Capítulo Dezesseis: O Primeiro Natal Em Hogwarts

101 18 2
                                        

RONY E HERMIONE OBSERVAVAM HARRY, muito nervosos, durante o jantar, sem sequer se atrever a conversar com ele sobre o que tinham ouvido, porque Percy estava sentado perto deles.

Já Têmis estava em estado quase catatônico. Ela estava calada, assim como Harry, desde que retornaram a Hogwarts. Nunca tinha parado pra pensar da possibilidade de Sirius Black ser seu padrinho e se pegou pensando, como ninguém havia avisado à ela e à Harry sobre isso.

Isso não era justo, principalmente com Potter.

Quando subiram para a concorrida sala comunal, foi para descobrir que Fred e Jorge tinham soltado meia dúzia de bombas de bosta num arroubo de animação de fim de trimestre. Harry, subiu ao dormitório calado e cabisbaixo, deixando os três amigos na poltrona de frente a lareira.

- Você está bem, Mis? - perguntou Rony um tanto receoso, enquanto comia varinhas de alcaçuz.

- Não. - respondeu Têmis olhando para fixamente o fogo que ardia em meio a lenha.

- Sabe, Têmis... Eu acho melhor você ir falar com o Harry. Vocês passaram por um terrível choque e podem se ajudar. - aconselhou Mione.

Sem pensar em mais nada, Têmis seguiu até os dormitórios masculinos e bateu na porta do quarto de Harry e Rony. Ninguém respondeu. Lupin entrou devagar e teve a visão da cama de Potter inteira fechada com o cortinado.

Têmis tomou o cuidado de fechar a porta com calma e caminhou até Harry.

- Eu sei que não está dormindo, Hazz. É impossível dormir depois de uma surpresa dessas.

O cortinado se abriu, Têmis entrou e se sentou na cama, Harry fechou as cortinas em volta do colchão novamente.

- Os dementadores não o afetam. - falou o garoto com uma voz sombria - Ele não tem que ouvir minha mãe gritando quando eles chegam muito perto.

Têmis segurou o rosto de Harry com suas duas mãos e, por Merlin, como ele estava péssimo. A garota olhou no fundo daqueles olhos tristes e raivosos e disse:

- Infelizmente, não há nada que possamos fazer.

- Eu quero mata-lo. Quero fazer sentir a dor que meus pais sentiram, a dor que eu sinto.

- E então você se tornará alguém horrível como ele. - falou Têmis, Harry deu um riso sem vida. - A vida cobra de todos nós, não precisamos sujar nossas mãos...

- Queria que fosse assim tão fácil. - ele olhou para as próprias mãos.

- Nada é fácil, Hazz.

E então, Harry abraçou Têmis. Ele precisava disso, precisava de consolo. Eles se mantiveram em silêncio por um bom tempo. Era o suficiente, naquele momento.

- Dorme comigo, Mis?

- Não vai pagar nem uma barra de chocolate para mim antes? - disse Têmis, se desvencilhando do abraço para olhar o garoto com os olhos estreitados um sorriso malicioso, puramente irônico.

Harry riu pela primeira vez desde a descoberta no Três Vassouras e a puxou para se deitar com ele. Os dois ficaram um ao lado do outro, com a barriga pra cima, em silêncio, esperando o sono chegar.

MONSTER, harry potter.Histórias para pegar e não largar. Descubra agora