varanda, com as pernas levemente esticadas, observando as caixas que passavam por ela. Uma leve brisa bagunçou seus cabelos, e ela se permitiu fechar os olhos de novo, aproveitando o instante.
A única coisa que precisava se preocupar naquele momento? Os ajustes do closet. Uma preocupação que, francamente, ela até gostava de ter.
O rugido discreto do motor da Porsche de Wanda preencheu o ar enquanto o carro atravessava os portões de ferro e deslizava suavemente pela entrada de paralelepípedos. Natasha, ainda sentada na varanda, não pôde evitar um sorriso ao ver sua intuição se confirmando.
Ela já sabia que Wanda apareceria ali, e, pelo modo como a cunhada estacionou com precisão na vaga de visitantes, ficou claro que ela não tinha data para ir embora.