O Fim.

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- A transfusão de sangue deve ser feita imediatamente. - as macas são arrastadas com velocidade pelos enfermeiros enquanto o doutor lê alguns papéis. - Pelos registros das amostras coletadas o tipo sanguíneo do garoto é O- e o da Senhora é A+. Há alguém que possa ser o doador na família?

- Somos apenas nós dois, doutor. - diz aflita, com os olhos marejados.

- Doutor, o garoto alto fez o teste mas o seu sangue não é compatível para transfusão.

- E a ruiva? - pergunta checando os papéis.

- Incompatível e está fraca demais para realizar uma transfusão.

- Por Deus, mulher. Quanto tempo eles passaram desaparecidos? - pergunta e logo torna a atenção para outros dois enfermeiros que se aproximavam. - Chequem O- no banco de sangue!

- Dois meses e meio, senhor. - ela aperta o passo para ficar ao lado de seu filho.

- Me surpreende que o garoto de olhos azuis não esteja tão exausto ou machucado quanto os outros. Atualizem-me sobre a outra jovem. - troca o amontoado de papéis.

- Mesmo com tanto sangue nas roupas, não parece ter feridas. Seus batimentos cardíacos estão fracos. Nenhum sinal de hemorragia. - a enfermeira mais habilidosa diz com velocidade.

- Doutor Carlsen, estamos sem sangue O no estoque. - diz os dois enfermeiros chegando às pressas.

- Precisamos parar esse sangramento de alguma forma! - diz o outro preparando alguns medicamentos.

- Doutor, ele parecia estar normal quando o vi, mas de repente começou a sangrar e não parar mais!

- Um caso sério de hemorragia, Senhora... - checa o nome mais uma vez - Samantha Carter- ele fica estático.

- Senhor?! - as enfermeiras param as macas.

- Doutor, precisamos agilizar o processo! - diz a mais ao fundo, carregando a Akiro.

- Carter? - com seu cabelo preto impecável, nariz grande mas que não tirava a harmonia de seu rosto e feição séria, se concentra em um único ponto. Ajeita os papéis como se palavras estivessem surgindo em sua folha naquele instante. - Depois de tantos anos...

- Doutor!

- Saiam da frente! - todos se afastam assustados com sua atitude. Arrastando as macas, uma em cada mão com firmeza, Carlsen vira o corredor do hospital que fica com rastros de sangue, assustando todos que presenciam a situação. - Venha, Sam. - ele ordena ao perceber o distanciamento.

  Não pensando duas vezes, o segue constantemente enxugando suas lágrimas. Os faxineiros se reúnem para limpar os corredores o mais rápido possível, para evitar o pânico.

- OLIVE! - ele grita pelos corredores. Imediatamente, uma mulher magra de jaleco sai de uma das várias salas com uma xícara de café, cabelos desengonçados e olheiras profundas. - Temos um Carter! - ela tira luvas de dentro de seus bolsos.

- Impossível. - se aproxima e checa seus olhos com uma lanterna pequena. - Sem resposta ocular. - abre sua boca e vê sangue se acumulando. Rapidamente arranca alguns tubos de seus bolsos, que parecem sem fim, e começa a colocá-los em sua garganta, ligando um dispositivo que começa a sugar o sangue que o afoga.

- Chame o Howell e a Sophie na sala C18-25 - ordena à Olive e logo torna sua visão à Sam, notando a confusão em seu olhar - Esse hospital é especializado para atender os Carter de forma discreta e sem interferências.

- Sophie está na sala de cirurgia e o Howell está-

- Olive. - empurra a porta com violência para que abra mais rápido - Eu não vou perder mais um.

Saliem 1825Histórias para pegar e não largar. Descubra agora