capítulo 16

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~QUEBRA DE TEMPO~1 SEMANA DEPOIS

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~QUEBRA DE TEMPO~
1 SEMANA DEPOIS

O sol mal havia nascido, mas Lorenzo e Matteo Di Ângelo já estavam de pé, como sempre. Sentados à grande mesa da cozinha, os dois tomavam o café preto de todas as manhãs, vestidos impecavelmente em seus ternos escuros, prontos para mais um dia no império da máfia. A conversa era séria, como costumava ser quando o assunto envolvia negócios.

— A remessa chega hoje à noite. Quero que os homens dobrem a segurança no porto — Lorenzo disse, sua voz firme e autoritária.

Matteo girou levemente a colher dentro da xícara, pensativo.

— Acha que pode haver alguma movimentação inesperada?

Lorenzo soltou um suspiro pesado, levando a xícara aos lábios antes de responder.

— Com certeza. Depois da traição da semana passada, não podemos baixar a guarda. — Ele pousou a xícara no pires, os olhos afiados como os de um predador. — Já tratei do problema. O traidor não será mais uma ameaça.

Matteo assentiu, um pequeno e quase imperceptível sorriso curvando seus lábios.

— Bom. Não podemos deixar falhas no nosso sistema.

A conversa continuaria, mas um som suave e manhoso quebrou o silêncio da casa. Um chorinho sentido ecoou pelo corredor, seguido de uma vozinha trêmula e infantil:

— P-papaiii…! Papai ‘Teooo… Papai ‘Renzo…!

Os dois se entreolharam no mesmo instante. O chefe da máfia fria e calculista que Lorenzo era desapareceu num piscar de olhos, e Matteo largou a colher sem nem pensar duas vezes.

— Maya… — Lorenzo murmurou antes de se levantar rapidamente, os passos apressados em direção ao quarto da pequena. Matteo o seguiu imediatamente, a expressão de ambos tomada por uma preocupação amorosa que ninguém no mundo ousaria imaginar neles, mas afinal era a mulher deles ali né.

Ao abrirem a porta, o coração dos dois apertou.

Maya estava encolhida entre os cobertores macios, seus olhinhos marejados de lágrimas, o rosto corado pelo calor da febre. A chupeta mal se segurava entre seus lábios, e sua respiraçãozinha trêmula fazia o peito dela subir e descer de um jeito que partia o coração dos dois homens mais temidos do submundo.

Assim que os viu, esticou os bracinhos frágeis na direção deles, soluçando baixinho.

— Dodói… — ela choramingou, a voz embargada. — Maya num qué dodói… num qué mais…

Matteo foi o primeiro a pegá-la no colo, sentindo o corpinho quente e trêmulo contra seu peito. A garotinha se agarrou a ele de imediato, enterrando o rostinho febril contra seu terno caro, como se ali fosse o único lugar seguro no mundo.

— Shhh, minha princesa… Daddy está aqui — ele murmurou, embalando-a suavemente.

Lorenzo sentou-se ao lado, deslizando os dedos pelos cabelos escuros da filha com um carinho que ninguém, além de Maya, já havia recebido dele.

A Baby dos mafiosos Histórias para pegar e não largar. Descubra agora