De volta à Sala Comunal da Sonserina, Pansy e Blaise estavam esperando por eles. Pansy correu para abraçar Bia, enquanto Blaise olhava para Draco com uma mistura de preocupação e respeito.
"Isso foi horrível," disse Pansy, segurando as mãos de sua amiga. "Mas vocês não estão sozinhos."
Draco, no entanto, estava em silêncio, olhando para o fogo na lareira. Quando finalmente falou, sua voz estava carregada de culpa. "Eu deveria ter feito mais. Eu deveria tê-lo impedido."
Bia se aproximou dele, colocando uma mão em seu rosto. "Você fez tudo o que podia. E faremos tudo o que for necessário para proteger nosso filho."
Ele a abraçou, apertando-a contra si como se temesse que pudesse perdê-la a qualquer momento.
Enquanto a neve continuava a cair lá fora, os amigos sabiam que precisavam agir rapidamente. Voldemort não faria uma ameaça sem cumpri-la.
Dumbledore chamou uma reunião com os aliados de Hogwarts, incluindo membros da Ordem da Fênix, para discutir como proteger a Srt. Potter e o bebê.
A guerra havia se tornado ainda mais pessoal, e todos estavam prontos para lutar.
As semanas após a aparição de Voldemort foram tensas. Hogwarts havia se transformado em uma fortaleza, com feitiços de proteção mais fortes e uma vigilância constante. Apesar disso, Draco e Bia sentiam o peso da ameaça pairando sobre eles.
O ar pesado e frio de Hogwarts parecia pesar ainda mais agora, com a guerra finalmente chegando aos portões da escola. Os ventos de destruição que antes eram apenas rumores agora se tornavam realidade.
Voldemort e seus Comensais da Morte estavam mais próximos do que nunca, e a escola se tornara um campo de resistência. Bia e Draco, ao lado de Harry e seus amigos, estavam mais preparados do que nunca para enfrentar o que vinha pela frente, mas nem eles podiam prever o que a guerra traria.
Era uma noite escura e silenciosa, o tipo de noite em que a neve caía suavemente sobre o castelo, mas nada parecia seguro. Ela estava sentada na sala comunal, com os olhos fixos no livro à sua frente, embora sua mente estivesse distante.
Draco, que havia estado ao seu lado a maior parte do dia, havia saído para dar uma volta pelos terrenos de Hogwarts. Ela não se preocupou inicialmente, pois sabia que ele gostava de caminhar sozinho para clarear a mente. Mas algo estava diferente naquela noite. Um pressentimento gelado parecia pairar sobre ela.
De repente, as luzes da sala comum se apagaram, e um som de passos ecoou pelos corredores vazios. Bia se levantou, sentindo seu coração bater mais rápido. Algo estava errado. Ela correu até a janela, tentando ver algo do lado de fora, mas a escuridão era impenetrável.
Foi quando ela ouviu o barulho do tronco de uma árvore quebrando ao longe. Um feitiço estava sendo lançado. Era algo potente.
Sem hesitar, Bia pegou sua varinha e saiu correndo pela ala, chamando Draco pelo caminho. Mas ela não encontrou seu nome nos ecos vazios da escola. Foi quando a voz familiar de Harry a alcançou, vinda de trás de uma porta trancada. "Bia, você precisa vir imediatamente. Algo aconteceu... com Draco."
Aquelas palavras a atingiram como um feitiço potente. Ela seguiu Harry até o ponto de encontro, onde os professores e alunos estavam começando a se reunir. Seus olhos buscaram por Draco, mas ele não estava ali.
"Ele foi sequestrado," disse Harry, sua voz tensa. "Comensais da Morte. Eles estavam esperando no jardim. Ele foi capturado antes que pudesse fazer qualquer coisa."
O mundo pareceu desabar sob os pés dela. Seu corpo congelou por um momento, e uma dor aguda invadiu seu peito. Não podia ser real. Draco, seu Draco, estava nas mãos de Voldemort e seus seguidores. E ela não sabia o que faria para salvá-lo.
O que se seguiu foi uma longa noite de incertezas e angústias. Os professores e alunos se mobilizaram imediatamente, organizando planos para resgatar Draco, mas as horas passaram e nada aconteceu. Bia mal conseguiu dormir, seu corpo exausto, mas a mente em alerta total, imaginando o pior.
Na manhã seguinte, uma mensagem foi entregue a Dumbledore, vinda diretamente do Ministério da Magia. O conteúdo da carta foi um golpe direto no coração de Bia. "Draco Malfoy está sob a custódia de Voldemort. Ele será mantido até que a condição de seu sequestro seja atendida. Sua morte será o preço do amor de Potter."
As palavras eram uma ameaça velada. Bia leu e releu, sem acreditar no que via. Eles estavam dizendo que a vida de Draco era uma moeda de troca para que Voldemort pudesse manipular Potter. O medo de perder Draco a consumiu completamente, e ela se viu sem palavras.
"Eu não vou deixar ele morrer," ela sussurrou para si mesma, determinada. "Eu vou trazê-lo de volta."
Os dias seguintes foram um pesadelo. Voldemort havia exigido uma troca, Beatriz Potter por Draco Malfoy. Mas a guerra estava prestes a estourar de qualquer forma, e os alunos e professores de Hogwarts estavam sendo forçados a se preparar para o pior.
Embora a ideia de negociar com Voldemort fosse impensável, a única opção era tentar salvar Draco e ao mesmo tempo manter a resistência intacta.
Foi quando Bia recebeu uma mensagem secreta de Draco, uma carta amaldiçoada, com feitiços de proteção que ela não conhecia. A carta foi entregue nas mãos dela, pela figura de um antigo aluno de Hogwarts, e quando a abriu, as palavras de Draco a chocaram. Ele estava vivo, mas as condições de sua captura eram ainda mais terríveis do que imaginara.
"Ele está me torturando, Bia." dizia a carta, com a letra trêmula e ligeiramente distorcida. "Mas eu sou forte, e sei que você virá me salvar. Eles não podem me quebrar. Não importa o que aconteça, nunca vou deixar de lutar por nós."
As palavras de Draco ecoaram em sua mente, enquanto ela lutava contra as lágrimas. Ele estava resistindo, mas a tortura que ele estava sofrendo parecia ser mais do que ela poderia suportar. Cada noite em que ele não estava com ela se arrastava como uma eternidade.
Bia se viu em uma corrida desesperada para resgatar Draco. Ela sabia que a guerra tinha apenas um destino possível: eles precisavam prevalecer, mas ao custo de tantas vidas.
No entanto, as notícias chegaram antes dela. O coração de Bia gelou quando, em uma noite chuvosa e sombria, ela soube do pior, Draco havia sido brutalmente torturado e estava inconsciente.
Ele estava sendo levado para uma sala no castelo de Voldemort, onde seria morto, de acordo com as ordens de seu mestre. Quando a notícia chegou a ela, Buanão pensou duas vezes. Ela sabia que não poderia perder Draco, não dessa maneira.
Enquanto ela estava prestes a atravessar os portões para achar Malfoy, um encontro inesperado aconteceu. Um feitiço de apito cortou o ar, e um vulto familiar apareceu diante dela.
Era Draco. Mas ele estava diferente, pálido, fraco, e o brilho nos seus olhos havia diminuído. Ele estava respirando com dificuldade e se apoiava em uma parede.
"Draco!" Bia gritou, correndo até ele, seus braços envolvendo seu corpo frágil. "Você está bem? O que aconteceu? Eu… eu pensei que havia perdido você!"
Ele a olhou, tentando sorrir, mas o esforço era visível em seu rosto. "Eu... não vou deixar você perder," ele sussurrou, suas palavras fracas. "Eu não deixei. Mas eles me torturaram, amor. Eles me torturaram para tentar fazer você se entregar."
O medo e a dor transbordaram em Potter, mas não deixou que as lágrimas caíssem. Ela o apertou ainda mais contra seu peito. "Isso vai acabar, Draco. Não vamos deixar que eles ganhem."
Juntos, eles caminhariam para a luta final, sabendo que a verdadeira batalha estava apenas começando. Mas, ao lado um do outro, sabiam que poderiam suportar qualquer coisa, até mesmo o peso da guerra.
E, enquanto os ventos da destruição sopravam mais forte do que nunca, o amor deles era a única coisa que ainda podia resistir.
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𝑇ℎ𝑒 𝑜𝑡ℎ𝑒𝑟 𝑃𝑜𝑡𝑡𝑒𝑟| 𝐷𝑅𝐴𝐶𝑂 𝑀𝐴𝐿𝐹𝑂𝑌
FanficCONCLUÍDA ᴀᴘóꜱ ꜱᴇʀ ꜱᴇᴘᴀʀᴀᴅᴀ ᴅᴇ ꜱᴇᴜ ɪʀᴍãᴏ ᴀɪɴᴅᴀ ᴘᴇǫᴜᴇɴᴀ, ʙᴇᴀᴛʀɪᴢ ᴘᴏᴛᴛᴇʀ ᴠɪᴠᴇ ᴄᴏᴍ ꜱᴇᴜ ᴘᴀᴅʀɪɴʜᴏ. 𝟣𝟦 ᴀɴᴏꜱ ᴅᴇᴘᴏɪꜱ, ᴇʟᴀ ᴇꜱᴛá ᴘʀᴇᴘᴀʀᴀᴅᴀ ᴘᴀʀᴀ ᴏ ǫᴜᴇ á ᴇꜱᴘᴇʀᴀ ɴᴀ ᴇꜱᴄᴏʟᴀ ᴅᴇ ᴍᴀɢɪᴀ ᴇ ʙʀᴜxᴀʀɪᴀ ᴅᴇ ʜᴏɢᴡᴀʀᴛꜱ...
