43 | MONTANHA-RUSSA

877 80 180
                                        

AVISO: A narrativa apresentada no julgamento e seus desdobramentos seguem um conceito fantasioso e não representam com precisão os procedimentos ou a dinâmica jurídica real. Os detalhes, perguntas e situações foram criados com foco no desenvolvimento dramático da trama e no conflito emocional dos personagens, não sendo uma reprodução fiel do sistema judiciário ou dos processos legais.

 Os detalhes, perguntas e situações foram criados com foco no desenvolvimento dramático da trama e no conflito emocional dos personagens, não sendo uma reprodução fiel do sistema judiciário ou dos processos legais

Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.

━━━ Cᴀᴘɪᴛᴜʟᴏ 43 ━━━━━━━━━━

                   Manhattan permanecia envolta em uma atmosfera densa e molhada. A chuva caía como se fosse uma continuação do peso que Natasha sentia em seus ombros.

Ela observava as gotas escorrerem pela janela do carro enquanto Clint manobrava pelas ruas molhadas da cidade. O carro deslizava pelas avenidas com facilidade, mas a tensão dentro do veículo era palpável.

No banco de trás, ao seu lado, Yelena estava inquieta, tamborilando os dedos no joelho, como uma extensão da sua própria ansiedade.

— Ainda está confiante? — Yelena perguntou, lançando um olhar rápido para a amiga, que permanecia impassível.

Natasha não respondeu de imediato, os olhos fixos na paisagem que passava. Ela respirou fundo, sentindo o cheiro levemente úmido do interior do carro, misturado com o perfume de Yelena e o couro dos assentos.

— Eu não tenho outra opção, Lena — Natasha finalmente respondeu, a voz baixa, quase como um sussurro — Eu tenho que estar confiante.

— Ótimo... — ela pontuou, voltando a olhar para a janela — Porque eu estou prestes a vomitar.

Natasha não pôde evitar sorrir. Yelena sempre conseguia desviar a tensão, mesmo quando ela mesma estava no limite. Ainda assim, o nervosismo pairava entre elas, denso e inescapável, conforme o carro se aproximava do tribunal.

As imensas paredes do tribunal de Nova York finalmente apareceram do lado de fora da janela, tão familiares e ao mesmo tempo tão ameaçadoras. Mas Clint manobrou com cuidado para longe da entrada, levando o carro para a entrada discreta de carga e descarga. Estava tudo meticulosamente planejado para evitar a mídia, os curiosos, qualquer um que pudesse transformar a chegada de Natasha em um circo de especulação.

O som da chuva batendo contra o vidro era constante, quase hipnótico, quando o carro parou suavemente na entrada discreta do tribunal. Natasha se deu o luxo de respirar fundo pela última vez antes de enfrentar o que vinha a seguir.

Sentia a tensão em cada fibra do corpo, mas manteve a fachada de controle intacta.

No banco da frente, Clint Barton, com a expressão suave, encontrou seus olhos através do retrovisor.

— Boa sorte hoje, Nat — disse ele, sua voz firme, mas cheia de sinceridade — Você vai conseguir.

Ela segurou o olhar dele por alguns segundos, sentindo a tranquilidade que ele tentava passar, como se apenas aquelas palavras pudessem proteger tudo o que estava prestes a desmoronar. Natasha forçou um sorriso pequeno, agradecendo silenciosamente por seu apoio.

𝐋𝐈𝐄𝐒 𝐚𝐧𝐝 𝐒𝐄𝐂𝐑𝐄𝐓𝐒 | ✓Onde histórias criam vida. Descubra agora