11 | O aniversário.

124 16 7
                                        



     "Há dias atrás eu estava internada em um hospital psiquiátrico por armação de Teffy, e hoje eu sou esposa da mulher que ela tanto sonhova, subimos de patamar, eu sou a mulher da capo da máfia americana

Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.















"Há dias atrás eu estava internada em um hospital psiquiátrico por armação de Teffy, e hoje eu sou esposa da mulher que ela tanto sonhova, subimos de patamar, eu sou a mulher da capo da máfia americana."










Não é todo dia que você se veste para uma festa sabendo que vai causar tumulto. Quer dizer, eu não queria tanto chamar atenção assim, mas, no fundo, era impossível ignorar o olhar de Billie na minha cabeça dizendo: "Você não vai sair vestida desse jeito, vai?"

E sim, eu ia.

Saí do banho e me encarei no espelho. O vapor ainda pairava no ar e a toalha branca estava enrolada no meu corpo. Meus cabelos caíam úmidos e desajeitados pelos ombros, mas o foco estava na cama. Sobre os lençóis, como se fosse uma peça de arte, estava o vestido preto.

Um presente de mim para mim mesma.

Ele era impecável: justo, com um decote discreto, mas que insinuava. A abertura lateral era a verdadeira estrela, uma fenda ousada que subia até o quadril, revelando mais pele do que Billie ou qualquer pessoa aprovaria. "Mas quem precisa de aprovação?", murmurei para mim mesma, rindo baixo enquanto o segurava contra o corpo.

— Vamos lá, Merikh. Você prometeu que ia sair linda hoje — sussurrei para o espelho.

Coloquei o vestido devagar, saboreando o momento como se fosse uma cerimônia. Quando ele finalmente deslizou pela minha pele e se acomodou no lugar, senti um arrepio subir pela espinha. Era como usar armadura. Não a armadura que te protege, mas aquela que te faz imparável.

Virei de um lado para o outro, avaliando cada ângulo no espelho. A fenda lateral realmente era o que mais chamava a atenção, revelando minha perna inteira quando eu andava, até a altura do quadril. Sorri satisfeita. Era a mistura exata entre ousadia e classe.

— Você está arrasando, garota — disse para a minha própria imagem, mordendo o lábio enquanto prendia o cabelo em um coque baixo, deixando alguns fios soltos para emoldurar o rosto.

Meus acessórios já estavam preparados: colares e brincos prateados, delicados, mas brilhantes o suficiente para atrair olhares. Passei-os pelos dedos antes de colocá-los, admirando o reflexo da luz sobre o metal. Não tinha como errar. A prata combinava com o preto, comigo, com a noite.

Por fim, calcei os saltos. Altos o suficiente para impor respeito.

A porta do quarto abriu com um rangido leve, e lá estava Billie, parada na soleira, encarando-me com uma expressão que misturava incredulidade e irritação.

— Tá brincando comigo, né? — foi tudo o que ela conseguiu dizer.

Tentei segurar o riso, mas a expressão dela era boa demais. Cruzei os braços e virei o rosto para ela, desafiadora.

𝐑𝐚𝐢𝐧𝐲 𝐍𝐢𝐠𝐡𝐭 | 𝙶!𝙿 Onde histórias criam vida. Descubra agora