Capítulo 04 - The Present

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Eu fiz poesia com tudo aquilo que me matou.
A minha literatura nada mais é, se não um vasto e silencioso cemitério, onde todos os túmulos possuem o meu nome ...

Charlie Barkle

;)

Meses depois...

Meu tratamento começou a surgir efeito, Jake foi brilhante ao me dar o Nymos, ele juntamente com as pessoas especiais em minha volta me ajudou a me reerguer a cada dia 1%, e hoje, já me sinto um pouco a Serena de antes.

Voltei a fazer minhas corridas matinais, voltei a fazer tudo aos poucos. Meus amigos, meu tio e o Jake comemoram a cada avanço e isso me faz ser um pouco mais forte. Falando em amigos, os únicos que tenho mais contato é o Phill, Dan e a Jessy, com a última citada, nossa amizade não é a mesma do inicio, mas ela se fez muito presente na minha recuperação e me fez muito feliz.

Levei o Nymos ao veterinário e na volta para casa voltei a trabalhar. Meu trabalho me permite que eu consiga executá-lo em qualquer lugar e a qualquer momento — e essas são as vantagens de trabalhar como tradutora e responsável pela revisão dos livros. Amo o que faço!

O dia passou muito rápido e eu estava tão entretida com o trabalho que não reparei o tempo passar, quando percebi já era noite e eu continuava trabalhando com os olhos pregados no computador.

Corro para preparar o jantar, naquela noite o Jake dormiria aqui ao meu pedido. Ele achou que seria melhor cada um voltar a ficar em suas casas, já que agora consigo dormir sozinha outra vez, mas confesso que sinto falta de dormir com ele de conchinha e ele também nem resiste muito, pois faço drama para ele dormir aqui.

Fiz um fricassê de frango, algo que ele amou quando fiz pela primeira vez, com uma Coca-Cola geladinha e de sobremesa uma torta doce de morango com chocolate, vi na internet e fiquei com água na boca para comer.

Saio do banho já vestida, uso um short jeans e uma camisa dele que parece mais um vestido em mim, sei que ele gosta quando visto as coisas dele. Ouço a companhia tocar, o que é estranho pois Jake sabe a senha da minha fechadura eletrônica. Olho pelo olho mágico e vejo o porteiro, o que acho estranho, mas mesmo assim abro a porta.

— Boa noite, senhorita, chegaram essas flores pra você — sorriu o senhor Lee. Ele é um senhorzinho coreano que trabalha na portaria do prédio, é um amor de pessoa.

— Obrigada, senhor Lee — agradeço simpática e vejo logo atrás dele Jake saindo do elevador, todo fardado.

— Boa noite, senhor Lee — Jake sorriu carismático, mas esse sorriso morreu aos poucos quando viu o buquê em minhas mãos. — Você está tentando roubar a minha garota, senhor Lee?

— Jamais lutaria contra um policial — ele levantou as mãos como se tivesse se rendido e nós três rimos pela brincadeira. — Vou indo, boa noite, casal — e então saiu a passos lentos em direção ao elevador.

— Quem te deu isso? — Jake pergunta sem rodeios e logo vejo ele passando a língua entre a bochecha. O conheço perfeitamente para saber que está incomodado.

— Achei que teria sido você — estranho tudo o que está acontecendo e sinto meu corpo se arrepiar, pois isso não é um bom sinal. — Tem um cartão aqui — entramos no apartamento, Jake fechou a porta e veio atrás de mim logo em seguida.

Como não sei quem enviou esse "presente", evito cheirar as rosas para caso tenha algum tipo de veneno ou sonífero ali — os anos no FBI me fizeram ser alerta com qualquer tipo de coisa assim. Me acomodo no sofá e Jake senta-se ao meu lado, e com o buquê em meu colo pego o cartão e abro para ler...

Me and youHistórias para pegar e não largar. Descubra agora