Maya é uma doce menina que esconde seu jeitinho de todos, rejeitada pelos seus pais e irmã, Maya só tem o seu ursinho de companhia, oq será que vai acontecer quando dois mafiosos chegam para cobrar uma dívida com pai da menina e o seu genitor acaba...
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O ronco dos motores anunciava a chegada iminente. O hospital de luxo, acostumado a pacientes de alto perfil, silenciou quando os carros pretos pararam em frente à entrada principal. Homens de preto saíram primeiro, analisando os arredores antes de abrir as portas para seus patrões.
Matteo desceu primeiro, ajeitando o paletó com um movimento calculado. Seus olhos frios varreram o ambiente, e sem esperar, ele já caminhava para dentro do hospital. Lorenzo saiu logo atrás, segurando a pequena Maya nos braços. A garotinha encolhida contra seu peito soluçava baixinho, seu corpinho tremendo levemente enquanto enterrava o rostinho na curva do pescoço de Lorenzo.
— Papai… doi… — Ela choramingou, a voz arrastada e infantil, quase como se tivesse regredido alguns anos.
— Shhh, minha princesinha… Papai está aqui. Você está segura. — Lorenzo murmurou, embalando-a com cuidado enquanto acariciava seus cachinhos.
A secretária do hospital, uma mulher jovem e claramente interessada no homem à frente dela, abriu um sorriso amplo ao ver Matteo se aproximar.
— Senhor Di Ângelo! Que surpresa… Precisa de algo? — Ela perguntou, inclinando-se sobre o balcão de maneira provocante.
Matteo nem piscou. Seu olhar cortante fez a mulher se encolher levemente, mas ela ainda manteve o sorriso.
— Atendimento. Agora. Para a minha mulher. — Sua voz era baixa, mas carregada de uma frieza cortante.
— Oh, claro… Mas se quiser, senhor, eu posso pessoalmente—
— Não perguntei o que você pode fazer. Só faça. Agora. — Ele interrompeu, entediado, como se a simples presença dela fosse uma perda de tempo.
A mulher engoliu em seco e apressou-se a digitar no computador, enquanto Lorenzo tentava acalmar Maya.
— Papai Lo… Dói muito… — A garotinha se agarrou mais a ele, soluçando alto.
— Eu sei, meu anjo. Mas os médicos já vão te ajudar, tá bom? Você quer que o papai cante aquela musiquinha? — Lorenzo sussurrou, beijando sua cabecinha.
— A do coelhinho? — Ela fungou, erguendo os olhinhos marejados para ele.
— Isso, meu amor. Vou cantar bem baixinho pra você, tá? — Ele começou a cantar, sua voz suave tentando acalmá-la.
Enquanto isso, Matteo lançou um olhar mortal para a secretária, que finalmente entregava os papéis necessários. Ele os pegou sem dizer uma palavra e, sem olhar para trás, guiou Lorenzo e Maya para o consultório, cercado pelos seguranças.
Ninguém ali ousava questioná-los. Afinal, contrariar Matteo Di Ângelo nunca era uma boa ideia.
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