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Estava em frente ao espelho, ajeitando o smoking impecável que tinha escolhido para o Met Gala, e cada detalhe gritava quem eu era. A calça tinha meu nome artístico, “Lyah K”, bordado em ouro na lateral, um toque que só eu teria coragem de fazer. Só que, claro, nada passava despercebido. Travis Scott e Scott Disick estavam jogados no sofá atrás de mim, cada um com um cigarro de maconha entre os dedos e copos de whisky nas mãos.

— Esse smoking tá digno de um Grammy, não acha, Kalyah? — Travis perguntou, soltando uma risada, enquanto tragava.

— Grammy? Tô mirando no Oscar com essa droga de look! — respondi, olhando para ele com um sorriso confiante.

O Travis soltou uma gargalhada, e eu ri junto. Scott Disick, que observava tudo com aquela cara de sempre, ergueu o copo de whisky em minha direção.

— Só falta você pegar alguém lá na festa, né? Ou será que o Met Gala é refinado demais até pra você?

Revirei os olhos, mas entrei no jogo.

— Refinado demais? Não subestima minha capacidade de transformar qualquer lugar numa festa particular.

Scott e Travis riram, enquanto eu ajeitava a lapela do smoking. Fumávamos e conversávamos como se não houvesse um amanhã. O cheiro forte da maconha misturava-se com o aroma do whisky, e ali, naquele círculo fechado de “irmãos canalhas”, falávamos tudo que viesse à cabeça.

— Escuta, Kalyah, você ainda tá saindo com aquelas modelos? — Travis perguntou, o tom quase debochado.

Dei de ombros, tragando devagar e soltando a fumaça.

— Algumas delas. Mas, pra ser sincera, já nem me lembro de metade dos nomes.

Scott soltou um assobio.

— A vida boa, hein? Aposto que elas vão atrás de você como se fosse algum tipo de prêmio.

Soltei uma risada sarcástica, mas o ego estava alimentado. Eu sabia que era assim. Gostava da sensação de poder que tinha. E, na nossa conversa, todos concordávamos com essa visão. Éramos invencíveis, ou pelo menos gostávamos de pensar assim. Era sempre um ego maior que o outro.

— Ah, mas uma coisa é certa — disse Travis, apontando com o cigarro para mim. — Nenhuma dessas garotas é pior do que aquele “tremendo idiota” do Travis Barker.

Soltei uma risada debochada.

— Sim, senhor “roqueiro rebelde” — respondi, balançando a cabeça. — Acha que entende de atitude, mas não passa de um poser. A Kourtney nem percebe o quão ridículo ele é.

Scott gargalhou.

— Cara, eu juro, esse sujeito é uma piada ambulante. Tem cara de quem não sabe nem segurar um copo sem derrubar.

ℝ𝕀𝕋𝕄𝕆𝕊 𝔼 𝕊𝔼𝔻𝕌ℂ𝔸𝕆 | ˢᵃᵇʳᶦⁿᵃ ᶜᵃʳᵖᵉⁿᵗᵉʳOnde histórias criam vida. Descubra agora