49 | ABRINDO O JOGO

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━━━  Cᴀᴘɪᴛᴜʟᴏ 49  ━━━━━━━━━━

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━━━ Cᴀᴘɪᴛᴜʟᴏ 49  ━━━━━━━━━━

O ZUMBIDO insistente o arrancou do torpor. Steve piscou lentamente, sentindo os músculos relaxados pelo cansaço agradável que se espalhava por seu corpo.

A noite ainda preenchia o quarto, envolta em uma penumbra suave que apenas a cidade ao longe ousava perturbar. O calor sob as cobertas era confortável, mas não vinha apenas dos tecidos – Natasha estava ali, encaixada contra ele, suas costas nuas coladas à sua frente.

Ele inspirou profundamente, sentindo o perfume discreto que ainda pairava na pele dela, misturado ao cheiro familiar de ambos. Seus dedos, soltos sobre a curva de sua barriga, ainda faziam movimentos lentos e inconscientes, acariciando a pele esticada onde Stella se aconchegava.

Ele poderia dormir assim todas as noites.

Queria dormir assim todas as noites.

O zumbido soou outra vez, um ruído irritante e inoportuno, acompanhado pelo brilho intermitente que piscava na tela do celular sobre a mesa de cabeceira.

Steve franziu o cenho, relutante em se mover. A vibração reverberava no silêncio do quarto, e ele se viu forçado a estender a mão, mantendo o mínimo de movimento para não acordar Natasha. Mas, ao alcançar o aparelho e focar no nome destacado na tela, um alerta silencioso percorreu seu peito.

Samuel.

Os números digitais marcavam minutos após a meia-noite. Um horário ruim para qualquer ligação que não fosse uma emergência.

O incômodo instalou-se em sua mente, mas por um breve instante, Steve hesitou. Olhou para Natasha, que ainda dormia tranquila, os lábios ligeiramente entreabertos e os cílios projetando sombras suaves contra a pele. Uma mecha de cabelo ruivo se espalhava pelo travesseiro, destacando-se nos lençóis, e ele sentiu um impulso imediato de ignorar a chamada.

Mas Sam não ligaria à toa.

Com um suspiro baixo, Steve deslizou a mão para fora das cobertas, pegou o celular e, antes de atender, afastou-se cuidadosamente de Natasha. O frio noturno logo preencheu o espaço onde seu corpo estava, um contraste desagradável que o fez querer voltar para debaixo das cobertas no mesmo instante.

Ele se sentou na beira da cama, passando a outra mão pelo rosto enquanto aceitava a chamada.

— Sam? — sua voz saiu rouca pelo sono, mas carregava um tom atento.

Do outro lado da linha, houve um silêncio curto, mas carregado. Então, finalmente, a resposta veio, grave e séria.

Precisamos conversar.

Steve prendeu o celular entre o ombro e a orelha enquanto puxava a calça de moletom que estava jogada ao lado da cama, movendo-se com precisão silenciosa para não acordar Natasha. O frio noturno mordeu sua pele assim que deixou o calor dos lençóis para trás, mas ele ignorou o incômodo, focado apenas na chamada.

𝐋𝐈𝐄𝐒 𝐚𝐧𝐝 𝐒𝐄𝐂𝐑𝐄𝐓𝐒 | ✓Onde histórias criam vida. Descubra agora