Uma engenheira mulher se daria bem dentro de uma garagem da fórmula 1?
Lyanna foi chamada para substituir o engenheiro de Charles Leclerc, ela não pensou duas vezes antes de aceitar, mas não será fácil seu caminho como engenheira. Ela teria que bat...
51, Mercedes ——— Toto Wolff 29, Ferrari —— Lyanna Dourado
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As corridas estavam oficialmente em pausa, e as duas semanas de férias que eu tanto precisava finalmente chegaram. Por mais que amasse o que fazia, a intensidade da Fórmula 1 sugava todas as minhas energias. Agora, pela primeira vez em meses, eu poderia respirar, me desconectar e... bem, talvez me encontrar no meio do caos que vinha se acumulando, tanto dentro quanto fora das pistas.
Eu estava em casa, folheando um catálogo de viagens, mas sem nenhuma decisão tomada. Uma parte de mim queria fugir para algum lugar isolado, onde pudesse relaxar e esquecer do paddock, das brigas e, principalmente, de certas pessoas. Mas outra parte sabia que talvez fosse o momento de voltar para o Brasil, ver meu pai. Fazia tanto tempo que não o visitava.
Foi quando ouvi batidas na porta.
- Matteo? - perguntei, abrindo a porta e encontrando meu colega sorrindo do outro lado, com um saco de papel nas mãos.
- Trouxe comida, porque sei que você provavelmente está morrendo de fome e não está cuidando direito de si mesma - disse ele, entrando como se já fosse dono do lugar.
Eu ri, fechando a porta atrás dele.
- Eu estava pensando em pedir algo, mas, pelo visto, você resolveu isso por mim.
Ele colocou os sacos na mesa e começou a organizar os pratos como se fosse um ritual.
- Claro que resolvi. Alguém precisa cuidar de você - disse ele, com um sorriso travesso. - E, falando nisso, você já decidiu o que vai fazer nessas duas semanas?
Suspirei, sentando à mesa.
- Ainda não. Estava pensando em ir para algum lugar tranquilo, talvez uma praia ou montanha. Mas, ao mesmo tempo, estava considerando voltar para o Brasil. Faz tanto tempo que não vejo meu pai...
Matteo levantou uma sobrancelha enquanto colocava os hashis ao lado do prato de sushi que ele tinha trazido.
- O Brasil é uma ótima ideia, mas... e se você combinasse os dois? Praia e família? - Ele fez uma pausa e depois deu um sorriso. - Ou, se preferir, podemos ir juntos para algum lugar bonito. Pensei em algo como Santorini ou Maldivas.
Eu o olhei, surpresa.
- Você está me convidando para passar as férias com você?
Ele deu de ombros, casualmente.
- Por que não? Somos amigos, e aposto que você se divertiria. Além disso, seria uma ótima maneira de esquecer as loucuras do paddock por um tempo.
Eu ri, balançando a cabeça.
- É uma ideia tentadora, mas... não sei, Matteo. Faz tanto tempo que não vejo meu pai. Acho que ele merece um pouco do meu tempo.