Os corredores de Hogwarts estavam cheios de um silêncio inquietante. Bia passava os dedos pela barriga já levemente arredondada, tentando encontrar forças para enfrentar o que estava por vir.
Ao lado dela, Draco parecia tão tenso quanto. Ele não soltava a mão dela, como se temesse que, a qualquer momento, algo pudesse separá-los.
Na sala de Dumbledore, o plano para invadir a Mansão dos Gaunt estava sendo detalhado. Tilia Riddle estava presente, agora como uma aliada inesperada. Ela traçava os mapas antigos da propriedade, indicando os pontos mais perigosos.
"Os feitiços de proteção são incrivelmente antigos," ela explicou. "Mas Matheo e eu conseguimos passar. Ele é a chave, e eu serei o escudo. O resto de vocês precisará ser rápido e preciso."
Antes de partirem, cada um teve um momento para processar o que estava em jogo. Bia, sentada em um banco no jardim encantado, sentiu a presença de Harry se aproximar.
"Você tem certeza de que quer fazer isso?" ele perguntou, sua voz carregada de preocupação.
Ela sorriu tristemente. "Eu preciso, Harry. Não é só por mim ou pelo bebê. É por todos nós. Se não lutarmos agora, não haverá um futuro."
Ele a abraçou apertado. "Só... volte para mim. Não importa o que aconteça."
Draco, por sua vez, estava com Pansy e Blaise. "Se algo der errado..." ele começou, mas Blaise ergueu a mão.
"Não vamos deixar nada dar errado, Malfoy. E você sabe disso. Proteja ela e o bebê. O resto, a gente dá um jeito."
Pansy, embora visivelmente nervosa, segurou o braço de Draco. "Se você morrer, eu vou te trazer de volta só para te matar de novo."
Draco soltou uma risada fraca, mas o alívio em seus olhos era evidente.
A noite estava escura, e o grupo se movia silenciosamente. Além de Bia, Draco, Harry, Hermione, e Matheo, alguns membros da Ordem da Fênix os acompanhavam. Tilia liderava o caminho, usando sua varinha para desativar os primeiros feitiços.
Quando a mansão finalmente surgiu à distância, a atmosfera ao seu redor era pesada, como se o ar estivesse impregnado de maldade. O grupo avançava lentamente, com Tilia à frente, desarmando cada barreira mágica que surgia.
"Estamos chegando ao núcleo," disse Tilia, com a voz baixa. "O objeto que ele esconde está logo além desta porta. Mas não será fácil."
O grupo parou diante de uma grande porta de madeira, adornada com runas antigas e coberta por um brilho sinistro. Tilia levantou a varinha e começou a murmurar encantamentos.
De repente, o chão tremeu. Um riso familiar ecoou pelo corredor.
"Vocês acham que podem entrar no meu santuário sem que eu saiba?" A voz de Voldemort parecia vir de todas as direções.
Uma figura alta e magra emergiu das sombras. Voldemort estava ali, seu olhar vermelho como brasas fixo em Bia.
"Você realmente é igual à sua mãe," ele disse, com um sorriso cruel. "Tão corajosa... e tão tola."
Draco imediatamente puxou ela para trás, apontando sua varinha para Voldemort. "Fique longe dela!"
Voldemort riu, um som gelado e vazio. "Ah, Draco. Você acha que pode me enfrentar? Tão patético quanto o restante da sua família."
Tilia deu um passo à frente, sua presença firme. "Tom, chega. Você já causou dor suficiente. Eu não vou permitir que continue."
"Você não tem escolha, Tilia," respondeu Voldemort. "Eu sou inevitável. E você... é apenas uma lembrança insignificante do passado."
Sem aviso, Voldemort lançou um feitiço, e a batalha começou. O corredor encheu-se de luzes de feitiços e o som de magia colidindo.
Harry e Hermione se uniram para proteger Matheo, que estava encarregado de entrar na sala atrás da porta e destruir o objeto. Tilia lutava diretamente contra Voldemort, seus feitiços tão poderosos que o ar parecia vibrar ao redor dela.
Draco e Bia lutavam lado a lado, defendendo-se de Comensais da Morte que surgiam das sombras. Potter, apesar de sua gravidez, demonstrava uma força surpreendente, lançando feitiços com precisão e coragem.
"Você está bem?" Draco perguntou entre feitiços, seu olhar preocupado pousando nela.
"Estou. Só continue ao meu lado," respondeu Bia, sua voz firme.
Dentro da sala, Matheo encontrou o objeto, um colar antigo com um brilho sombrio. Ele sabia que era um dos últimos fragmentos da alma de Voldemort.
"Preciso destruí-lo," disse Matheo, sua voz tremendo.
Hermione entregou-lhe uma espada que Dumbledore havia encantado para destruir objetos amaldiçoados. "Faça isso rápido!"
Enquanto Matheo erguia a espada, Voldemort pareceu sentir o que estava acontecendo. Ele gritou, sua voz carregada de fúria.
"Não! Isso pertence a mim!"
Tilia, aproveitando a distração, lançou um feitiço poderoso que o lançou para trás. "Agora, Matheo!"
Com um golpe firme, Matheo destruiu o colar. Um grito de dor ecoou pelo corredor enquanto Voldemort cambaleava, visivelmente enfraquecido.
"Vocês venceram esta batalha," Voldemort disse, sua voz gélida, "mas eu ainda retornarei. E quando isso acontecer, nada me deterá."
Com um movimento de sua varinha, ele desapareceu em uma nuvem de sombras.
O grupo ficou em silêncio por um momento, o peso do que haviam feito caindo sobre eles.
Quando voltaram a Hogwarts, foram recebidos como heróis. No entanto, todos sabiam que a guerra ainda não havia acabado. Voldemort estava enfraquecido, mas não derrotado.
Na Sala Comunal da Sonserina, Bia e Draco se sentaram juntos, exaustos. Ele envolveu os braços ao redor dela, descansando o queixo em seu ombro.
"Conseguimos hoje," Draco disse suavemente. "E continuaremos lutando, por você e por nosso bebê."
Bia sorriu, apesar do cansaço. "Enquanto estivermos juntos, podemos enfrentar qualquer coisa."
A luta estava longe de terminar, mas, naquela noite, eles se permitiram um momento de paz, sabendo que haviam dado um passo importante para um futuro melhor.
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𝑇ℎ𝑒 𝑜𝑡ℎ𝑒𝑟 𝑃𝑜𝑡𝑡𝑒𝑟| 𝐷𝑅𝐴𝐶𝑂 𝑀𝐴𝐿𝐹𝑂𝑌
FanfictionCONCLUÍDA ᴀᴘóꜱ ꜱᴇʀ ꜱᴇᴘᴀʀᴀᴅᴀ ᴅᴇ ꜱᴇᴜ ɪʀᴍãᴏ ᴀɪɴᴅᴀ ᴘᴇǫᴜᴇɴᴀ, ʙᴇᴀᴛʀɪᴢ ᴘᴏᴛᴛᴇʀ ᴠɪᴠᴇ ᴄᴏᴍ ꜱᴇᴜ ᴘᴀᴅʀɪɴʜᴏ. 𝟣𝟦 ᴀɴᴏꜱ ᴅᴇᴘᴏɪꜱ, ᴇʟᴀ ᴇꜱᴛá ᴘʀᴇᴘᴀʀᴀᴅᴀ ᴘᴀʀᴀ ᴏ ǫᴜᴇ á ᴇꜱᴘᴇʀᴀ ɴᴀ ᴇꜱᴄᴏʟᴀ ᴅᴇ ᴍᴀɢɪᴀ ᴇ ʙʀᴜxᴀʀɪᴀ ᴅᴇ ʜᴏɢᴡᴀʀᴛꜱ...
