10 | O imperio.

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*A hierarquia da mafia é uma estrutura rígida  e implacável, onde o poder absoluto repousa nas mãos da chefe, cuja as ordens são incontentáveis

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*A hierarquia da mafia é uma estrutura rígida e implacável, onde o poder absoluto repousa nas mãos da chefe, cuja as ordens são incontentáveis.
No topo, ela governa uma frieza calculista, comandando um império vasto que se estende por diversas operações ilegais, incluindo o tráfico de armas, drogas e dinheiro. Abaixo dela, estão os capos, responsáveis por gerenciar territórios e operações, seguidos por tenentes e associados de confiança, que executam as ordens e garantem a continuidade dos negócios. Os soldados, no nível mais baixo, são os executores das tarefas diárias, desde a coleta de dívidas até a eliminação de ameaças. Cada membro da máfia conhece seu lugar e seu papel dentro da cadeia de comando, e a lealdade é forjada sob o medo de represálias severas. Qualquer tentativa de desrespeito ou traição é punida de maneira cruel e sem piedade, garantindo que o império continue a operar sem interrupções. A frieza é a marca registrada dessa organização: a família é unida pela ameaça constante de morte, e a autoridade, inquestionável.*















Os olhos ardiam. Já passava das duas da manhã, e a última coisa que eu deveria estar fazendo era dobrar um pedaço de tecido mentalmente enquanto revisava os trabalhos da faculdade. Suspirei, largando as mãos para o lado, olhando para o teto. "Respira, Merikh. Mais um dia vencido."

O silencio da casa era acolhedor. Billie ainda não tinha voltado, de novo, e, embora eu estivesse acostumada com a rotina caótica dela, o vazio da casa parecia cada vez mais denso. Mexi no celular apenas para quebrar o silêncio. Uma nova mensagem. Número desconhecido.

— Estranho...— sussurrei, franzindo o cenho. A mensagem era simples. Sem texto. Apenas um vídeo.

Um arrepio me percorreu. Nunca fui de abrir vídeos aleatórios, mas por algum motivo, naquele momento, minha curiosidade foi maior. Toquei na tela.

O vídeo carregou em segundos, e a imagem me acertou como um soco no estômago.

Primeiro, o quarto familiar demais para ignorar. Um abajur conhecido. Lençóis amassados. Depois, ela. Billie. Minha esposa.

A imagem dela na tela me pareceu absurda, irreal. Cada gesto, cada som, uma realidade que eu nunca quis enxergar. Ela estava com outra mulher, não, eu sabia quem era. A silhueta dela era inconfundível: Teffy. A mesma que se fazia presente nos nossos pesadelos e na vida de Billie como um fantasma insistente.

Minha respiração falhou. Meus dedos trêmulos pausaram o vídeo, mas a imagem congelada me encarava. O sorriso dela, a proximidade, o toque...

Engoli em seco, uma, duas, três vezes. Minha mente gritava, mas o som não saía. Minha garganta queimava, e o gosto amargo da traição se instalou na boca como um veneno lento.

— Isso não pode ser verdade... — sussurrei, mesmo sabendo que era.

Larguei o celular no chão como se ele estivesse queimando meus dedos. O barulho seco ecoou pela sala vazia, mas meus pensamentos eram mais altos. Billie e Teffy. Billie e Teffy. As palavras se repetiam como uma sentença inevitável.

𝐑𝐚𝐢𝐧𝐲 𝐍𝐢𝐠𝐡𝐭 | 𝙶!𝙿 Onde histórias criam vida. Descubra agora