Maya é uma doce menina que esconde seu jeitinho de todos, rejeitada pelos seus pais e irmã, Maya só tem o seu ursinho de companhia, oq será que vai acontecer quando dois mafiosos chegam para cobrar uma dívida com pai da menina e o seu genitor acaba...
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Eu tava toda encolhidinha no colo do Lorenzo, abraçando meu ursinho bem forte e chupando minha chupeta bem devagarinho. Meu coraçãozinho ainda tava apertado, e eu ficava olhando pro Matteo do outro lado da sala, sentindo uma vontade enoooorme de ir até ele… mas eu não sabia se ele queria isso.
Ele tinha falado comigo de um jeito feio quando cheguei… e eu não tinha gostado nadinha.
Eu só queria contar sobre minha aulinha de física, como eu tinha amado ver o pêndulo balançando pra lá e pra cá. Queria que eles sorrissem pra mim e ficassem felizes também… Mas Matteo só mandou eu falar baixo. Como se eu estivesse atrapalhando.
Fiz um biquinho e me apertei mais contra o Lorenzo, que fazia carinho de levinho nas minhas costinhas enquanto trabalhava. Mas eu ainda sentia um vaziozinho dentro de mim. Não gostava quando Matteo ficava bravo… não gostava nadinha…
Foi então que ouvi a voz dele, agora bem mais calma e baixinha:
— Maya… vem cá, minha pequena.
Levantei meus olhinhos devagar e vi ele estendendo a mão pra mim. Ele não tava mais com aquela cara feia… só olhava pra mim de um jeitinho que fez meu coração quentinho de novo.
Lorenzo me soltou devagarinho, e eu desci do colo dele abraçadinha no meu ursinho. Meus pezinhos fizeram um barulhinho baixinho no chão enquanto eu ia até Matteo, e assim que cheguei pertinho, ele me puxou pro colo dele, me encaixando bem apertadinha contra o peito forte dele.
Foi aí que tudo que eu tava segurando explodiu de vez.
Um soluço manhoso escapou da minha boca antes que eu conseguisse segurar, e logo depois, as lagriminhas começaram a cair. Me agarrei forte na camisa dele e chorei baixinho, toda dengosinha, sentindo um alívio enorme de estar de novo no colinho quentinho do meu Matteo.
— Shhh… meu amor, eu tô aqui — Matteo murmurou, beijando minha cabecinha e fazendo um carinho tão gostoso nos meus cabelinhos. — Me desculpa, pequena… Eu não devia ter falado daquele jeito com você.
Levantei meu rostinho pra ele, o biquinho ainda enorme nos meus lábios, os olhinhos molhadinhos de choro.
— M-Matteo... ainda gosta da sua pequenininha? — minha voz saiu fininha, toda embargada.
Matteo segurou meu rostinho com as duas mãos, limpando minhas lagriminhas com os polegares, olhando bem dentro dos meus olhinhos.
— Mais do que tudo, minha pequena… Eu só estava estressado… Mas nunca, nunca vai mudar o quanto eu amo você.
Soltei um gemidinho dengoso e me apertei mais contra ele, meu rostinho afundado no pescoço dele, respirando fundo o cheirinho dele que sempre me deixava tão segura.
— soninho, daddy… — murmurei baixinho, me agarrando nele.
Matteo suspirou e beijou minha bochechinha bem de leve.