Capítulo 14 ~ Zhaia

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Ele é bom, não tem como negar.

Seu cabelo é um tom menos verde do que as mechas do meu cabelo. Seu cabelo estava amarrado em um rabo de cavalo baixo, que escorri por suas costas, ficando no centro dela, sua roupa estava molhada, indicando que ele suava muito no decorrer do dia.

Ele estava treinando com o Mestre Rayleigh desde quando chegou, logo depois de eu quase o matar por ter aparecido sorrateiramente por trás de mim e da Hada.

Não consigo tirar os olhos dos seus movimentos, como ele joga perfeitamente o corpo para que a catana corte o ar perfeitamente como se fosse o seu inimigo.

O homem em questão é mais alto que eu, então, seu peso é maior, o que indica que seus músculos têm que fazer um esforço maior para não fazer esforço sem necessidade ou gastar energia à toa.

Estou encostada no tronco grosso de uma árvore, longe da paia, mas mesmo assim conseguia ouvir as ondas se quebrando. Estou de braços cruzados, me segurando para não avançar na direção do mesmo e desafiá-lo.

Sou a Maior Espadachim do Mundo, mesmo que ele seja bom, ele nunca me derrotaria.

Sorrio com esse pensamento, já que nem mesmo nenhum homem foi capaz de me derrotar, nem mesmo aquele que está de olho na Hadassa, parece um gavião espreitando sua caça, para ser mais sincera, ele tem olhos de gavião, mas nem morta eu vou deixar ele enfiar as "garras" na minha amiga.

Ergo a cabeça, me arrepiando só de pensar nela com aquele homem. Pensando bem, ele não faz o estilo da Hadassa, então ele pode tentar até dizer chega, ele nunca vai ter ela, e isso me deixa feliz, saber que Hadassa nunca escolheria uma pessoa como aquela me deixa mais tranquilo.

Mas as coisas podem mudar.

Um arrepio percorre a minha espinha, uma brisa gelada me faz descruzar os braços e desencostar-me do tronco, olho para os lados, o homem não estava mais ali, ele havia sumido, como tudo ali.

Olho ao meu redor, estou em meio a uma floresta, no centro, velas acesas em círculos.

A Ilha das Memórias.

Um lugar conhecido por seu assombrado, pois dizem que lá é onde os mortos esperam por suas visitas e lembranças, mas a verdade é que é só uma ilha para lembrar dos mortos, onde colocamos velas para nos lembrarmos daqueles de que já partiram.

Olho para a pessoa ajoelhada, a cabeça voltada para baixo, não consigo ver seu rosto, mas sei que é um homem, bem musculoso, forte, belo, como se fosse de outra realidade.

Alguém se aproxima por trás dele, vejo sua aura, está se partindo, sei que está prestes a morrer, ainda não é o meu trabalho guiá-lo para o mundo dos mortos, então por que eu estou aqui?

O rapaz ajoelhado ergue a cabeça, ele tem as feições parecidas com as minhas, olhos ovais, escuros, um pouco de sarda sobre as bochechas, bem claras, mas ainda visíveis, como a minha.

Meus lábios se entreabrem.

Não é atual, é o futuro, mas quem é ele?

Ambos movem os lábios, dizendo algo, o que eu não consigo entender, mas o movimento do espadachim a minha frente é rápido, assim como a do seu inimigo, não tão rápido, já que o mesmo cai morto para trás, partido ao meio.

O espadachim se levanta, arrumando a posição e caminhando em direção ao corpo. Ele pega uma sacola do bolso e, com agilidade e destreza, coloca o corpo cortado dentro do saco, em seguida, sai arrastando.

Meu corpo cai, caindo dentro da água, ainda consigo respirar, agora uma garota.

Hadassa?

Não poderia ser ela, está mais cheinha, mais baixa.

Um Conto One PieceHistórias para pegar e não largar. Descubra agora