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Glenda Madison

Tudo em mim dizia que aquilo era real demais para ser um sonho, mas ao mesmo tempo... parecia também irreal demais para ser só verdade.

Olhei através da grande janela a noite cair no horizonte, parecia uma pintura viva de tão espetacular. Marcus pela visto não iria aparecer ainda, pois isso descido tomar um banho.

Ao abrir a porta do banheiro, um suspiro escapou de meus lábios antes que eu percebesse.

O ambiente parecia saído de um filme — ou de um sonho meticulosamente planejado.

Luzes âmbar suaves vinham de pequenos apliques de cristal embutidos nas paredes, refletindo nas superfícies douradas e em espelhos ornamentados com molduras florentinas. Um aroma envolvente de rosas brancas e âmbar pairava no ar, vindo de difusores discretamente posicionados ao lado da banheira.

A própria banheira era uma obra de arte — uma peça clássica em mármore claro, com pés em formato de garras douradas, já preenchida com água morna e levemente espumante. Sobre a superfície, pétalas de rosas vermelhas e brancas flutuavam em contraste sedutor, como uma promessa silenciosa do que aquela noite representava.

No canto, uma mesa baixa trazia duas taças de cristal e uma garrafa de espumante já aberta, com a bebida brilhando em dourado sob a luz suave. Ao lado, uma bandeja com morangos, uvas, e pequenos bombons em embalagem artesanal completava a cena.

Toalhas felpudas e brancas estavam cuidadosamente dobradas ao lado da pia de mármore, sobre a qual repousavam frascos de perfumes e óleos de banho em vidro lapidado — tudo com o brasão Rinaldi gravado discretamente nas tampas.

Meus pés tocaram o chão de pedra polida aquecida, e um arrepio percorreu minha pele.

Tudo ali gritava luxo, controle, desejo.
Tudo ali havia sido preparado com intenção.

E eu... fazia parte do cenário.

Meu reflexo no espelho não escondia a mistura de surpresa e receio.
Era tudo lindo demais... intenso demais.

Olhei para a banheira convidativa, de certo tudo foi preparado para eu e Marcus usufruirmos juntos, mas acho que ele não se importará se eu usar a banheira sem ele.

Respirei fundo, me livrei das roupas e entrei na banheira.
A água quente envolveu meu corpo como um abraço silencioso, ao mesmo tempo reconfortante e íntimo. Fechei os olhos.

Quando finalmente saí do banho, enrolei uma toalha em torno do corpo e voltei para o quarto — e parei, surpresa, ao ver que não estava exatamente como havia deixado.

As cortinas estavam mais fechadas, criando uma penumbra dourada. As velas acesas sobre as mesinhas espalhavam um aroma de jasmim e baunilha no ar.
E sobre a cama, cuidadosamente dobrada, havia uma camisola.

Não qualquer camisola.

Era uma peça delicada, rendada, em tons suaves de marfim. Transparente o bastante para insinuar, mas elegante o suficiente para parecer feita sob medida para uma esposa. Para mim.

Toquei o tecido com a ponta dos dedos. Estava frio, sedoso, luxuoso.

Foi então que notei a porta do closet levemente aberta, e uma movimentação discreta me fez entender: uma das empregadas havia entrado enquanto eu estava no banho. Discreta, quase invisível — como tudo naquela casa.

Por um segundo, fiquei imóvel, sentindo o coração bater mais rápido.

Aquilo estava acontecendo.
De verdade.
Minha noite de núpcias.

Com Marcus.

Parece estranho, eu sei. O que vai acontecer entre nós esta noite já aconteceu antes — mais de uma vez, provavelmente. A prova viva disso cresce silenciosamente dentro de mim, protegida pelo meu ventre.

Grávida do Mafioso Onde histórias criam vida. Descubra agora