Naquela noite, enquanto todos se acomodavam nas camas, Bia deitou-se, mas o sono não veio facilmente. Pensou nas palavras de Dumbledore, em sua própria vida e no que estava por vir. Ela sabia que o que aconteceria nos próximos meses poderia mudar tudo. O medo, a dor e o sofrimento que Voldemort trazia estavam agora mais próximos do que nunca.
Mas ela também sabia algo importante. Ela não estava sozinha. Estava cercada pelos amigos que sempre a apoiaram, e por Draco, que agora compartilhava sua vida com ela de uma maneira nova e profunda. Juntos, eles poderiam enfrentar o que quer que viesse.
O relógio na parede marcou a meia-noite, e os sons da escola começaram a se acalmar. Ela fechou os olhos, sentindo uma determinação crescente dentro de si.
O tempo de viver com medo havia passado. Agora, ela estava pronta para lutar, ao lado de Draco, Harry, Pansy e os outros. A batalha contra as trevas estava apenas começando, mas ela não enfrentaria isso sozinha.
Bia não conseguia descansar. Os eventos dos últimos dias pesavam sobre ela, e a sensação de que algo estava prestes a acontecer a mantinha acordada. Algo não estava certo. Ela sentia uma pressão no ar, uma energia estranha e desconfortável, como se o próprio castelo estivesse tentando avisá-la.
Foi quando a vela em sua mesa começou a piscar, a luz tremendo e vacilando como se estivesse sendo sufocada. Ela levantou-se rapidamente, seu coração disparado, e antes que pudesse entender o que estava acontecendo, a porta do dormitório se abriu com um estrondo, e uma presença gelada invadiu o quarto.
Potter ficou paralisada. À sua frente, em uma névoa de sombras e escuridão, estava ele. O próprio Voldemort. Sua figura imponente e aterrorizante pairava no centro da sala, os olhos vermelhos e penetrantes fixos nela. O ar estava denso, carregado de um poder maligno que parecia sufocar qualquer tentativa de resistência.
"Beatriz Potter," disse a voz de Voldemort, baixa e sibilante, como se sua língua estivesse roçando o nome dela com desprezo. "Eu já esperava por este momento."
Ela tentou recuar, mas seus pés estavam como colados ao chão. O medo a engoliu momentaneamente, mas uma força interior, talvez impulsionada pelos anos de resistência ao medo e ao sofrimento, a fez olhar para ele com mais coragem do que imaginava ser possível.
"Por que está aqui?" ela perguntou, sua voz firme, embora sentisse um arrepio percorrendo sua espinha.
Voldemort sorriu, um sorriso vazio que nunca tocava seus olhos. Ele se aproximou lentamente, a cada passo que dava, a sensação de gelo aumentava.
"Você é tão parecida com ela," ele murmurou, como se estivesse falando consigo mesmo, mas SN ouviu claramente. "Lily Potter... a mulher que eu desejei destruir. A mulher que ousou me desafiar."
Ela sentiu um calafrio ao ouvir o nome de sua mãe. A lembrança dela, tão distante e ao mesmo tempo tão presente, parecia invadir sua mente, tornando o ambiente ainda mais pesado.
"Você não sabe nada sobre ela," Bia respondeu, seus olhos fixos em Voldemort. "Não tem ideia do que minha mãe representava para aqueles que a amavam."
"Ah, mas eu sei," ele disse, sua voz ganhando um tom de desdém. "Ela era a chave, não é? Ela foi a razão pela qual eu não consegui conquistar o mundo naquela época. E você..." Ele a olhou com um sorriso frio. "Você é o reflexo dela, não é? O reflexo de sua força, de sua coragem. Uma Potter com sangue de bruxa nas veias. Não me engano, você carrega o mesmo fardo que ela."
Bia engoliu seco, tentando manter a compostura. O que ele queria dela? Por que estava ali agora?
Voldemort deu um passo à frente, tão perto que ela sentiu a pressão de sua presença como um peso esmagador. "Eu observei você por muito tempo, Beatriz Potter. E eu sei o que você teme. Mas você não pode fugir de seu destino."
Ela abriu a boca para responder, mas ele a interrompeu com um gesto de sua varinha, silenciando-a com um feitiço que parecia bloquear qualquer palavra.
"Antes que a neve descongele," ele disse, sua voz agora mais séria e ameaçadora, "eu voltarei. Eu tomarei o que é meu por direito. Algo que crescerá a fruto de um amor verdadeiro. E sua vida... será o preço."
O coração dela disparou, e ela sentiu como se a terra tivesse se aberto sob seus pés. Ele estava falando sobre o amor de Draco. Ele estava dizendo que a vida dela seria tomada por causa do relacionamento deles, o vínculo que havia se formado entre eles. Era uma ameaça direta.
Voldemort a observou por mais um momento, seus olhos penetrantes refletindo uma malícia pura. "Seu amor será sua ruína, minha querida. Nada que você faça poderá mudar isso. E antes que o inverno termine, você verá o quanto o amor pode ser destrutivo."
Com um gesto brusco, Voldemort deu meia-volta, desaparecendo em uma nuvem de fumaça negra, deixando-a sozinha, tremendo e atordoada. O quarto ficou em silêncio absoluto, mas a ameaça de suas palavras ecoou em sua mente.
"Eu não vou deixar isso acontecer," ela murmurou para si mesma, fechando os punhos com força. "Eu vou lutar."
Ela sabia que o que estava por vir seria mais difícil do que qualquer coisa que já tivesse enfrentado. Mas ela não poderia se permitir ser vencida pelo medo.
O amor que ela compartilhava com Draco seria sua força, não sua fraqueza.
Mas, ao mesmo tempo, o peso das palavras de Voldemort se instalou profundamente em seu coração. Ela sabia que o caminho à frente estava cheio de perigos, e que, em algum lugar, o inverno, tanto literal quanto metaforicamente, se aproximava. E com ele, a luta mais difícil de todas.
A batalha pela sua vida, pela vida daqueles que amava, estava apenas começando.
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𝑇ℎ𝑒 𝑜𝑡ℎ𝑒𝑟 𝑃𝑜𝑡𝑡𝑒𝑟| 𝐷𝑅𝐴𝐶𝑂 𝑀𝐴𝐿𝐹𝑂𝑌
Fiksi PenggemarCONCLUÍDA ᴀᴘóꜱ ꜱᴇʀ ꜱᴇᴘᴀʀᴀᴅᴀ ᴅᴇ ꜱᴇᴜ ɪʀᴍãᴏ ᴀɪɴᴅᴀ ᴘᴇǫᴜᴇɴᴀ, ʙᴇᴀᴛʀɪᴢ ᴘᴏᴛᴛᴇʀ ᴠɪᴠᴇ ᴄᴏᴍ ꜱᴇᴜ ᴘᴀᴅʀɪɴʜᴏ. 𝟣𝟦 ᴀɴᴏꜱ ᴅᴇᴘᴏɪꜱ, ᴇʟᴀ ᴇꜱᴛá ᴘʀᴇᴘᴀʀᴀᴅᴀ ᴘᴀʀᴀ ᴏ ǫᴜᴇ á ᴇꜱᴘᴇʀᴀ ɴᴀ ᴇꜱᴄᴏʟᴀ ᴅᴇ ᴍᴀɢɪᴀ ᴇ ʙʀᴜxᴀʀɪᴀ ᴅᴇ ʜᴏɢᴡᴀʀᴛꜱ...
