14 | Ricci

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O som seco da porta da mansão se fechando ecoou pela casa, mas o silêncio não trouxe paz

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O som seco da porta da mansão se fechando ecoou pela casa, mas o silêncio não trouxe paz. Só raiva. Um fogo crescente que ainda queimava sob a pele, sufocante.

O terno ainda estava manchado. Uma gota de sangue seco no punho da camisa branca, um lembrete do que eu tinha acabado de fazer. Do que precisava continuar fazendo.

— REÚNAM-SE! — Minha voz ecoou pela sala, mais alta do que o necessário.

Em menos de um minuto, meus homens começaram a surgir. Primeiro Matteo, sempre o mais atento, depois Lorenzo, Nico e Javier. Todos de postura rígida, atentos.

O olhar deles dizia tudo — sabiam que algo tinha acontecido. Mas ninguém ousou perguntar.

Cruzei os braços, o queixo erguido, o olhar afiado como uma lâmina enquanto passava por cada um deles.

— Ricci e D'Angelo. — Minhas palavras saíram cortantes. — Eu quero os dois. Vivos.

Matteo franziu o cenho, trocando um olhar breve com Lorenzo.

— Ricci... ele está protegido, Billie. Você sabe como os italianos se fecham quando sentem ameaça.

Dei um passo à frente, a voz mais baixa, mortal.

— Eu não perguntei se ele está protegido. — Minhas mãos se fecharam ao lado do corpo, tremendo de tanto segurar a raiva. — Ele ameaçou a Merikh. Ele ousou mostrar a droga daquela foto. Vocês acham que eu vou deixar isso passar?

O silêncio se estendeu.

— Eu quero o Ricci. E quero o D'Angelo. Esse desgraçado tirou aquela foto. Eu quero eles ajoelhados. Quebrados. Implorando. — Minha voz quase falhou no final, mas eu me recuperei, inspirando fundo. — E eu quero isso hoje.

Nico deu um passo à frente, hesitante.

— Billie... e se eles tentarem recuar? Se tentarem negociar?

Me aproximei, ficando cara a cara com ele.

— Não tem negociação. Não depois do que fizeram. E se algum de vocês tiver dúvidas sobre o que precisa ser feito... — Desafiei com o olhar, mas ninguém recuou. —... então pode sair agora.

O silêncio se manteve.

Matteo foi o primeiro a acenar.

— Vamos encontrá-los.

Assenti, a raiva ainda pulsando, mas um fio de controle retornando.

— Vão. E não voltem até eu ter o Ricci e o D'Angelo nos meus pés.

Eles partiram. E eu fiquei sozinha, o eco dos meus próprios pensamentos gritando no vazio.

Dei um gole longo no uísque, sentindo o líquido queimar enquanto descia pela garganta, mas a raiva não cedia. Não ia ceder.

𝐑𝐚𝐢𝐧𝐲 𝐍𝐢𝐠𝐡𝐭 | 𝙶!𝙿 Onde histórias criam vida. Descubra agora