Capítulo 20

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Chego na frente do prédio de Liz e mando uma mensagem dizendo que estou esperando no carro. Ela responde dizendo o número e o andar. Saio do carro e entro no prédio, verifico se estou no andar certo e toco a campainha. Ela vem até a porta me atender.

- Oi, que bom que chegou! Estou fazendo o jantar, mas preciso tomar um banho. Pode olhar as panelas para mim, por favor?

Mal tenho tempo de reagir, mas balanço a cabeça concordando. Ela me entrega uma colher.

- Ótimo, fique de olho no molho, ele tem que engrossar um pouco, mas não deixe secar muito. Vou tomar um banho rápido, então, entre e fique à vontade.

Assim que diz isso, sai em direção ao que parece ser o banheiro. O som do chuveiro sendo ligado ecoa. Vou até a cozinha e começo a verificar o tal molho. Não sei o que ela estava fazendo, mas o cheiro é muito bom, e meu estômago começa a roncar de fome.

Alguns minutos depois, ela sai do banheiro com uma toalha ao redor do corpo e outra na cabeça e vai em direção ao quarto. Volto minha atenção para a panela e vejo que o molho já engrossou bastante, então desligo o fogo e me sento na banqueta do balcão, esperando. Ela volta 10 minutos depois, já com o cabelo seco e uma roupa confortável, e vai direto ver a comida no fogo.

- Que bom que não secou! Strogonoff sem o molho não rola. Você está com fome?

Digo que sim, e ela começa a levar as coisas para a mesa. Então a ajudo. Depois de tudo arrumado, ela me pede para sentar enquanto começa a me servir um prato. Pergunto, curioso:

- O que é isso? É algum prato brasileiro?

- O nome é strogonoff. Na verdade, é russo, mas essa é a nossa versão do prato –m- ela começa a rir.

Ela termina de colocar a comida em meu prato, me entrega garfo e faca, e então dou a primeira garfada. O sabor é diferente, mas é muito gostoso. Pego um pouco com arroz e fica ainda melhor. Então digo a ela:

- Isso é muito bom, Liz, você é uma boa cozinheira.

Ela fica vermelha e me agradece, dizendo:

- Obrigada, mas só sou boa com comida brasileira, ainda sou uma negação com a coreana - ela baixa os ombros, um pouco frustrada.

- Não diga isso, você vai aprender. Só precisa de alguém para te ensinar. Se quiser, posso ser seu professor.

Ela abre um sorriso enorme.

- Sério??? Eu adoraria, Yoon.

- Depois vou te ensinar umas receitas básicas para começar a pegar o jeito.

Ela me agradece mais uma vez, e continuamos a comer. Assim que termino, me sinto satisfeito. Liz começa a tirar as coisas e levar para a pia. Assim que termina de levar tudo, intercepto.

- Nada disso, você cozinhou e eu lavo a louça. Pode descansar um pouco, deve estar exausta agora.

Ela deixa as luvas e vai se sentar no sofá, liga a TV e começa a assistir a um dorama, pelo que consigo enxergar de longe. Lavo todas as louças e vou me sentar com ela.

- O que está assistindo? – pergunto, passando um braço em volta de seu ombro.

Ela se encosta em mim e me responde:

- Rainha das lágrimas, estou gostando bastante.

- Hmmm – digo, apenas.

Ela me dá uma olhada de lado, depois se vira para me encarar e pergunta:

- Você não gosta de dorama?

- Não sou lá um grande fã, mas se você gosta, posso assistir com você. Ou, se preferir, podemos fazer algo mais interessante...

Ela me dá um sorrisinho, indicando que entendeu o que quis dizer, e me responde:

- Nosso combinado não foi para o final de semana? Lembro bem de dizer que poderia fazer o que quisesse comigo.

- Ainda falta dois dias até o final de semana, e já estou aqui agora. Podemos antecipar esse combinado – começo a dar beijos em seu pescoço, porque sei que é seu ponto fraco, e ela já começa a se contorcer.

- Yoongi, isso é golpe baixo.

- Golpe baixo é me deixar com vontade estando bem aqui na minha frente – coloco a mão dentro de sua calça e chego onde quero.

- E já está pronta para mim – passo a língua pelos lábios.

- Yoongi... - ela dá um gemido assim que insiro um dedo dentro dela.

- Vamos, Liz, eu sei que você também quer. Já está molhadinha só de eu ter beijado seu pescoço.

- Você me paga, Yoongi – ela pega meu rosto e me beija com vontade.

- Me faz pagar, estou louco esperando por esse momento - falo, dando uma mordida em seu lábio inferior.

Ela aprofunda mais o beijo, e já começo a sentir o calor subir pelo meu corpo. De repente, ela sai do meu lado e vem para cima de mim, sentando no meu colo.

- Porra, Liz, se for me fazer pagar assim, eu pago mais do que feliz - volto ao beijo e não consigo segurar a vontade de pegar em sua bunda e apertar.

- Essa sua bunda só pode ter um ímã, não consigo ficar longe dela nunca – ela me dá um olhar safado e começa a se esfregar em mim.

Dou um gemido de prazer assim que ela faz isso.

- Agora você não me escapa de jeito nenhum - me levanto do sofá e vou em direção ao quarto, onde a vi saindo mais cedo.

Entro e bato a porta com o pé. Chego até a cama e a coloco nela, vou engatinhando até chegar em sua boca e volto ao nosso beijo. Enquanto isso, vou tirando sua roupa. Para minha sorte, ela só vestiu uma blusa e a calça, o que me poupou tempo. Começo a tirar a minha também, mas ela intervém e toma partido, tirando primeiro minha blusa, depois minha calça e cueca. Assim que termina, faz um movimento que me faz ir para baixo e ela ficar por cima, olha nos meus olhos e diz:

- Agora que você está no meu quarto, sou eu que ditam as regras – seu olhar safado me faz ficar com ainda mais tesão.

- Sou todo seu, gatinha, pode fazer o que quiser comigo.

Ela começa colocando a mão em meu peito, sobe até encontrar meu pescoço e começa a mordiscar, deixando rastros de beijos por minha clavícula. Depois, desce um pouco e vai em direção ao meu pênis, que já está latejando por toda essa provocação. Ela olha para ele e passa a mão pela glande já bem úmida.

- Você também já está prontinho para mim, meu bem.

Depois de me torturar um pouco, colocando suas mãos em meu pênis e fazendo movimentos de sobe e desce, ela resolve acabar com meu sofrimento, sentando em mim. Começa a se mover devagar, para acostumar com o tamanho, e depois começa a cavalgar com vontade enquanto me beija. Alguns minutos se passam, e ela parece um pouco cansada pelo esforço, mas não desiste e continua a cavalgar. Vejo que já estou quase indo e falo para ela:

- Meu bem, se continuar assim, eu não vou aguentar.

Assim que ouve isso, ela vai mais rápido e começa a apertar meu pau com mais força. Sinto que já estou prestes a ir, quando ela relaxa e goza. Poucos segundos depois, é minha vez. Ela espera eu terminar de gozar para sair de cima de mim e dizer:

- Eu não ia parar, mesmo que me pedisse - ela está arfando muito, e eu também.

- Você ainda vai me matar assim, Liz – digo, dando um beijo nela quando deita ao meu lado para descansar um pouco.

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