XVIII

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Impulsiva, arriscada, maluca... Com certeza maluca.

Decidimos em 2 minutos transformar nossas vidas em arriscar uma ideia de adotar uma criança de outro estado.

Rapidamente entramos na secretaria, demos entrada nas papeladas e os próximos passos agora eram esperar o contato da assistente social... Uau, estávamos mesmo adotando uma criança.

Mas não estávamos em nossa casa, então o que faríamos? Tudo parecia tão confuso e repentino que eu não sabia nem por onde começar.

- Vamos, agora vamos esperar e confiar que vai dar certo... - Plak disse passando a minha frente em direção ao portão.

Havíamos mesmo dado entrada no pedido de adoção de Aurora. Não canso de repetir o quão inacreditável é essa sensação.

- Vocês vão voltar...? - Ouvi uma doce voz vindo de uma janela da casa

- É claro que vamos, eu prometo de dedinho! - Respondi mostrando o dedo menor e a pequena retribuiu com um sorriso.

- Pega! - Ela jogou uma folha de papel dobrada e eu peguei

- O que é isso? - Eu perguntei

- Um presente - Ela respondeu sorrindo e fechou a janela

Olhei para Plak que já estava com um sorriso de orelha a orelha, em seu olhar havia um brilho diferente, era como se voltássemos lá à maio... Quando descobrimos a gravidez.

Ao abrir o papel haviam três flores desenhadas, duas maiores e uma menor,  ambas com as folhas juntas como se fossem mãos, eram girassóis.

Logo em baixo estava seu nome, Aurora, e uma frase: "Três florezinhas juntas, vocês e eu."

Confesso que o riso foi involuntário e minha felicidade estava transbordando.

- Eu preciso respirar, vou chorar - Plak disse olhando para cima

- Para de ser derretida! - Eu respondi já com a voz embargada e os olhos cheios de lágrimas.

Sorrindo e comentando sobre os planos futuros, caminhamos de mãos dadas em direção a saída, onde o carro pedido por Plak estava nos esperando.

O caminho de volta para o hotel era radiante, nossos sorrisos se completavam e nossos planos estavam traçados.

Ao chegar ao hotel notei algumas mensagens de minhas amigas, acabei ignorando pois estava mais concentrada em aproveitar mais com a minha noiva aquela viagem.

- Eu trouxe uma coisa pra você... - Ela disse sentando na cama e pude notar um livro em suas mãos

- Isso é... ?

- Sim... Eu disse que teríamos que terminar ele juntas, não é? - Era o álbum, o álbum que ela tinha feito quando eu perdi a memória. - Vem, senta aqui - Ela disse me chamando para o seu lado e não hesitei em ir

- O que vamos ver hoje? - Perguntei olhando em seus olhos

- Isso aqui - Ela abriu na página marcada e notei nossas fotos durante a viagem para a Holanda - Eu queria ter te mostrado isso antes de você lembrar, queria ver seu rostinho mas... Eu fico feliz que tenha lembrado e tenha aparecido na minha porta absolutamente do nada! - Ela disse sorrindo olhando em meus olhos

- Eu achei que me quisesse sem memória...

- Não! Não mesmo - Nós rimos - Aqui... Nessa foto você estava com o cabelo mais ondulado. Quando olhei logo lembrei da teoria de que quando está amando, o cabelo fica cada vez mais ondulado... Nessa aqui - Ela mostrou outra foto - Nossa... Essa aqui é única, o seu cabelo bagunçado, a visão, a vista através da janela e você... Assim de costas foi uma perfeição para a vista de qualquer um.... - Poderia garantir que meu rosto estava vermelho, pois o sentia em chamas.

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⏰ Última atualização: Dec 27, 2024 ⏰

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