Hatta estava sentada sobre a bancada da cozinha, balançando as pernas.
Puxo a linha, ela grunhe. Paro de costurar, olho para ela, ela olha da ferida para mim, com a testa franzida. Ela sorri, assim que me olha.
- Você é bom nisso. - ela fala.
Corto a linha, pegando um pedaço de pano e enrolo no seu braço, sobre a ferida.
- Aprendi com o passar do tempo. - explico, dando um nó no pano sobre seus braços.
Ela confirma com a cabeça. Ela morde o canto dos lábios, jogando a cabeça um pouco para o lado.
- Eu perdi as adagas no bar. - ela fala por fim.
Hatta arruma a blusa do casaco, ela desce da bancada, ficando de frente para mim. Baixo minha cabeça, olhando em seus olhos azuis, sinto seu corpo roçar no meu, próximo demais.
- E sua nuca? - pergunto, como um sussurro.
Ela não desvia os olhos de mim, sorrindo.
- Está melhor! - ela passa a mão no cabelo, jogando uma quantidade grande sobre o ombro.
Ela joga a cabeça de lado. Minha mão coça para passar a ponta dos dedos no seu cabelo, molho os lábios, meu olhar desce para os seus lábios que ficam entreabertos. Desejo muito segurar seu rosto e beijá-la, ignorar toda a tripulação lá fora e beijar cada parte do corpo dela, sentir o seu gosto.
- A gente tem que falar com o Luffy sobre a Wednesday. - Hatta tenta se afastar, mas seu corpo esbarra na bancada, ficando presa entre mim e a bancada.
Queria muito matar a pessoa que a machucou no braço, mas Hatta já havia dado conta disso naquele momento. Então, novamente, as palavras de Igaram vêm à mente. Se ele a reconheceu, provavelmente muitos daqui para frente vão a reconhecer, e o fato de que Crocus também sabia quem é o pai dela, uma hora ou outra ela vai descobrir também.
Me afasto, dando espaço para ela.
- Tem razão. - falo, me virando para o kit de primeiros socorros.
Junto tudo e o guarda, caminho para fora da cozinha, o sol bate no meu rosto.
Haviamos saído da ilha há horas, o sol já estava sobre as nossas cabeças, Hatta havia colocado um casaco para esconder o machucado do resto da tripulação, ela me pediu para costurar o machucado, já que o corte havia aumentado de tamanho durante a luta.
Olho para cima, vendo a garota de cabelo azul olhando para o oceano, pigarreio, coloco a mão no bolso da frente da calça, seguro o cabo de uma das katanas, caminho na direção do Luffy, que olha sobre o ombro quando paro do seu lado.
- E, então, você lutou? - Luffy me questiona. - Como a Hatta está? - pergunta.
- Eu lutei. - olho para o oceano também. - Ela está bem! - viro o olhar para a garota. - Me conta, o que seu instinto dizia sobre ela?
- Que ela precisava de ajuda. - Luffy responde.
- Acho que ela tem muita coisa para contar. - Hatta surge do meu lado, cruzando os braços sobre o peito.
A garota parecia pensar muito nos próximos passos, ela amarra o cabelo, ainda com lágrimas nos olhos, ela olha para a gente.
Olho para Hatta, ele ergue a cabeça, olhando para a garota. Desvio para a garota, ela caminha na nossa direção.
- O meu nome é Nefertari Vivi. - ela fala séria. - Eu sou a princesa de Alabasta. - ela desce os degraus. - A Baroque Works tem semeado discórdia entre o meu pai e os nossos cidadãos, deixando o meu país à beira de uma guerra civil. - Vivi explica o que está acontecendo. - E para que? Eu não sei. - ela nega com a cabeça, parando de frente para Luffy. - O Igaram e eu descobrimos a única coisa que talvez acabe com a conspiração da Baroque Works e salve o meu reino, a real identidade do líder deles, o Mr. Zero. - ela olha para Hatta. - Eu devo levar essa informação ao meu pai, o rei, imediatamente. - ela dá passos na direção de Hatta. - A sua mãe nos ajudou a entrar na Baroque Works, mas, assim que entramos, ela parou de nos responder e sumiu.
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Um Conto One Piece
Fanfiction+16 / Abuso sexual, abuso psicológico, violência, romance. "Saber que ele nunca vai te conhecer, foi a pior decisão que você já tomou!" "Após os eventos na vila, Luffy e o Bando do Chapéus de Palhas se aventuram em novas ilhas e em novos mistéri...
