Katarina estava animada e se sentindo um pouco despreparada com aquele novo começo, está na presença dos melhores alunos de medicina e um pouco melhores que ela era um pouco assustador. Um jovem dos cabelos negros olhar hipnotizante com um maxilar forte se aproximou de Kat, o sorriso arrogante logo transcendeu de seu rosto.
-Olha uma novata e um pouco mais nova do que normalmente as que aparecem por aqui.
-Sou do primeiro ano de medicina, me chamo Kat
-kat bem vinda, espero que não se sinta perdida em nosso meio
Aquele ar superioridade fez o sangue de kat ferver
Katarina respirou fundo, tentando controlar o incômodo que sentiu com a abordagem do rapaz. Ele era inegavelmente atraente, mas sua atitude presunçosa não ajudava em nada a situação. Ainda assim, ela decidiu não demonstrar fraqueza.
— Perdida? — respondeu com um leve sorriso, mas o tom de voz deixava transparecer sua irritação. — Acho que posso lidar bem com isso. E você, quem é?
O rapaz arqueou uma sobrancelha, parecendo surpreso com a resposta dela. Ele deu um passo para trás, analisando-a como se estivesse reavaliando sua primeira impressão.
— Sou Matheus, do quinto ano — disse ele, o tom ainda carregado de superioridade, mas com um quê de interesse. — Se precisar de ajuda para se situar, posso ser generoso e dar algumas dicas.
Katarina cruzou os braços, sentindo sua paciência diminuir ainda mais.
— Generoso, é? Acho que vou sobreviver sem sua generosidade, mas obrigada mesmo assim, Matheus.
Ele soltou uma risada baixa, como se achasse graça na resposta dela, e deu de ombros.
— Interessante... Boa sorte, Kat. Vamos ver quanto tempo você dura por aqui.
E com isso, Matheus se afastou, deixando Katarina mais irritada, mas também mais determinada. Ela não sabia exatamente por que, mas sentiu que aquele encontro era apenas o começo de algo que ainda daria muito o que falar.
Gregory entrou na sala com seu habitual entusiasmo. "Ótimo, já estão se enturmando. Bem-vindos, novos alunos!"
Kat notou que não era a única caloura naquela sala. Havia mais três novos alunos, aparentemente de turmas avançadas, mas um deles chamou sua atenção imediatamente. Um rapaz de cabelos pretos com uma mecha prateada, que parecia deslocado e, ao mesmo tempo, absolutamente presente. Ele a encarava com uma intensidade quase desconcertante, como se pudesse atravessar sua pele e enxergar o que havia dentro dela.
"O que foi?" Kat perguntou baixinho a si mesma, desviando o olhar. Mas ele continuava fixo, sua postura impassível, seus olhos como duas lâminas afiadas.
O bater de palmas de Gregory interrompeu o momento. "Ok, pessoal, vamos começar! Hoje trouxe um caso interessante, como sempre farei. Vamos falar de um acidente ocorrido em agosto de 2004: um carro saiu da pista em alta velocidade, matando todos os ocupantes... menos uma jovem. Até hoje, os médicos não conseguem explicar como ela sobreviveu."
O coração de Kat gelou. Não pode ser... A descrição era precisa demais. Seria seu caso? Será que Gregory sabia quem ela era? Ou seria apenas uma coincidência cruel?
"Milagre!" disse Matheus, com uma risada irônica que cortou o silêncio.
Gregory sorriu, mas manteve o tom sério. "Pode ser... Mas aqui não estamos para discutir fé, e sim ciência. Vamos analisar os fatores com calma."
Kat mal conseguia respirar. Seus dedos apertaram os cantos da mesa enquanto sua mente corria. Era como se todos os olhares estivessem sobre ela, mesmo que ninguém soubesse — ou será que alguém sabia?
O restante das teorias sobre o caso foi como um borrão para Katarina. Alguns alunos especulavam que a jovem tinha sobrevivido devido à sua saúde e juventude, facilitando a recuperação. Outros elogiavam a evolução da medicina como o principal fator de sobrevivência. Alguns mais ousados questionavam se ela teria ficado com sequelas graves, incapazes de acreditar que alguém poderia sair ileso de uma tragédia assim.
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Rainha da morte
Fiksi RemajaKatarina é uma jovem de 20 anos que carrega a dor da perda desde os 10 anos, quando seus pais faleceram em um trágico acidente de carro. A perda precoce dos pais a forçou a amadurecer rapidamente, vivendo em lares adotivos e enfrentando uma infância...
