Certo dia, Bia foi chamada ao escritório de Dumbledore. Quando entrou, encontrou Harry, Ron, Hermione, e até Draco já reunidos. A expressão grave no rosto do diretor indicava que algo importante estava para ser discutido.
"Vocês são, sem dúvida, alguns dos alunos mais capazes desta escola," começou Dumbledore, olhando para cada um deles. "Mas o tempo está se esgotando. Voldemort não ficará nas sombras por muito mais tempo. Ele já está reunindo seus seguidores."
Harry assentiu, sua determinação evidente. "O que precisamos fazer?"
Dumbledore respirou fundo. "Vocês têm uma escolha. Podem se preparar para lutar... ou se protegerem. Nenhuma das opções será fácil."
Os olhos de Bia se cruzaram com os de Draco. Ambos sabiam que a segurança do bebê era a prioridade, mas abandonar a luta parecia errado.
"Queremos lutar," disse Harry, sem hesitar.
"Sim," Hermione concordou, enquanto Ron balançava a cabeça em concordância.
Bia olhou para Dumbledore, sentindo o peso da responsabilidade. "Eu também lutarei. Mas não posso ignorar que há mais em jogo para mim."
Draco apertou a mão dela, sua expressão séria. "Nós vamos lutar, mas precisamos de um plano. Não vamos agir sem pensar."
Dumbledore pareceu satisfeito com a determinação deles. "Então é isso. Vocês têm alguns meses até o fim do ano letivo. Usem esse tempo com sabedoria."
Naquela noite, Potter sentiu que era hora de contar a Harry sobre a gravidez. Ele era seu irmão, e ela precisava do apoio dele.
Ela o encontrou na Torre da Grifinória, olhando para o céu estrelado pela janela. "Harry, preciso te contar algo."
Ele virou-se para ela, com uma sobrancelha levantada. "O que houve? Você está bem?"
Ela respirou fundo. "Eu estou grávida."
Por um momento, Harry ficou em silêncio, seus olhos arregalados. "Você… você está falando sério?"
Bia assentiu, nervosa. "Sim. Eu queria que você soubesse, antes de todo mundo. Draco e eu estamos lidando com isso, mas eu precisava te contar."
Harry sorriu, caminhando até ela e abraçando-a. "Eu não vou mentir, é um choque. Mas você sempre foi mais forte do que qualquer um que eu conheço. E se Draco te faz feliz, eu vou apoiá-los."
As palavras dele trouxeram lágrimas aos olhos de Bia. "Obrigada, Harry. Isso significa muito para mim."
Enquanto o fim do ano se aproximava, o jovem casal de pais se dedicaram a equilibrar suas responsabilidades. As provas finais, os treinamentos para o combate, e os planos para o futuro se misturavam.
Uma noite, Draco levou Bia novamente ao jardim encantado. Desta vez, o lugar estava iluminado por uma suave luz dourada, com pétalas de flores caindo levemente ao vento.
"Eu sei que o futuro parece incerto," disse ele, segurando as mãos dela. "Mas quero que saiba que cada escolha que faço é por você e pelo nosso filho."
Ela o puxou para um abraço, sentindo-se grata por tê-lo ao seu lado. "Eu sei, amor. E eu sou mais forte porque tenho você."
No entanto, nem tudo era tranquilo. Notícias de ataques começaram a chegar, e Dumbledore alertou que Voldemort poderia fazer seu movimento antes do fim do ano.
Bia sentia que algo grande estava prestes a acontecer. O bebê ainda era um segredo para a maioria, mas ela sabia que a verdade não poderia ser escondida por muito mais tempo.
E enquanto Hogwarts se preparava para o confronto inevitável, Bia e Draco sabiam que, juntos, enfrentariam qualquer coisa que viesse pela frente.
O salão principal estava agitado durante o jantar. Os alunos conversavam animadamente, aproveitando os últimos dias de paz do ano letivo, mas Potter sentia um peso no peito. Algo estava errado.
Draco, sentado ao lado dela na mesa da Sonserina, também parecia inquieto, seu olhar frequentemente desviado para a entrada do salão.
Foi então que aconteceu. As portas do Salão Principal se abriram violentamente, o ar parecia congelar, e uma risada fria ecoou pelas paredes. Os candelabros oscilaram, como se a própria magia de Hogwarts estivesse reagindo.
De pé na entrada, envolto em sua capa negra, estava Voldemort. Seu olhar vermelho percorreu o salão, fazendo os alunos e professores congelarem de medo.
"Ah, como é bom estar em Hogwarts novamente," disse ele, com um sorriso cruel. "Mas não estou aqui por nostalgia."
Dumbledore se levantou imediatamente, com a varinha em punho. "Você não é bem-vindo aqui, Tom."
Voldemort riu, ignorando a provocação. "Ah, Alvo, sempre tão previsível. Mas hoje não vim por você. Vim por ela."
Seus olhos se voltaram diretamente para Bia.
O silêncio no salão era absoluto. Draco levantou-se, colocando-se instintivamente à frente de sua namorada, sua mão na varinha.
"Fique longe dela," ele disse com firmeza, apesar do tremor em sua voz.
Voldemort riu novamente, um som frio e sem vida. "Ah, jovem Malfoy. Que ironia. O herdeiro dos Malfoy, traindo seu sangue puro por uma Potter. E não apenas isso…"
Ele ergueu a mão, e um movimento de sua varinha revelou uma projeção brilhante no ar: um feto em um ventre, pulsando com vida.
"O fruto de um amor proibido," continuou Voldemort. "Você realmente achou que poderia esconder isso de mim? Que poderia trazer uma nova vida enquanto o mundo desmorona ao meu redor?"
Bia sentiu o sangue gelar. O segredo que ela e Draco haviam guardado tão cuidadosamente estava agora exposto diante de toda a escola.
Voldemort deu alguns passos adiante, ignorando as varinhas agora apontadas para ele. "Esse bebê… esse fruto de amor verdadeiro… será meu. Antes que a neve descongele, eu tomarei o que é meu."
"Você não vai tocar nela nem no nosso filho!" Draco gritou, sua voz carregada de fúria.
Voldemort apenas sorriu, como se achasse a reação do jovem Malfoy divertida. "Você é corajoso, Draco. Mas isso não é amor. Isso é fraqueza. E fraquezas são facilmente exploradas."
Ele se virou novamente para Bia, que agora estava de pé, com a varinha apontada diretamente para ele.
"Você não vai me assustar," ela disse, com uma firmeza surpreendente em sua voz.
Voldemort inclinou levemente a cabeça, como se considerasse as palavras dela. "Ah, mas você já está assustada, não está? E com razão. Porque quando eu voltar, levarei não apenas o seu bebê, mas também sua esperança."
Dumbledore avançou, conjurando um feitiço que lançou Voldemort para trás. Mas antes que mais alguém pudesse reagir, ele desapareceu em um redemoinho de sombras, sua risada ecoando pelo salão.
O silêncio que se seguiu foi interrompido por cochichos e murmúrios. Todos olhavam para Bia e Draco, tentando processar o que haviam acabado de testemunhar.
Dumbledore finalmente falou, sua voz grave. "Aqueles que não estão diretamente envolvidos devem retornar aos seus dormitórios imediatamente."
Os alunos começaram a sair relutantemente, mas não sem lançar olhares curiosos para Bia e Draco.
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𝑇ℎ𝑒 𝑜𝑡ℎ𝑒𝑟 𝑃𝑜𝑡𝑡𝑒𝑟| 𝐷𝑅𝐴𝐶𝑂 𝑀𝐴𝐿𝐹𝑂𝑌
Fiksi PenggemarCONCLUÍDA ᴀᴘóꜱ ꜱᴇʀ ꜱᴇᴘᴀʀᴀᴅᴀ ᴅᴇ ꜱᴇᴜ ɪʀᴍãᴏ ᴀɪɴᴅᴀ ᴘᴇǫᴜᴇɴᴀ, ʙᴇᴀᴛʀɪᴢ ᴘᴏᴛᴛᴇʀ ᴠɪᴠᴇ ᴄᴏᴍ ꜱᴇᴜ ᴘᴀᴅʀɪɴʜᴏ. 𝟣𝟦 ᴀɴᴏꜱ ᴅᴇᴘᴏɪꜱ, ᴇʟᴀ ᴇꜱᴛá ᴘʀᴇᴘᴀʀᴀᴅᴀ ᴘᴀʀᴀ ᴏ ǫᴜᴇ á ᴇꜱᴘᴇʀᴀ ɴᴀ ᴇꜱᴄᴏʟᴀ ᴅᴇ ᴍᴀɢɪᴀ ᴇ ʙʀᴜxᴀʀɪᴀ ᴅᴇ ʜᴏɢᴡᴀʀᴛꜱ...
