Capítulo Vinte e Sete: Casa dos Gritos, Parte Dois

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TÊMIS O ENCAROU COM CONFUSÃO. Não entendeu o que o seu pai queria dizer. De quem estava falando? Virou-se para olhar Black outra vez. O rosto do homem estava impassível. Por alguns segundos Black nem se mexeu.

Depois, muito lentamente, ele ergueu uma mão que pousava no ombro de sua amada filha e apontou para Rony. Aturdido, Harry se virou para Rony, que por sua vez parecia confuso.

– Mas, então... – murmurou Remus, encarando Black com tal intensidade que parecia estar tentando ler sua mente – ... por que ele não se revelou antes? A não ser que... – os olhos de Remus se arregalaram, como se estivesse vendo alguma coisa além de Black, alguma coisa que mais ninguém podia ver – a não ser que ele fosse o... a não ser que você tivesse trocado... sem me dizer?

Muito lentamente, com o olhar fundo cravado no rosto de Lupin, Black confirmou com um aceno de cabeça.

– Papai – interrompeu Têmis, em voz alta –, que é que está acontecendo...?

Mas nunca chegou a terminar a pergunta, porque o que viu fez sua voz morrer na garganta. O Lupin mais velho estava baixando a varinha, os olhos fixos em Black. Remus, soltou Têmis completamente, foi até Black, apanhou a varinha dele, levantou-o de modo que Bichento caiu no chão e abraçou Black como a um irmão.

Têmis sentiu como se o fundo do seu estômago tivesse despencado, e saiu andando para trás para se juntar a Rony.

– P-pai..?

– EU NÃO ACREDITO! – berrou Hermione.
Lupin soltou Black e se virou para a garota. Ela se erguera do chão e estava apontando para Lupin, de olhos arregalados. – O senhor... o senhor... Têmis... Professor Lupin...

– Hermione...

– ... o senhor e ele!

– Hermione se acalme...

– Eu não contei a ninguém! – esganiçou-se a garota. – Tenho encoberto o senhor...

– Hermione, fique quieta! – Têmis interrompeu com um grito desesperado.

– Hermione, me escute, por favor! – bradou Remus. – Posso explicar...

Têmis sentia o corpo tremer, não com medo, mas com uma nova onda de fúria, Hermione iria revelar o segredo de seu pai.

– Eu confiei no senhor – gritou ele para Lupin, sua voz se descontrolando –, e o tempo todo o senhor era amigo dele!

– Você está enganado – disse Lupin. – Eu não era amigo de Sirius, mas agora sou... Deixe-me explicar...

– NÃO! – berrou Hermione. – Harry não confie nele, ele tem ajudado Black a entrar no castelo, ele quer ver você morto também, talvez até mesmo Têmis... ele é um lobisomem!

– CALA A PORRA DA BOCA, GRANGER! CALA A BOCA! – esbravejou Têmis, fazendo todos arregalarem os olhos para ela. A Lupin não se irritava nunca, vivia serena, aquilo definitivamente foi um choque para a maioria.

Houve um silêncio audível. Por ventura, os olhos de todos agora migraram para Remus, que parecia extraordinariamente calmo, embora muito pálido.

– O que disse não está à altura do seu padrão de acertos, Hermione. Receio que tenha acertado apenas uma afirmação em quatro. Eu não tenho ajudado Sirius a entrar no castelo, certamente não quero ver Harry morto e tampouco a minha filha quer isso... – Um estranho tremor atravessou seu rosto. – Mas não vou negar que seja um lobisomem.

Rony fez um corajoso esforço para se levantar outra vez, mas caiu com um gemido de dor. Lupin adiantou-se para ele, parecendo preocupado, mas Rony exclamou:

MONSTER, harry potter.Histórias para pegar e não largar. Descubra agora