Em um mundo onde o amor e o perigo andam lado a lado, Billie e Merikh vivem uma relação intensa e cheia de segredos. Billie, uma implacável chefe da máfia, não mede esforços para eliminar qualquer ameaça em seu caminho. Calculista e fria, ela escond...
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Quando Billie me disse que tiraria as tardes livres para passar comigo, meu coração deu um salto. Eu estava me sentindo muito sozinha, minha ansiedade sempre estava presente. Billie percebeu o quão ansiosa eu estava então sempre que podia permanecia ao meu lado. Porém Billie acumulou muito trabalho por estar me dando muita atenção. Então isso vinha com um preço: pouco tempo para nós duas. Então, ver ela entrar na cozinha naquela manhã, com aquele sorriso despreocupado, foi como respirar ar fresco pela primeira vez em semanas.
— Pronto, trabalho encerrado por hoje — ela anunciou, me envolvendo em um abraço pelas costas enquanto eu terminava de passar o café.
Senti o calor dela e fechei os olhos por um segundo, aproveitando aquele momento. Era raro vê-la tão relaxada, e isso fazia meu peito se encher de uma felicidade simples, mas poderosa.
— Isso é o que eu gosto de ouvir — respondi, virando-me para entregá-la uma xícara. — Então, chefe, qual é o plano para hoje?
— Hoje a chefe sou eu? — ela provocou, arqueando uma sobrancelha.
— Sempre fui, só não sabia ainda — rebati, dando um sorriso de canto.
Depois de um café da manhã preguiçoso, nos jogamos na poltrona da sala de cinema que tínhamos em casa. Escolhemos uma sequência de comédias que nem lembrava mais quando havia assistido pela última vez. Entre gargalhadas e brincadeiras sobre as cenas absurdas, percebi como era fácil me perder com Billie quando ela estava assim: descontraída, sem as sombras do mundo que carregava.
Já no final da tarde, o calor de Los Angeles estava insuportável. Billie olhou pela janela e sugeriu o que eu já estava pensando.
— Vamos para o lago? — ela perguntou, com aquele brilho nos olhos.
— Achei que nunca fosse sugerir.
Pegamos roupas de banho e descemos até o lago que ficava nos fundos da nossa propriedade. A água refletia o céu laranja do entardecer, e tudo parecia tão surreal quanto perfeito. Billie mergulhou primeiro, me puxando logo em seguida.
— Ei! Eu ia entrar sozinha! — protestei, rindo enquanto ela me puxava pela mão.
— E perder a chance de te empurrar? Nunca.
Passamos o que parecia ser uma eternidade ali, entre brincadeiras, beijos roubados e momentos de silêncio confortável. No fundo, sabia que esses dias não seriam frequentes. Billie tinha um mundo para administrar, e eu tinha meus próprios sonhos para seguir. Mas, naquela tarde, tudo isso parecia distante. Só existíamos nós duas, e era o suficiente.
A água estava morna, quase como se o lago soubesse o quanto precisávamos daquele momento de paz. Billie nadava ao meu redor com uma calma que raramente demonstrava, e eu simplesmente flutuava, deixando o entardecer pintar o céu acima de nós em tons de laranja e rosa.