capítulo 20

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Carregar Maya para fora do jatinho foi simples

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Carregar Maya para fora do jatinho foi simples. O difícil foi acalmá-la depois de tudo que aconteceu. Ela ainda se agarrava ao pescoço de Matteo, respirando fundo contra seu ombro, tentando se recuperar da turbulência de emoções que enfrentou.

Mas assim que passamos pelo grande portão de ferro e entramos na propriedade, algo nela mudou.

Seus olhinhos, que antes estavam marejados, agora brilhavam com uma mistura de curiosidade e admiração. A estrada de pedras brancas que levava até a entrada da mansão era cercada por um jardim impecável, repleto de flores coloridas e árvores altas que balançavam suavemente com o vento. O perfume das rosas e jasmins se misturava ao ar quente da ilha, criando um ambiente acolhedor.

Maya ergueu a cabeça do ombro de Matteo e piscou algumas vezes, como se tentasse absorver tudo de uma vez.

— Nossa… — sua voz saiu em um sussurro.

Matteo e eu trocamos um olhar divertido. Parecia que ela já tinha esquecido completamente o medo do voo.

— Gostou, piccolina? — perguntei, passando a mão nos cabelos dela.

Ela assentiu energicamente, os olhinhos arregalados enquanto observava tudo ao redor. Seu foco foi imediatamente capturado pela grande fonte de mármore no meio do jardim, onde a água cristalina jorrava suavemente, formando pequenos arco-íris quando o sol batia.

— Olha! A água brilha! — ela exclamou, se inclinando no colo de Matteo para ver melhor.

Soltei um riso baixo.

— É a luz do sol refletindo, amorzinho.

Mas Maya nem me ouviu. Estava fascinada demais, olhando de um lado para o outro, tentando absorver cada detalhe do lugar. Suas perninhas começaram a se mexer, indicando que queria descer. Matteo a colocou no chão, e ela imediatamente correu alguns passos à frente, girando sobre si mesma com os braços abertos.

Foi então que ela notou a mansão.

Seus olhos subiram devagar pela fachada imponente. As grandes janelas refletiam o céu azul, e as portas duplas de madeira esculpida pareciam saídas de um castelo. A estrutura era elegante, espaçosa e luxuosa, com um design que misturava o moderno e o clássico.

— Essa casa é enooorme! — Maya exclamou, apontando para o topo da construção. — Tem quantos quartos?

Matteo cruzou os braços e sorriu.

— O suficiente para você nunca precisar dormir sozinha.

Ela riu baixinho e voltou a caminhar, dessa vez devagar, observando cada detalhe do caminho de pedras que levava à entrada. A cada passo, algo novo chamava sua atenção: os vasos gigantes com plantas ornamentais, as estátuas discretas espalhadas pelo jardim e até mesmo os passarinhos que pousavam nos galhos das árvores próximas.

A Baby dos mafiosos Histórias para pegar e não largar. Descubra agora