12 | Provocação

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Hoje o dia de aula parecia uma mistura de ansiedade e alívio

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Hoje o dia de aula parecia uma mistura de ansiedade e alívio. Ninguém aqui sabia quem eu era, muito menos que eu era casada. Pela primeira vez, eu podia ser só Merikh, a garota com um sonho um pouco tardio de estudar moda.

O cheiro de tinta fresca e tecidos novos dominava o corredor, e o burburinho das conversas preenchia o ar. Eu tentava parecer confiante enquanto procurava minha sala, mas a verdade é que estava completamente perdida.

— Ei, você é Merikh? — uma voz animada me chamou, me pegando de surpresa.

Virei para ver uma garota com cabelos cacheados e uma mochila cheia de patches coloridos. Ela sorria como se já me conhecesse há anos.

— Sou... e você é?

— Nanda! — ela disse, estendendo a mão como se isso fosse completamente normal. — E essas aqui são Eliz e Brenda.

Ao lado dela, Eliz me lançou um olhar curioso por trás de óculos grandes, enquanto Brenda, toda estilosa, me analisava como se eu fosse um esboço de design em processo.

— Primeiro dia, né? — perguntou Brenda, cruzando os braços. — Você tem cara de quem ainda não decorou os corredores.

— Nem um pouco — admiti com um sorriso sem graça.

— Ótimo, estamos no mesmo barco — disse Nanda, animada. — Bora juntas.

E então, ali estava eu, andando com as três pelas portas de um novo capítulo. Elas não sabiam nada sobre mim. Não sabiam que eu tinha deixado uma vida completamente diferente para estar ali. E, por agora, eu gostava de manter as coisas assim.

Enquanto caminhávamos para a sala, percebi que elas não paravam de falar. Nanda liderava a conversa com uma energia quase contagiante.

— Então, me digam, qual é o sonho de vocês? — ela perguntou, virando para nós com o rosto cheio de expectativa.

Brenda deu de ombros, mas o sorriso de canto denunciava sua confiança.

— Quero abrir minha própria marca de streetwear. Algo ousado, que misture o luxo com o urbano. Tipo, roupas que as pessoas usam para jantar em Paris ou em festas clandestinas no subúrbio.

— Nossa, isso é muito específico, mas eu amei! — Nanda riu. — E você, Eliz?

Eliz ajeitou os óculos e respondeu com uma voz calma:

— Quero trabalhar como estilista em uma grande casa de moda. Dior, talvez. Ou Valentino. Prefiro criar do que liderar.

— Que chique! Já tô imaginando seus desfiles em Paris — disse Nanda, batendo palmas animada.

Elas se viraram para mim. Eu me senti um pouco exposta, mas tentei soar natural.

— Eu só... quero aprender. Sempre gostei de criar coisas, mas nunca achei que poderia ser boa o suficiente para transformar isso em algo real.

𝐑𝐚𝐢𝐧𝐲 𝐍𝐢𝐠𝐡𝐭 | 𝙶!𝙿 Onde histórias criam vida. Descubra agora