Capítulo 4.O começo da verdade?

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Relato do Ceifador
Ó como fui odiado! Por todos! Chamado de infeliz, monstro... Tudo isso foi culpa das armadilhas de um só homem... Ele é o verdadeiro Ceifador!

No primeiro relato... Entenderão! Todos vocês... Mesmo que vocês não acreditem nos meus relatos, achem que são uma invenção de um condenado, mas pelo menos vocês irão se revirar a noite sabendo da verdade...

"No primeiro assassinato, foi estranho, por neste... Não houve morte.

Foram cinco toques na porta, e, como qualquer um, eu atendi, mas não saí como qualquer um. Aquele que entrou? Era um estranho!... Que não me matou lá dentro, mas foi pior! Muito pior! Aquele foi o primeiro erro meu, deixar um completo estranho entrar na minha casa. Aquele que dizia querer conversar.

Foi no momento que ele entrou, que ele explicou, melhor, fomos lá, se sentamos, e ele começou a palestrar. Ele dizia: A vida é vazia, quero desaparecer. Não dá forma que pensa, morrendo... Mas amaldiçoando...

Ele explicou por um longo tempo, eu já não entendia mais o que falava, a palestra estava entediante. Num momento, ele falou algo epifânico, que o fez se levantar derrepente. Não ouvi o que era, mas parecia importante, então minha mente voltou para o mundo, e voltei a prestar atenção no que o homem dizia. Após ter se levantado na epifania, ele se sentou novamente e se voltou para mim para falar, com uma voz serena: Como você!

Eu entendi... Pelo que suponho... Eu fui amaldiçoado, agora, ele iria sumir, desaparecer, mas quando voltasse, voltaria com um objetivo: Me assombrar!

Ele se levantou mais epifânico do que nunca, gritando, berrando como um boi em matadouro. Por dentro, dava para ver que ele era louco, mas não havia ninguém lá dentro, apenas fora. Fora parecia, que eu era louco...

Após isso, ele correu e pegou uma jarra de vidro, que logo me levantei, já era demais, parecia que ele iria me matar... Mas não era isso que ele queria.

Ele quebrou a jarra de vidro no chão, pegou um caco e começou a se arranhar, sangrar horrores. O corpo inteiro sangrava, pensei que ele morreria... Mas ele já planejava tudo. Enquanto isso, ele correu na minha direção, e caiu aos meus pés, me puxou, sangrando por completo, não poderia ser real, minha casa inteira estava ensanguentada. Eu me sentei no chão sujo de sangue, para pensar em algo.

Ele rastejava até a dispensa, enquanto estava quase morto, mas ele que havia se colocado a beira da morte, não eu... Mas não era o que parecia. Todos viram ele entrar, mas não sair, ele morreu? Pior! Para mim...

Enquanto ele se arrastava e abria a porta da dispensa, eu estava sentado no chão ensanguentado e... Uma gota... Uma mísera gota, da poça de sangue da varanda, onde mais escorreu enquanto o louco corria. Caiu... Uma gota, na testa de uma mulher, que fez olhar para cima. Esse foi o motivo do horror.

Ouvi os gritos de lá de fora, eu não queria ser preso... Queria viver, a prisão era um medo. Logo pensei no alçapão da dispensa, ao olhar, o infeliz havia descido pelo alçapão. Eu não sei como ele sabia, eu construí a casa, o alçapão era segredo meu. Então eu fiz o mesmo, entrei naquele alçapão, que dava, em tumbas subterrâneas construídas por alguém... Originalmente o alçapão era sem saída... Era.

O homem? Desapareceu como desejava... Mas um dia voltou.

* * *

Em meio aos ouvintes, todos estavam horrorizados. Talvez fosse ficção... Mas... Caso fosse, aquele Ceifador tinha veredas de criatividade no cérebro. Os entreolhares de horror, diziam tudo! A espera acabou, quando Thiago perguntou derrepente:

_ Você já matou alguém?

Quando o Ceifador ouviu essas palavras, olhou para cima, derrepente, respondeu:

_ Não... Nunca...

Entre os vários pensamentos naquela roda de carrascos, um que foi diferente, foi o de Borba. Ele mudou seus olhos... Talvez, tudo aquilo que dizia o Ceifador, fosse mentira... E ele sabia disso, mas ele confiou, no homem que poderia ter matado seus pais. Borba... Lhe-entregou um colosso perdão.

Todos queriam saber o que sucedida isto... Então como um coral, todos se entreolharam e perguntaram ao Ceifador:

_ E o que mais?

Pela terceira vez... Uma lágrima caiu de seu rosto, o Ceifador chorou.

* * *

(Eu não sei mais se posso me referir a o homem que era visto como Serial Killer, que agora, mais do que nunca, parecia inocente). Ainda há dúvidas, mas quase todos, concordavam, aquelas palavras, ditas por aquela voz trêmula... Eram a mais pura verdade

Que assim seja! O inocente homem.

* * *

Aí vinham os preparativos para o segundo relato, ainda mais revelador talvez... Tudo neste momento revelava, "as peças que estavam juntas se separaram", mas se juntariam novamente

Os Ceifadores Histórias para pegar e não largar. Descubra agora