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Glenda Madison

A cerimônia acontecia nos jardins da mansão luxuosa, cercada por um cenário deslumbrante. O crepúsculo banhava o local em uma luz dourada, enquanto as imponentes colunas da fachada clássica da mansão ofereciam um ar de sofisticação e elegância. Um caminho de pétalas brancas e rosadas estava delicadamente disposto sobre a grama impecavelmente aparada, guiando meus passos até o altar.

Cadeiras com detalhes dourados e almofadas de seda estavam dispostas em fileiras simétricas, ocupadas por alguns convidados, acredito que cerca de 50 pessoas todos vestidos com trajes refinados que refletiam a grandiosidade do evento. Confesso que não esperava tantas pessoas. Não reconhecia quase ninguém, exceto pelo marido da Lívia, o filho dela e o homem chamado Dante. Os outros não fazia ideia quem seriam, mas me pareciam pessoas importantes pelas posturas. Acredite que sejam colegas de trabalho e alguns familiares dele. Me senti um pouco mal por não saber quem eram, talvez eu não os conhecia antes ou esqueci deles. Fiquei chateada, mas logo voltei a minha atenção ao ambiente.

Pequenos arranjos de flores, em tons suaves de lavanda, branco e verde, decoravam cada extremidade das cadeiras, exalando um perfume leve que misturava-se com a brisa da tarde.

Ao fundo, uma orquestra tocava suavemente, preenchendo o ambiente com uma música clássica que complementava o cenário mágico. Grandes lustres de cristal pendiam das árvores próximas, reluzindo à luz das velas dispostas em lanternas espalhadas ao redor do espaço, criando um contraste encantador entre o brilho das velas e a suavidade do entardecer.

O altar, simples e elegante, era adornado com delicadas cortinas de chiffon que balançavam suavemente com o vento. Marcus estava lá, de pé sob o arco de flores brancas, seu terno bem cortado contrastando perfeitamente com a natureza ao redor. A expressão em seu rosto era serena, mas seus olhos brilhavam de emoção.

Tudo parecia perfeitamente harmonioso, como se o ambiente tivesse sido cuidadosamente desenhado para este momento.

À medida que caminhei pelo corredor, o sorriso de Marcus à distância se tornou a única coisa que eu conseguia focar. Ele estava lá, esperando por mim no altar, com aquele olhar que sempre me fazia sentir segura, como se o mundo pudesse cair ao nosso redor e, mesmo assim, estaríamos bem.

Meus passos pareciam sincronizados com a batida suave do meu coração, e cada olhar ao redor, cada suspiro que eu ouvia, se misturava à música, criando uma atmosfera etérea, quase como se eu estivesse em um sonho.

Quando finalmente cheguei ao altar, Marcus estendeu a mão, e eu a segurei, sentindo o calor e a firmeza que tanto conhecia. Por um breve momento, nossos olhares se encontraram e nada precisou ser dito. Estávamos prontos para este momento, prontos para nos tornarmos algo maior do que éramos sozinhos.

O celebrante começou a falar, suas palavras eram suaves e cheias de significado, mas tudo o que eu conseguia ouvir era a batida constante do meu coração e a respiração tranquila de Marcus ao meu lado. Ele apertou levemente minha mão, como se quisesse me lembrar que estava ali, e eu sorri.

— Hoje, vocês se tornam parceiros de vida, — o celebrante disse, olhando para nós. — Estão prontos para prometer amor, apoio e companheirismo um ao outro?

Eu olhei para Marcus, meus olhos se enchendo de emoção, e, antes mesmo de perceber, ele disse com firmeza:

— Estou.
Eu também respondo, sem excitar:
— Estou.

O celebrante fez uma breve pausa, e a brisa fresca do fim de tarde pareceu sussurrar entre as árvores, trazendo um momento de silêncio profundo. Era como se até o ambiente estivesse aguardando nossa próxima resposta. Eu olhei para Marcus, e ele sorriu suavemente, seus olhos brilhando com uma mistura de determinação e paixão.

Grávida do Mafioso Onde histórias criam vida. Descubra agora