A desagradável Sr.Roselin

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Íamos de carruagem para casa era muito agradável conversar com meu tio ele tinha o mesmo sotaque na voz igual o papai, mas eu não contei a ele sobre o que havia acontecido com a Judy acho que ela não queria que ninguém soubesse disso. Assim que chegamos fomos almoçar a Tia Roselin disse que teríamos muitas visitas para o jantar e para eu me comportar, “ como se eu fosse uma criança”. Pelo o que eu ouvi iriam vim sócios  e colegas de trabalho do meu tio, meu pai tem muitas terras aqui  e na Índia mas no Canadá o meu tio Hopper administra algumas terras, e além disso ele também faz parte de alguma coisa com a prefeitura da cidade.

Depois do almoço fui para meu quarto já imaginando está em casa na Índia com meus  amigos, minha vida de volta. Apesar de gostar do meu tio nunca será a mesma coisa do que está em casa. Assim que entro quarto persebo as portas do imenso guarda roupas estavam abertas e todas as minhas roupas haviam sumido! Todas as minhas roupas e vestidos de seda, as saia de muslin de Dacca. Desso as pressas eu sabia exatamente quem havia feito tal repúdio com as minhas roupas, tia Roselin estava sentada na sala de estar eu falo praticamente gritando:
— Como pode fazer. Ela me olha como se não entendesse mas apenas estava se fazendo de dissimulada — Onde colocou minhas roupas.
— Não grite comigo.
  Tio Hopper aparecendo agitado perguntando o que estava acontecendo para estarmos gritando desse jeito, eu explico a situação horrenda que aquela mulher vez, tio Hopper logo fala assim que termino — Roselin... Secou as roupas da menina.
Tia Roselin num pulo do sofá diz irritada e respirada como sempre — De jeito nenhum essas roupas não uma desonra. Você não vai usar isso enquanto estiver aqui e essa é a minha última palavra.

Em passos largos e barulhentos ela sobe a escada e diz — Esse jantar e importante para o seu tio e ninguém vai manchar a imagem dele com essas roupas ridículas e vulgares.

Ela se vira e sai bufando eu olho para meu tio e ele apenas fala abaixando a cabeça
— Desculpa menina mas quando ela cisma com algo. Não tem jeito.

Saio da sala direto para meu quarto, eu já sabia que eu não eram bem vinda aqui mas falar isso sobre minhas roupas e minha cultura isso foi demais. A única coisa que eu quero e ir embora daqui, lágrimas caiam do meu rosto de tanta raiva que eu sentia dela.

Ao anoitecer, o som das vozes ecoava pela mansão, indicando que o jantar havia começado. As risadas e conversas leves que vinham do andar de baixo só serviam para intensificar o peso no meu peito. Eu não queria participar daquele jantar, não depois de tudo o que havia acontecido. Olhei para o meu reflexo no espelho e mal me reconheci. Estava usando o vestido que tia Roselin havia me forçado a vestir, um vestido de seda branca, apertado, que mal permitia que eu respirasse. Me sentia sufocada, não apenas pelo vestido, mas pela situação toda.

A empregada, uma senhora de olhar gentil, ajudava a ajustar as costuras do vestido enquanto eu me forçava a conter as lágrimas que insistiam em voltar. Ela apertou o corpete com firmeza, e eu respirei fundo, tentando me preparar para enfrentar aquela noite.

— Você está linda, senhorita, — disse ela, com um sorriso encorajador.

Mas eu não me sentia linda. Sentia-me presa em um corpo que não era o meu, em uma casa que não era a minha, e em uma vida que parecia cada vez mais distante da minha realidade. Engoli em seco, tentando sufocar a amargura que subia pela garganta, e desci as escadas com passos lentos e pesados.

Quando cheguei ao andar de baixo, as risadas e conversas cessaram por um momento. Todos os olhos se voltaram para mim. O olhar de tia Roselin era de aprovação, como se ela estivesse satisfeita por eu ter cedido à sua vontade. Mas por dentro, eu estava quebrada.

Cumprimentei os convidados com um sorriso falso, tentando manter as aparências. Tio Hopper me lançou um olhar compreensivo, mas impotente. Eu sabia que ele não podia fazer nada para me ajudar naquela situação, e isso só aumentava a minha solidão.

Durante o jantar, mal toquei na comida. Tudo parecia tão distante e sem sabor. As conversas ao redor da mesa giravam em torno de negócios e política, assuntos que eu não tinha interesse. Meus pensamentos estavam longe, na Índia, com meus amigos, minha família, minha vida de verdade.

Até um dos sócios de meu tio que possuía terras aqui na cidade, direciona se a fala para mim — Srt.Clark o que está achando da cidade? Precisando que todos da mesa me encaravam ouvia cochichos “ ela é filha do Lucas Clark ”.Todos aqueles rostos brancos  pareciam surpresos , a Tia Roselin me olhou numa mistura de nervosismo.
— Está sendo... muito agradável. Fala não por ela mas pelo meu tio ele não merecia aquilo só estou dois dias aqui mas já tenho muito apresso por ele. O Sr. Hall fala novamente — Você parece muito com a sua mãe.
— Você conhece a minha mãe?
— Sim a Asha e eu éramos muito amigos na adolescência, seu pais também é um ótimo homem. Eu apenas dou um sorriso enquanto eles voltam a falar de negócios essa conversa foi demasiadamente estranha, eu acho?

Quando o jantar acabou todos foram para sala de estar e outos cantos da casa. Eu fiquei sentada na escada lá não tinha ninguém além de meus pensamentos angustiados, até que uma menina de cachos loiros e olhos castanhos aparece e fala com um sorriso aparentemente amigável:
— Festa legal, eu olho e vejo que nós duas estamos entediadas — Você acha? Minha voz saio sarcástica
— Não, ela fala rindo — Você é a Aruna né eu sou a Mari Spencer. Pelo sobrenome dela ela fazia parte de uma das famílias ricas daqui como os Hall,Alan , Forbes, e os Clark obviamente praticamente essas eram as famílias de verdadeiro prestígio e poder daqui.
— Tudo bem Mari você tem um lindo cabelos. Ela sorrir e diz — Obrigada! Logo Mari se senta também na escada — Você já viajou para outros lugares.
— Assim eu já fui para a China e para Arabia Saudita e um lindo lugar e muito ensolarado. Ela suspira ao meu lado e diz
— Isso deve ter sido incrível conhecer novos lugares e culturas diferentes é um dos meus sonhos.
— Você nunca viajou?
— Bom já fui para a cidade vizinha mas acho que não conta.
— Toda experiência conta. Ela sorrir — Boma acho que sim.

Nós duas continuamos a conversar era como se fossemos terapeutas uma da outra ou algo do tipo, até ela falar — Olha só o Thomas Allan está te olhando, eu olhos de relance pelo corredor, ele tinha cabelo loiro e pele clara, logo digo — Já vi melhores. Ela rir com isso a risada dele as vezes parecia de porquinho o que me fez rir também.

Os convidaram aos poucos foram indo bora me despedir da Mari, mas pelo que dava para ver os pais dela não erma nenhum pouco receptivos pareciam mas um bando de preconceituosos ainda bem que ela não puxou o lado ruim deles. Quando todos os convidados haviam indo embora a tia Roselin disse que eu havia me comportado bem. Tio Hopper estava meio estranho com a caranha pálida mas deveria ser cansaço pelo menos foi isso que ele disse.

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*Algumas curiosidades*

Olá para todos vim aqui falar de algumas curiosidades que talvez vocês gostem e espero que tenham gostado do capítulo tanto quanto eu.

_Saint Jocobs é uma cidade pequena que se localiza lá no Canadá e sim ela existe.

_ Lian foi expirado no Gilbert Blythe só que versão adulta.

_ Os pais da Aruna se conheceram em Saint Jocobs e ela era empregada da família Hall. Mas o Lucas acaba se apaixonando por ela.

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