Em um mundo onde o amor e o perigo andam lado a lado, Billie e Merikh vivem uma relação intensa e cheia de segredos. Billie, uma implacável chefe da máfia, não mede esforços para eliminar qualquer ameaça em seu caminho. Calculista e fria, ela escond...
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"Há dias atrás eu estava internada em um hospital psiquiátrico por armação de Teffy, e hoje eu sou esposa da mulher que ela tanto sonhova, subimos de patamar, eu sou a mulher da capo da máfia americana."
Não é todo dia que você se veste para uma festa sabendo que vai causar tumulto. Quer dizer, eu não queria tanto chamar atenção assim, mas, no fundo, era impossível ignorar o olhar de Billie na minha cabeça dizendo: "Você não vai sair vestida desse jeito, vai?"
E sim, eu ia.
Saí do banho e me encarei no espelho. O vapor ainda pairava no ar e a toalha branca estava enrolada no meu corpo. Meus cabelos caíam úmidos e desajeitados pelos ombros, mas o foco estava na cama. Sobre os lençóis, como se fosse uma peça de arte, estava o vestido preto.
Um presente de mim para mim mesma.
Ele era impecável: justo, com um decote discreto, mas que insinuava. A abertura lateral era a verdadeira estrela, uma fenda ousada que subia até o quadril, revelando mais pele do que Billie ou qualquer pessoa aprovaria. "Mas quem precisa de aprovação?", murmurei para mim mesma, rindo baixo enquanto o segurava contra o corpo.
— Vamos lá, Merikh. Você prometeu que ia sair linda hoje — sussurrei para o espelho.
Coloquei o vestido devagar, saboreando o momento como se fosse uma cerimônia. Quando ele finalmente deslizou pela minha pele e se acomodou no lugar, senti um arrepio subir pela espinha. Era como usar armadura. Não a armadura que te protege, mas aquela que te faz imparável.
Virei de um lado para o outro, avaliando cada ângulo no espelho. A fenda lateral realmente era o que mais chamava a atenção, revelando minha perna inteira quando eu andava, até a altura do quadril. Sorri satisfeita. Era a mistura exata entre ousadia e classe.
— Você está arrasando, garota — disse para a minha própria imagem, mordendo o lábio enquanto prendia o cabelo em um coque baixo, deixando alguns fios soltos para emoldurar o rosto.
Meus acessórios já estavam preparados: colares e brincos prateados, delicados, mas brilhantes o suficiente para atrair olhares. Passei-os pelos dedos antes de colocá-los, admirando o reflexo da luz sobre o metal. Não tinha como errar. A prata combinava com o preto, comigo, com a noite.
Por fim, calcei os saltos. Altos o suficiente para impor respeito.
A porta do quarto abriu com um rangido leve, e lá estava Billie, parada na soleira, encarando-me com uma expressão que misturava incredulidade e irritação.
— Tá brincando comigo, né? — foi tudo o que ela conseguiu dizer.
Tentei segurar o riso, mas a expressão dela era boa demais. Cruzei os braços e virei o rosto para ela, desafiadora.