Enquanto o Tighnari estava na casa dele, o Cyno estava seguindo a Rana e quando chegou na vila Gandharva, percebeu que estava bem diferente de quando era.
Tinha mais casas que o normal e a antiga cabana do Tighnari parecia que era a única parada no tempo, como se o tempo tivesse parado apenas naquele local e talvez até o Tighnari antigo saísse da cabana pra recebê-lo.
Cyno não queria ser pego chorando por Rana, então respirou fundo e engoliu suas emoções e a Rana o levou até a cabana e assim fazendo o pobre coração do Cyno errar as batidas porque foi tomado pelas sensações de vazio, como se o tempo o tivesse esquecido.
Rana:- Aqui as chaves, vou levá-lo até o laboratório, senhor Cyno.
Cyno apenas sacudiu a cabeça pra tentar conter o máximo de emoções que vinham e seguiu a Rana.
Assim que chegam, Cyno percebe o quão grande o laboratório é e ainda sentia Hermanubis encomodado com algo, talvez a injustiça esteja o encomodando o suficiente pra estar instável dentro dele.
Rana não sabia o que conversar com o Cyno, ela tinha medo dele e ele estava sério demais pra ela tentar conversar com ele.
Assim que entram, Rana o leva até o antigo escritório do Tighnari e não precisou muito pro Cyno ver a urna do Tighnari antigo, ele a pega e se retira do local sem dizer nada e a Rana não sabia se o impedia ou deixava ir, mas então lembrou de uma coisa.
Rana:- Espere senhor Cyno.
Cyno para e olha pra Rana.
Rana:- O mestre, digo, o Tighnari deixou esse livro que ele estava estudando.
Cyno o pegou e agradeceu aos arcondes do Tighnari atual amar tanto a flora quanto o Tighnari antigo, o que ele tinha em mãos era o seu maior desejo no momento, o livro "CynbiOse das plantas".
Assim que o Cyno da alguns passos pra fora do laboratório, sente que está senso vigiado, então olha pras árvores e vê alguns círculos pretos e verdes e então lembra do que o Tighnari o tinha dito e pensa " isso são câmeras? Será que tem alguém me vendo agora?", Cyno olhou bem pra câmera e mostrou a língua e ele volta pro apartamento do Tighnari.
Chegando no apartamento, ele vê a porta sendo aberta e o Alhaitham saindo e vê o Cyno.
Alhaitham:- Tighnari está acordado?
Cyno:- Não sei, eu sai e fui até a vila Gandharva.
Alhaitham:- Toma.
Alhaitham entrega uma sacola pro Cyno e volta pra dentro de casa e o Cyno entra na casa do Tighnari e percebe que tinha um pequeno lanche e uma mensagem do Tighnari dizendo pra ele se alimentar.
Cyno não quer saber disso, ele quer ver a foto e com as mãos trêmulas ele abre a urna e vê a foto.
A foto tinha o Tighnari, Collei e uma criança com orelhas grandes igual o Tighnari, a mistura de preto e branco na cauda, a pele morena com os olhos verdes e todos estavam olhando pra câmera e sorrindo.
Cyno colocou a foto no peito e começou a chorar, ele queria estar lá pra viver esse momento, pegar seu filho no colo e dizer o quanto o amava, mas agora ele está no futuro e não pode nem tocar no seu próprio filho.
Tighnari estava com uma mistura de empatia pelo Cyno e raiva por ter uma audição apurada e estava ouvindo o Cyno chorar no sofá e ele acordou por causa do barulho.
Não aguentando muito o barulho, levantou e foi ver o que o Cyno estava fazendo e quem sabe tentar mostrar algum apoio.
Então ele abriu o guarda-roupa e tirou um moletom assimétrico( um braço maior e o outro menor) e continuou de bermuda verde e foi ver o Cyno.
O Cyno estava tão emotivo que quando viu o Tighnari, confundiu os dois e foi até ele e o abraçou muito forte ao ponto do Tighnari ficar com medo de ter as costelas quebradas.
Tighnari:- Cyno, está me machucando.
Cyno soltou o Tighnari e então lembrou que o Tighnari antigo já morreu a muito tempo.
Tighnari:- Cyno............
Tighnari o puxou de volta e o abraçou e passou as mãos no cabelo branco e sentiu inveja daquele cabelo ser tão macio.
Tighnari:- Cyno, queria pode dizer algo pra te alegrar, sei que é difícil.
Cyno:- ................Pode me fazer um favor.
Tighnari:- Claro.
Cyno:- Não use esse moletom...... por favor.
Tighnari:- Tudo bem........ e aquela sacola?
Cyno:- Alhaitham só me entregou.
Tighnari:- Ok..... vai comer o lanche que eu deixei se não quiser que enfie guela abaixo.
Cyno:- Tá frio.
Tighnari:- Eu vou esquentar.
Tighnari solta o Cyno e tira o moletom e coloca no guarda-roupa, de lá vai até a cozinha e ensina o Cyno a como usar o micro-ondas.
Cyno:- Interessante.
Tighnari:- Em hipótese nenhuma, não use alumínio ou qualquer coisa de metal aqui dentro.
Cyno:- Por quê?
Tighnari:- Vai explodir na tua cara.
Cyno:- Porque tudo nesse mundo agora explode. E o celular também vai explodir?
Tighnari:- Se sofrer super aquecimento, sim pode explodir.
Cyno:- ............ Então aquele consolo se sofrer-
Tighnari:- Esquece isso.
Cyno:- Porque se é engraçado vê-lo irritado.
Tighnari:- Muito engraçado você.
Cyno:- Obrigado.
Tighnari:- Você é um idiota.
Cyno:- E você está convivendo com esse idiota, se tornando um idiota também.
Tighnari:- Isso não faz sentido.
Cyno:- Posso fazer uma observação?
Tighnari:- Claro?
Cyno começa a observar toda a cozinha e a sala e depois fica do lado do Tighnari.
Cyno:- Pronto.
Tighnari:- Pronto o quê?....... A não Cyno, vai toma no cu.
Cyno:- Você fala isso, mas achou engraçado.
Tighnari:- Senta ali e come, se esfriar eu não vou aquentar denovo.
Enquanto o Cyno comia, orgulhoso da piada, Tighnari foi ver o que tinha na sacola que o Cyno só ignorou.
Tighnari tirou da sacola o uniforme de guarda do museu e alguns documentos.
Tighnari:- Trouxeram seu uniforme de guarda e documentos.
Cyno:- Vou usar o meu de sempre.
Tighnari:- Não começa. Você vai usar esse aqui.
E então até a hora deles trabalharem, Tighnari quase espanca o Cyno por ser teimoso por não querer usar o uniforme.
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1032 palavras
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A estátua do general
FanfictionTighnari estava trabalhando como guarda do museu quando soube que iriam inaugurar uma estátua que acharam perdida no deserto. * Não sei o que por aqui, então boa leitura( eu nunca sei o que por aqui pq ainda insisto?)
