Capítulo 18

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Algumas semanas se passaram e ela decidiu que precisava tomar uma decisão sobre si mesma, sobre o seu casamento e sobre o seu futuro. Nesse tempo de autoconhecimento, ela decidiu ficar sem ver Ichiro para que ele não percebesse a luta interna que ela estava enfrentando.

Nesse exato momento, ela está em um consultório de psicologia.

Psicóloga: Se quiser, pode me falar sobre o que mais te incomoda agora.

S/n: O meu casamento.

Ela diz essa frase com a voz embargada, com os olhos cheios de lágrimas.

Psicóloga: O que tem o seu casamento?

S/n: Eu sou casada com o homem que eu amo. Compramos a nossa casa dos sonhos, fizemos planos... mas no dia do meu casamento, o meu irmão morreu enquanto dançava comigo.

Psicóloga: Imagino que isso tenha te afetado muito, principalmente por ter sido um dia especial para você.

S/n: Logo depois, o meu marido me traiu, enquanto eu ainda lutava contra a dor do meu luto.

Psicóloga: Você deve ter ficado em pedaços, destruída.

S/n: Sim, eu me senti a pior pessoa do mundo. Eu achava que ia morrer, mas eu não morri.

Psicóloga: Você tem filhos?

S/n: Sim, o nome dele é Ichiro. Ele foi a minha cura, a minha força, a minha luz durante esses cinco anos.

Psicóloga: Ele é filho do seu marido?

S/n: Não, ele é sobrinho do meu marido. A mãe dele morreu quando ele nasceu, então eu assumi a responsabilidade como mãe dele.

Psicóloga: E você e a família do seu marido se dão bem?

S/n: Eu só conheço o irmão do meu marido.

Psicóloga: Tem mais alguma coisa que você gostaria de desabafar?

S/n: O meu marido tem um filho fora do casamento, e isso me destrói todos os dias. Toda vez que olho para aquele menino, eu me sinto tão...

Ela passa as mãos pelos cabelos.

Psicóloga: Você queria que aquele menino fosse seu filho? Você queria que sua família fosse feliz?

S/n: Eu nunca fui feliz de verdade e não sei por que eu busco essa felicidade.

Psicóloga: Converse com o seu marido. Tente se reaproximar dele. Você precisa entender o motivo dele ter feito aquilo para então tomar a sua decisão.

S/n: O que eu devo falar?

Psicóloga: Fale sobre os momentos felizes que tiveram juntos. Se abra com ele.

Após a consulta, S/n vai embora. Ao chegar em casa, vê tudo em total silêncio e Ran sentado na sala, bebendo seu vinho e olhando para o nada.

S/n: Eu preciso conversar com você.

Ran: Pode falar.

Ele não olha para ela.

S/n: Meu plano era sentar aqui, falar sobre os velhos tempos e te dizer que não houve um dia em que eu não tenha pensado em você.

Ele a olha com os olhos cheios de lágrimas.

Ran: Eu deveria ter medo de você depois do que fez comigo da última vez.

S/n: Você está com medo?

Ran: Não. Você podia ter me matado.

S/n: Eu sei, e eu penso nisso o tempo todo.

Ele a encara.

Ran: Sério?

S/n: Você ainda pensa nisso?

Ela diz, tocando no rosto dele e olhando em seus olhos.

Ran: O tempo todo.

Ele afasta a mão dela do seu rosto.

Ran: Vai me pedir desculpas?

S/n: Não. E você?

Ran: Não.

S/n: Ótimo.

Então, ela se levanta e sobe para o quarto.

Bride for Vengeance.Onde histórias criam vida. Descubra agora