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Fazia uma semana que eu estava longe da Kalyah

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Fazia uma semana que eu estava longe da Kalyah. E eu sentia a falta dela em cada segundo. Não era só saudade do toque ou do beijo, mas da presença, daquele jeito único que só ela tinha de transformar qualquer ambiente em algo especial. Por conta dos meus shows, essa distância era inevitável, mas hoje eu finalmente voltava para casa, para minha mansão. Tudo o que eu queria era um banho quente e me jogar na cama, talvez receber uma mensagem dela antes de dormir.

Assim que abri a porta, o cansaço do corpo deu lugar ao choque. Meu mármore branco estava vermelho - mas, graças a Deus, não de sangue. Eram pétalas de rosas. Milhares delas. Pétalas espalhadas por todo o chão, tão densas que pareciam um tapete macio. Junto a isso, luminárias delicadas iluminavam o caminho, buquês enormes de rosas vermelhas decoravam o ambiente, e havia arcos de corações feitos com flores, como se alguém tivesse criado um cenário de filme de romance.

No começo do caminho, encontrei um cartão. Peguei-o com as mãos tremendo, já rindo, porque só uma pessoa poderia ter pensado em algo assim. A frase no cartão, escrita com aquela letra torta e quase infantil da Kalyah, me fez gargalhar:

"Eu sei que tu tá cansada, loirinha, mas não dá pra perder tempo quando a gente quer o coração da mulher mais gata que já existiu. Segue o caminho das pétalas e vê o que eu aprontei pra você. E nem tenta chorar ainda, deixa isso pro final."

"Eu sei que já errei pra caralho, mas você sempre foi a única coisa que eu nunca quis perder. Segue o caminho e cuidado com as pétalas, porra. Elas custaram caro."

- Só você mesmo, Kalyah Jenner... - murmurei, rindo enquanto tirava os tênis e colocava minha mala na entrada.

Comecei a seguir o caminho das pétalas. A cada passo, meu coração acelerava. No fundo, eu sabia que algo grande estava prestes a acontecer, mas nem nos meus sonhos mais loucos imaginei o que vi quando cheguei ao jardim.

Uma placa enorme, iluminada com luzes quentes e delicadas, dizia: "Namora comigo?"

Eu parei no lugar, chocada. Minha visão ficou turva pelas lágrimas que começaram a cair antes mesmo que eu percebesse. Sentada na frente da placa, com um sorriso nervoso e tímido, estava a Kalyah. Ela vestia um terno preto perfeitamente ajustado, elegante e charmoso, mas ainda com aquele toque dela, despojado, com uma corrente de ouro brilhando no pescoço.

Levantei as mãos para a boca, ainda sem acreditar.

- Meu Deus, Kalyah... - sussurrei, sentindo as lágrimas escorrerem livremente.

Ela se levantou devagar, segurando um buquê de rosas vermelhas ainda maior do que os outros. As mãos dela tremiam um pouco, mas isso só fazia tudo mais autêntico. Quando se aproximou, seus olhos escuros encontraram os meus, e ela estendeu a mão para limpar minhas lágrimas.

- Não chora assim, loirinha... Vai estragar a maquiagem, e eu nem terminei ainda.

Sorri, tentando conter o choro, mas era impossível. Ela estava tão linda, tão diferente, mas ainda assim a mesma Kalyah que eu conhecia. As pequenas tatuagens no rosto dela, que tanto a definiam, pareciam agora marcas de força e não de rebeldia. Ela respirou fundo e deu um passo para trás, começando a falar.

ℝ𝕀𝕋𝕄𝕆𝕊 𝔼 𝕊𝔼𝔻𝕌ℂ𝔸𝕆 | ˢᵃᵇʳᶦⁿᵃ ᶜᵃʳᵖᵉⁿᵗᵉʳOnde histórias criam vida. Descubra agora