Em um mundo onde o amor e o perigo andam lado a lado, Billie e Merikh vivem uma relação intensa e cheia de segredos. Billie, uma implacável chefe da máfia, não mede esforços para eliminar qualquer ameaça em seu caminho. Calculista e fria, ela escond...
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PARIS. - França.
A taça de champanhe gelado desliza entre meus dedos enquanto encosto a cabeça na espreguiçadeira, observando a Torre Eiffel acendendo suas luzes contra o céu escuro. Paris nunca decepciona. O vento fresco da noite passa pela minha pele ainda quente do banho, e a toalha enrolada na minha cabeça me lembra que eu deveria ir secar o cabelo, mas... Quem se importa? A hidromassagem borbulha ao meu lado, convidativa, e a vista daqui é simplesmente perfeita.
A viagem no jatinho particular foi impecável. Luxo, conforto e Billie do meu lado. Ela passou o tempo todo me mimando, servindo vinho, jogando charme, e eu só ria. No fundo, acho que ela gosta mais de mim do que deixa transparecer. Mas agora ela saiu para resolver umas coisas—coisas que eu nem perguntei quais eram. Coisas da Billie.
Dou um gole na bebida e relaxo, deixando minha mente vagar. Paris é a cidade do amor, não é? Mas o que significa amor quando se trata de Billie Eilish? Ela nunca diz nada abertamente. Só age, me enche de presentes, me olha daquele jeito intenso, como se quisesse me devorar e, ao mesmo tempo, manter um segredo. É confuso, mas eu gosto. Gosto desse jogo, dessa tensão que sempre existe entre a gente.
Solto um suspiro e olho para o céu. A brisa noturna traz o cheiro da cidade—perfume caro, pães recém-saídos do forno e um toque sutil de chuva no ar. Eu poderia me acostumar com isso. Talvez já tenha me acostumado.
A empregada surge discretamente, equilibrando uma bandeja com mais uma garrafa de champanhe e uma taça limpa. Ela coloca tudo com delicadeza na mesinha ao meu lado, sem dizer uma palavra. Gosto disso. Profissionalismo.
Exijo padrão, e Billie sabe disso. Por isso, fiz questão de que tivéssemos duas empregadas aqui na cobertura. Se vamos passar um tempo em Paris, quero conforto. E, claro, Billie atendeu meu pedido sem questionar. Ela sempre cede, mesmo fingindo que manda em tudo.
Ainda de roupão, puxo meu tablet do lado e começo a rabiscar alguns esboços. A viagem me inspirou. As luzes da cidade, a sofisticação do lugar, a maneira como tudo parece meticulosamente bem cuidado. O primeiro desenho começa a tomar forma: um vestido de seda com corte elegante, fenda lateral, algo que poderia facilmente ser usado em um evento parisiense chique.
Sorrio sozinha. Moda está no meu sangue, e criar peças enquanto bebo champanhe em uma cobertura com vista para a Torre Eiffel? Esse é o tipo de vida que eu sempre quis.
Ouço a porta se abrir e passos firmes atravessando a cobertura. Nem preciso olhar para saber quem é. Billie tem uma presença que não pode ser ignorada.
— Vejo que aproveitou bem a noite sem mim — ela comenta, a voz carregada com aquele tom rouco e charmoso.
Mantenho os olhos no tablet, terminando um detalhe do vestido que estou desenhando, mas sorrio de canto. — E você? Fechou algum contrato ou só jogou conversa fora?