8.

142 12 1
                                        

Acordei esperando que a hora voasse e graças a Deus isso aconteceu, deu meu horário de sair, apenas peguei minhas coisas e dei tchau pros meus pais. Chegando à casa da Mari, meu coração batia acelerado, não sabia se era a adrenalina da festa, a mentira contada aos meus pais ou a expectativa de me vestir como nunca antes. Assim que entrei no quarto dela, já senti o clima de mudança.

— Amiga, hoje você vai arrasar! — Mari falou, com aquele brilho de quem já estava preparada para a noite. Ela tinha espalhado várias roupas sobre a cama, e ao lado havia uma nécessaire cheia de maquiagens.

— Meu Deus, Mari, eu nunca usei um vestido tão curto! — falei, segurando o vestido preto, justo e cheio de estilo que ela tinha separado para mim.

— Meu Deus, Mari, eu nunca usei um vestido tão curto! — falei, segurando o vestido preto, justo e cheio de estilo que ela tinha separado para mim

Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.

— Relaxa, Liz! É exatamente pra isso que você veio. Hoje é sua noite de brilhar — ela piscou, me incentivando.

Respirei fundo e comecei a me trocar. Era uma sensação estranha, como se estivesse me transformando em outra pessoa. Quando me olhei no espelho com o vestido ajustado ao corpo, meu reflexo parecia diferente. Nunca tinha ousado tanto. A barra do vestido mal chegava na metade das minhas coxas, e a sensação de liberdade era palpável.

— Uau! — Mari exclamou, observando de longe. — Você tá um arraso, Liz! O Daddy vai ficar de queixo caído.

Senti meu rosto corar ao ouvir o nome dele, mas sorri. O Daddy... desde o convite, eu só conseguia pensar nele. A ideia de vê-lo naquela festa, de conversar com ele de verdade, me deixava com um frio na barriga.

— E agora a maquiagem! — disse Mari, já pronta para me transformar por completo. Ela aplicou uma base leve, sombra que destacava meus olhos e um batom que combinava com o look.

Enquanto terminávamos de nos arrumar, o celular de Mari vibrou. Era uma mensagem do Borges.

Borges: Tão pronta? Pedi um Uber Black pra vocês, vai chegar em 10 minutos.

Eu nunca tinha andado de Uber Black. Senti um arrepio de excitação. Até o transporte era algo que me parecia inatingível até então.

— Amiga, o Borges mandou um Uber Black pra buscar a gente! — disse mari, empolgada, mostrando a mensagem.

Assim que o carro chegou, nós duas descemos até a porta. O Uber Black era um carro imponente, com vidros escuros e todo estiloso. Ao entrar, senti como se estivesse entrando em outro mundo, um mundo que não era meu, mas que, naquela noite, parecia ao meu alcance. Durante o trajeto, eu tentava não demonstrar, mas a ansiedade estava no limite.

Chegamos à festa e, logo de cara, percebi que era diferente de tudo que já tinha vivido. As luzes fortes, a música alta e o vai e vem de pessoas com roupas extravagantes me deixaram um pouco desnorteada. Era como estar em um videoclipe, gente famosa, bebida por todo lado, e uma energia que me puxava para dentro daquele mundo.

Assim que entramos, ouvi uma voz familiar.

— Vocês vieram mesmo! — Borges apareceu, abrindo um sorriso largo que logo nos cumprimentou.

Olho em volta e vejo ele sentado e seu olhar se encontra rapidamente com o meu.

Assim que ele me viu me olhou de cima a baixo, claramente aprovando minha escolha de roupa

Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.

Assim que ele me viu me olhou de cima a baixo, claramente aprovando minha escolha de roupa. Me abraçou assim que chegou perto. — Você tá incrível, sabia? — sussurrou em meu ouvido. Meu coração deu um salto, e eu senti meu rosto esquentar de novo.

— Obrigada... — murmurei, tentando me recompor.

— Vem, vamos apresentar vocês pro pessoal — Daddy falou, colocando a mão nas minhas costas de forma protetora e me guiando para o centro da festa junto borges com a mari.

Enquanto ele me apresentava para algumas pessoas, percebi que tudo parecia surreal. Eu estava vivendo uma experiência completamente diferente do que eu imaginava para mim mesma.

Depois de algumas conversas e risadas, Daddy e eu finalmente encontramos um lugar mais calmo na parte superior da casa, longe da multidão.

— Então, o que achou até agora? — ele perguntou, me observando com curiosidade.

— É... muita coisa pra absorver — admiti, olhando em volta. — Nunca estive em uma festa assim antes.

Ele riu, balançando a cabeça. — Eu sabia que você ia curtir. Esse mundo aqui... pode ser meio intenso, mas você tem que aproveitar.

Eu assenti, sentindo a intensidade no ar. Estar ali, com ele, era diferente de tudo. De repente, tudo o que eu havia mentido para os meus pais parecia tão distante. Naquele momento, só existia o presente, e eu queria aproveitar cada segundo.

— Não sei se estou pronta para tudo isso... — confessei, meio hesitante.

— Você tá mais pronta do que pensa — disse ele, com um olhar que me fez sentir mais corajosa.

E, por um momento, a insegurança sumiu. Eu estava ali, com o Daddy, no meio de uma festa que, até pouco tempo, parecia fora do meu alcance. Ficamos alguns minuto em silencio, não sabia o que falar até que...

— Sabe, Liz, eu fiquei feliz de você ter vindo... — ele disse, agora com a voz um pouco mais baixa, se aproximando devagar. — Desde que te vi, sei lá meio maluco essa sensação...

Meu coração quase parou por um segundo. Ele estava mais perto, seus olhos fixos nos meus, e de repente, todo o barulho ao nosso redor parecia distante. Era só nós dois ali.

— Eu também... — murmurei, mal acreditando nas palavras que saíam da minha boca.

E antes que eu pudesse pensar em qualquer outra coisa, ele se inclinou. Suavemente, seus lábios tocaram os meus. Foi um beijo lento, quase tímido no começo, mas logo se transformou em algo mais intenso, cheio de desejo. A sensação era tão nova, tão diferente de tudo o que eu já tinha experimentado, e cada segundo parecia durar uma eternidade.

Quando finalmente nos afastamos, eu ainda sentia meus lábios formigando. Olhei para ele, meu coração disparado, sem saber o que dizer. Mas ele sorriu de um jeito que me fez sentir segura.

— Acho que agora a noite começou de verdade — ele disse, com um brilho nos olhos.

Sorri de volta, sem conseguir evitar. Talvez ele estivesse certo.

Heaven | NGC DaddyOnde histórias criam vida. Descubra agora