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O sol ainda mal havia nascido, mas já iluminava suavemente o quarto onde Kalyah e eu dormíamos entrelaçadas

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O sol ainda mal havia nascido, mas já iluminava suavemente o quarto onde Kalyah e eu dormíamos entrelaçadas. O calor do seu corpo me envolvia enquanto eu estava encostada contra ela, sentindo a suavidade de sua pele e o batimento acelerado de seu coração. Eu não queria sair dali, não queria que a noite acabasse, mas sabia que o dia logo nos chamaria para a realidade.

Foi então que o som do celular de Kalyah começou a interromper o silêncio da manhã. Insistente, o toque ecoou pela sala, fazendo com que eu me afastasse dela. Sem querer, olhei para o celular dela, que estava na mesinha de cabeceira. Eu sabia a senha. Na verdade, eu conhecia todas as senhas de Kalyah, assim como ela conhecia as minhas. Era algo que sempre tínhamos como parte da confiança entre nós.

— Que merda... — murmurei, pegando o celular dela.

No visor, vi que era uma sequência interminável de mensagens de texto. Ao abrir, meu estômago se revirou. A última coisa que eu queria ver era aquilo. Alabama. A filha do Travis, a maldita enteada da Kourtney. Ela estava enviando fotos provocantes para Kalyah. Não apenas uma foto, mas uma sequência delas. Cada uma mais explícita que a anterior.

Eu estava tão irritada e confusa ao mesmo tempo que quase deixei o celular cair.

— Kalyah! — eu gritei, sacudindo ela.

Ela acordou de um pulo, confusa, com os olhos ainda semicerrados de sono.

— Que porra, Sabrina? — ela resmungou, tentando se esticar, ainda sem entender a gravidade da situação.

— Olha isso — falei, mostrando a tela do celular dela, apontando para as fotos enviadas por Alabama.

Kalyah arregalou os olhos ao ver o que estava na tela. Ela se sentou rapidamente na cama, agora completamente acordada, e olhou para mim, incrédula.

— Que merda é essa? Eu não tenho NADA a ver com isso, Sabrina! — ela disse, com a voz cheia de raiva, tentando se recompor. — Nunca falei com a Alabama, não sei de onde ela tirou essa ideia doida. Ela é uma maluca!

— Eu vi. As fotos são dela, Kalyah! — minha voz tremia de indignação. — Como é que ela tem coragem de fazer isso? E o pior de tudo: você nem tem o número dela salvo!

Kalyah pegou o celular e olhou novamente para a tela, depois para mim.

— Eu juro, Sabrina, nunca falei com essa garota. Ela é uma doida. Isso não tem nada a ver com a gente. Eu não a quero perto de mim, a não ser que ela venha fazer merda. E se ela não me respeitar, vai ver o que é bom pra tosse! — ela disse, agora mais furiosa do que nunca.

O ódio e a confusão estavam estampados no rosto de Kalyah. Ela olhou para mim, como se tentasse procurar um sentido nisso tudo.

— Eu não sei o que essa garota pensa que está fazendo, mas não tem lugar pra isso na minha vida — Kalyah continuou. — Eu sou sua, Sabrina, você é minha, e nada vai mudar isso.

ℝ𝕀𝕋𝕄𝕆𝕊 𝔼 𝕊𝔼𝔻𝕌ℂ𝔸𝕆 | ˢᵃᵇʳᶦⁿᵃ ᶜᵃʳᵖᵉⁿᵗᵉʳOnde histórias criam vida. Descubra agora