41 | MAIS PERTO

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━━━  Cᴀᴘɪᴛᴜʟᴏ 41  ━━━━━━━━━━

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━━━  Cᴀᴘɪᴛᴜʟᴏ 41  ━━━━━━━━━━


A cama parecia imensa naquela noite, cada centímetro do colchão se tornando uma extensão do peso que ambos carregavam. Steve estava deitado de costas, os olhos presos no teto escuro, onde o vazio se espalhava como uma sombra densa que não deixava espaço para consolo.

Natasha estava ao seu lado, virada de costas para ele, o corpo rígido sob os lençóis, como se tentar relaxar fosse um esforço inútil. O silêncio entre eles não era apenas ausência de palavras, mas um lembrete constante da dor e da incerteza que preenchiam cada canto do quarto.

Steve nunca imaginou que a primeira vez dividindo a cama com Natasha seria assim. Em suas fantasias, ele pensou em momentos de paixão avassaladora, beijos fervorosos que fariam ambos perderem o fôlego, as mãos explorando cada detalhe. Imaginou risadas abafadas e sussurros no escuro, a conexão crescendo e tomando forma à medida que se rendiam um ao outro. Porém, a realidade era muito diferente – não havia nada daquilo.

O peso da notícia ainda o sufocava, o luto começava a se instalar. Cada respiração parecia pesada, carregada pelo medo do que viria a seguir. Ele quis se mover, quis puxar Natasha para mais perto, mas estava preso em sua própria mente.

Natasha, por sua vez, também estava perdida em seus próprios pensamentos. Ela sentia a tensão no ar, os fantasmas do hospital ainda assombravam sua mente, e tudo o que ela conseguia fazer era dar o espaço que Steve merecia.

Ela se mexeu ligeiramente, apenas o suficiente para quebrar o silêncio por um segundo, mas não se virou para encará-lo. Talvez tivesse medo de ver a dor refletida nos olhos dele, uma dor que ela não sabia como curar, uma dor que se mesclava à dela.

Então, ela se permitiu fechar os olhos e respirar fundo, tentando encontrar um pedaço de paz no caos que os envolvia, mas logo sentiu o calor da palma de Steve enquanto ele deslizava a mão até a sua barriga, onde sua filha repousava em silêncio.

O toque foi cuidadoso, quase reverente, e não buscava mais do que uma conexão tangível em meio ao turbilhão de emoções. O quarto permanecia em um silêncio denso, quebrado apenas pela respiração ritmada de ambos, como se cada suspiro fosse um lembrete de que ainda estavam ali, resistindo juntos ao peso da realidade.

— O que acha de Stella? — ele não esperava que Natasha falasse. Quando a voz dela soou baixa, quase um sussurro perdido na escuridão, ele foi pego de surpresa.

Steve congelou por um instante, o nome ecoando em sua mente como um farol em meio à neblina. O silêncio que se seguiu foi preenchido com um tipo diferente de tensão, não a do sofrimento, mas a de um futuro que começava a se desenhar, mesmo nas circunstâncias mais sombrias.

— O quê? — ele respondeu, a voz um pouco mais rouca do que o normal, virando o rosto para tentar captar o olhar dela no escuro.

Natasha virou levemente a cabeça, o movimento suave e ponderado, como se as palavras fossem um passo frágil em direção a algo que os afastasse da dor por um momento. Seus olhos encontraram os dele, ainda borrados pela penumbra, mas cheios de uma luz tênue que Steve não conseguia decifrar.

𝐋𝐈𝐄𝐒 𝐚𝐧𝐝 𝐒𝐄𝐂𝐑𝐄𝐓𝐒 | ✓Onde histórias criam vida. Descubra agora