Concluído!
MENTIRAS e SEGREDOS | romanogers
Separados no parto, irmãos gêmeos foram condenados a viverem separados. Ethan, ficou com o pai; Steve, continuou com a mãe, achando ser filho único.
Eles cresceram sem saber da existência de uma pessoa i...
Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.
━━━ Cᴀᴘɪᴛᴜʟᴏ 53 ━━━━━━━━━━
A PRIMEIRA coisa que Natasha pensou ao acordar foi que estava completando 35 semanas de gestação. O pensamento veio antes mesmo de abrir os olhos, uma constatação silenciosa que a acompanhava em quase todas as manhãs.
O peso familiar de Stella em seu ventre reforçava a passagem do tempo, e, como se tivesse sido invocada, a pequena se remexeu sob seu toque. Natasha deslizou a mão pela curva arredondada da barriga, sentindo o leve empurrão de um pezinho contra sua palma.
— Bom dia, meu amor — murmurou com um sorriso preguiçoso.
A cama ao seu lado estava vazia, os lençóis ainda um pouco quentes, indicando que Steve não tinha saído há muito tempo. Provavelmente estava suando na academia ou já de pé diante do fogão, preparado para forçá-la a comer algo nutritivo antes que ela tivesse tempo de protestar.
Sem se preocupar, Natasha se espreguiçou lentamente, alongando os braços acima da cabeça antes de deslizar os pés para fora da cama. Seu corpo protestou com a movimentação, o peso extra tornando tudo um pouco mais cansativo, mas ela ignorou.
Seguiu os alongamentos que sua fisioterapeuta havia recomendado, sentindo um breve alívio na tensão dos ombros e na pressão constante sobre suas costas.
Quando terminou, caminhou até as portas da varanda e puxou as cortinas, permitindo que a luz suave da manhã inundasse o quarto. O céu estava tingido de dourado e lilás, os primeiros raios de sol refletindo sobre as copas das árvores.
Natasha inspirou fundo, absorvendo a paisagem, ainda sem estar completamente acostumada com o cenário diante de si. Mesmo depois de semanas naquela casa, havia momentos em que tudo parecia surreal – o silêncio reconfortante, o ar puro, a sensação de segurança.
Ela deslizou a mão pela moldura da porta, perdida em pensamentos. Dentro de poucas semanas, Stella estaria ali, ocupando aquele espaço, transformando tudo ainda mais. O mundo parecia diferente agora, como se estivesse se moldando para recebê-la.
Ela se permitiu sentir uma pontada de excitação genuína pelo que estava por vir, apesar do medo constante do parto.
Natasha não demorou a descer. Depois de um banho rápido, secou-se com calma, sentindo o calor da água ainda em sua pele enquanto realizava os pequenos rituais que se tornaram parte de sua rotina diária. Ajustou os absorventes nos seios sob o sutiã de algodão, passou o creme anti-estrias no volume que Stella fazia em seu ventre e esperou que secasse enquanto checava sua agenda no celular.
Pilates após o almoço. Bom. Seu corpo agradeceria.
Consulta com a obstetra na manhã seguinte. Ela já conseguia pensar em algumas dúvidas que ainda estavam pendentes.