Concluído!
MENTIRAS e SEGREDOS | romanogers
Separados no parto, irmãos gêmeos foram condenados a viverem separados. Ethan, ficou com o pai; Steve, continuou com a mãe, achando ser filho único.
Eles cresceram sem saber da existência de uma pessoa i...
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━━━ Cᴀᴘɪᴛᴜʟᴏ 42 ━━━━━━━━━━
Com passos silenciosos, Steve caminhava pelos corredores do hospital, os ombros levemente tensos pelo peso da conversa recente com Ethan.
Ele não tinha certeza se deveria contar a Natasha que havia falado com o irmão sobre a audiência, ou sobre a ideia que começava a ganhar forma em sua mente. No fundo, ele sabia que isso traria mais preocupações para ela. E Natasha já tinha o suficiente com o processo e a gravidez.
Assim que alcançou o quarto de Sarah, Steve parou por um segundo, respirando fundo antes de abrir a porta. Ao entrar, a primeira coisa que viu foi Natasha sentada no sofá, próximo ao leito, seu rosto pendendo contra a mão enquanto observava distraidamente o gotejar do soro.
O ambiente estava silencioso, quase reconfortante, com a suave luz amarelada do abajur ao lado da cama projetando sombras suaves nas paredes enquanto parte da luz natural invadia entre as frestas da persiana.
Natasha ergueu o olhar quando Steve entrou, seus olhos denunciando o cansaço, mas também um alívio silencioso ao vê-lo. Ele se aproximou lentamente, pousando a mão no ombro dela com um toque delicado.
— Hey... Como ela está? — Steve perguntou em um sussurro, tentando não perturbar o sono tranquilo da mãe.
— Está descansando — Natasha respondeu, oferecendo-lhe um pequeno sorriso — Ela acordou por um tempo mais cedo, mas logo voltou a dormir.
Steve assentiu, observando por um momento o rosto pacífico de Sarah. Mesmo assim, ele não conseguia evitar o aperto no peito ao lembrar-se do que os médicos haviam dito. O estado paliativo, o tempo limitado... Ele tentou afastar esses pensamentos, focando na presença reconfortante de Natasha ao seu lado.
Ele se sentou ao lado dela, as costas rígidas de cansaço, mas o simples fato de estar ali, ao lado de Natasha, trouxe-lhe uma paz momentânea. O hospital era um lugar frio e impessoal, mas estar com ela suavizava a atmosfera.
Natasha inclinou a cabeça para o lado, recostando-se levemente no ombro de Steve, em busca de algum conforto no meio do turbilhão que era sua vida naquele momento. Eles não trocaram palavras, mas a conexão silenciosa entre eles dizia mais do que qualquer conversa poderia.
O som suave de lençóis sendo movidos chamou a atenção dos dois, e eles olharam para Sarah, que começava a acordar.
Seus olhos se abriram lentamente, piscando para ajustar-se à luz fraca do quarto. Quando ela finalmente focalizou o olhar nos dois, um sorriso suave se formou em seus lábios, apesar da fraqueza evidente.
— Oi, queridos... — a voz dela estava baixa, mas calorosa, apesar da sonolência dos remédios.
Steve sorriu, levantando-se para mais perto da mãe.