Concluído!
MENTIRAS e SEGREDOS | romanogers
Separados no parto, irmãos gêmeos foram condenados a viverem separados. Ethan, ficou com o pai; Steve, continuou com a mãe, achando ser filho único.
Eles cresceram sem saber da existência de uma pessoa i...
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━━━ Cᴀᴘɪᴛᴜʟᴏ 47 ━━━━━━━━━━
NATASHA abriu os olhos lentamente, piscando algumas vezes para ajustar a visão à escuridão do quarto. A luz fraca do relógio digital na cabeceira era a única fonte de iluminação, destacando os números que indicavam que ainda não eram dez horas da noite.
Ela franziu o cenho, surpresa ao perceber que tinha dormido por várias horas. Não se lembrava de ter caído no sono, mas o peso agradável do descanso era inegável.
O primeiro movimento que fez foi quase involuntário, um gesto lento para se alongar, mas foi interrompida ao sentir o braço de Steve sobre sua cintura, pesado e protetor. Ela virou a cabeça para olhá-lo. Ele estava deitado de lado, o rosto parcialmente encoberto pelo travesseiro, as feições tranquilas e serenas no sono.
Uma pequena onda de ternura percorreu seu peito, um sentimento que ela ainda relutava em nomear, mas que sempre parecia surgir quando o via assim.
"Boas horas de sono", pensou, quase como um elogio ao dia que tiveram.
Com cuidado, Natasha começou a mover o braço dele, segurando-o com delicadeza para não acordá-lo. O calor de sua pele contra a dela era reconfortante, e por um breve momento, ela hesitou. Mas a pressão crescente em sua bexiga não permitia longas contemplações. Finalmente, ela conseguiu se livrar do peso sem causar nenhuma movimentação brusca, sorrindo para si mesma com a vitória silenciosa.
Ela saiu da cama com passos leves, os pés descalços tocando o tapete macio antes de encontrar o chão frio do corredor que levava ao banheiro. Caminhando até lá, Natasha percebeu algo novo: o incômodo constante na lombar tinha se tornado mais tolerável. Ainda estava lá, mas em uma intensidade menor, como um lembrete distante em vez de um grito incessante.
— Ponto para a bolsa de água quente — ela murmurou para si mesma, abrindo a porta do banheiro.
Assim que terminou o que tinha ido fazer, Natasha parou por um momento diante do espelho, encarando seu reflexo sob a luz suave do cômodo. O volume da barriga parecia maior do que ela lembrava, mas seus olhos capturaram algo mais. Ela parecia descansada, quase renovada.
Natasha fechou a porta do banheiro com o máximo de cuidado, o clique quase inaudível no silêncio absoluto da noite. Ela olhou para a cama, seus olhos se ajustando à penumbra. Steve continuava na mesma posição, o peito subindo e descendo em um ritmo calmo. A visão de sua serenidade fez um sorriso leve surgir em seu rosto, mas não a fez mudar de ideia sobre o que queria fazer.
A bandeja sobre a mesa de cabeceira a encarava como um lembrete de algo incompleto. Natasha caminhou até ela, pegando-a com cuidado para não fazer barulho. Suas mãos ajustaram os utensílios para evitar qualquer tinido, e ela começou a atravessar o quarto em passos leves.