capítulo 13

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Eu tava tão quentinha… Meu cobertor parecia nuvem e meu ursinho tava bem apertado no meu abraço

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Eu tava tão quentinha… Meu cobertor parecia nuvem e meu ursinho tava bem apertado no meu abraço. Mas aí, um raiozinho de sol chato entrou pela janela e encostou no meu rostinho. Fiz um biquinho e tentei ignorar, mas o dia estava começando.

Aí veio a pior parte. A voz do papai Lorenzo.

— Maya, hora de acordar, princesa.

Fingi que não ouvi. Se eu ficasse bem quietinha, talvez ele fosse embora. Mas então o papai Matteo apareceu e puxou a coberta devagarzinho.

— Vamos, pequena. Não faz manha.

NÃO!

Soltei um gemido bem sentido e me enterrei mais no travesseiro.

— Num qué… — murmurei.

O papai Matteo suspirou.

— Maya, olha pra mim.

Eu sabia que quando ele falava assim, sério, era porque ele queria que eu obedecesse. Mas eu não queria!

Então fiz o que eu sempre fazia quando queria alguma coisa: olhei pra ele com os olhinhos bem brilhantes.

— Num quero, papai… Fica aqui comigo? Por favorzinhooo?

O papai Lorenzo olhou pro papai Matteo com um sorrisinho pequeno.

— O biquinho de novo…

Mas o papai Matteo não caiu dessa vez. Ele cruzou os braços.

— Maya, eu sei que você quer ficar em casa, mas fazer birra não vai mudar as coisas. Você tem que ir pra escola.

Abaixei o rostinho e soltei um gemidinho irritado.

— Num gosto da escola!

O papai Matteo me pegou no colo e olhou nos meus olhinhos.

— Maya, eu sei que às vezes você não quer ir, mas não pode fazer birra. Você já é uma menina grande. E meninas grandes obedecem os papais.

Cruzei os bracinhos, emburrada, mas ele continuou sério.

— E outra coisa… Como você fez birra antes, vai ficar sem a chupeta por três dias.

Meus olhinhos se arregalaram na hora.

— N-NÃO! — berrei, já sentindo as lágrimas querendo cair. — Eu quero minha chupeta!

Tentei me jogar no chão, mas o papai Matteo me segurou firme. Comecei a me debater, chorando alto.

— NÃO QUERO ESCOLA! QUERO CHUPETA!

Mas aí, senti um toque firme e parei na hora, surpresa. Meu choro virou soluço.

— Chega, Maya. — O papai Matteo disse firme. — Já passou dos limites.

Minhas bochechas estavam molhadas e meu peito subia e descia rápido de tanto que eu chorava. Foi quando o papai Lorenzo veio e me pegou no colo.

— Pronto, pronto… — Ele murmurou, me balançando devagarinho.

Enterrei meu rostinho no pescoço dele, ainda choramingando baixinho.

— Vamos trocar essa roupinha e tomar café, meu amorzinho. Vai passar…

Eu ainda queria minha chupeta… Ainda não queria ir pra escola… Mas no colo do papai Lorenzo, meu choro foi ficando mais fraquinho. Ele fazia carinho no meu cabelo, e mesmo emburrada, sabia que não tinha mais jeito.

Hoje não era meu dia de ganhar…

Eu estava começando a perder a paciência

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Eu estava começando a perder a paciência. Maya, como sempre, fez sua birra matinal para não ir à escola. Ela estava deitada no meu colo, tentando convencer a gente a deixá-la ficar em casa com olhares de puro charme, mas eu sabia o que precisava ser feito. Não podia dar mole pra essa manha.

— Maya, já falei, nada de ficar em casa hoje. Vamos logo, sem mais conversa. — Falei, tentando manter a calma, mas ela não parava de reclamar.

Não estava no melhor dos meus dias. O trabalho na máfia, como sempre, estava me cobrando. Havia uma porção de problemas a resolver, e a última coisa que eu queria agora era lidar com a birra da Maya. Mas, como daddy, tinha que ser firme. Não seria o primeiro dia que isso aconteceria, e com certeza não seria o último.

Maya não estava gostando nada dessa história e ficou mais irritada ainda quando falei sobre a chupeta. Eu sabia que ela ia chorar e se debater, mas o que ela não entendia é que eu não tinha paciência pra essas coisas agora. O trabalho me cobrava demais, e eu estava até sem tempo para as coisas mais simples.

Depois de um tempo, tudo se acalmou um pouco, e Maya foi finalmente para a escola com o  Lorenzo. Eu olhei para o relógio e sabia que tinha que começar a preparar o café da manhã, mas algo dentro de mim me dizia que não seria um dia tranquilo.

Fui para a cozinha. O cheiro do café começava a encher o ar, e eu já estava pensando em como resolver os problemas com os outros membros da organização. Às vezes, ser pai era difícil. E naquele momento, com todos os compromissos e as responsabilidades pesando em meus ombros, minha paciência estava no limite.

— Vamos ter que dar um jeito nessa bagunça, e rápido. Não posso perder mais tempo… — murmurei para mim mesmo enquanto começava a preparar o café da manhã.

Eu não queria mais problemas hoje, nem em casa, nem no trabalho. Mas tinha uma coisa que eu sabia: no final, tudo isso faria parte da rotina. Maya, a escola, o café da manhã, e depois, a máfia. Só que hoje… Eu precisava de um pouco mais de paciência do que o normal.

Voltei com um EP quentinho para vcs, um breve spoiler: Matteo irá perder a paciência no próximo....

A Baby dos mafiosos Histórias para pegar e não largar. Descubra agora