Suspiro, puxando o ar salgado.
Já havia me acostumado com aquele gosto no ar, mas às vezes me esquecia de quão ruim poderia ser sentir aquele gosto, logo ignoro.
Sinto o suor escorrer pelo canto do meu rosto, indo para o pescoço, sinto o suor escorrer pelas minhas costas, então o treinamento estava fazendo efeito. Contudo, a calça e a camisa estavam facilitando para que eu suasse.
Arrumo a bandana na cabeça, fecho os olhos, me concentrando mais ainda.
Sinto o coração batendo contra a caixa torácica e contra as costelas.
Ainda com os olhos fechados, a imagem da Hatta me vem à mente, como se tivesse me chamado para aquele lugar. Nunca pensei que o fato dela apenas existir manteria minha mente tão ocupada nela.
Quando ela se arriscou para salvar o Usopp, meu corpo automaticamente se manifestou, naquela hora, meu coração bateu mais rápido do que nunca e eu não entendi o porque, fiquei preocupado com ela, com o fato dela cair logo.
Ela estava ali, na minha imaginação, presente na minha mente, me fazendo questionar meus próprios sentimentos. Mesmo com o que Crocus me disse, aquilo não era verdade, não tinha como ser.
Abro os olhos, olhando para frente, a sombra do navio estava começando a aumentar, deixando o local sem ao menos uma luz do sol que começava a se pôr, mesmo que ainda levasse um tempo.
Com o polegar, empurro uma das katanas para fora da bainha, puxo o ar e, com as duas mãos, puxo duas katanas e começo a cortar o ar, fazendo o som de corte.
Avanço, cortando o ar, giro o meu corpo, como se tivesse algum adversário ali presente e nós dois estivéssemos mesmo batalhando.
Corto o ar com as duas espadas, na mesma direção, viro o rosto para a direção oposta e viro as espadas na mesma direção, cortando. Giro o corpo, me afastando do centro imaginário, cruzo os braços na frente do corpo, colocando as duas katanas do meu lado, ainda no modo de ataque.
Avanço novamente, prestes a desfazer o "X" das katanas, mas travo, não porque eu quero, mas porque ele está ali, com sua adaga de cruz, segurando o aço das katanas como se não fosse nada.
Olho para a adaga que segura as katanas, não preciso olhar para ele para saber que é o Mihawk.
- Fraco. - ele faz uma pausa. - Como sempre foi.
Não tinha como ele estar ali, era coisa da minha mente, mas eu estava gostando. Pensar em lutar contra ele novamente era o que me fazia treinar todos os dias e deixar os meus companheiros vivos, principalmente.
Ele gira o pulso e me lança para trás, perco o equilíbrio, finco as duas katanas na madeira e deslizo para trás, forçando o equilíbrio contra as katanas.
Gruno com a força que faço e, quando paro, com a cabeça voltada para baixo, as memórias daquele dia me vêm à mente e, junto com elas, a voz da Hatta. Fecho os olhos, nego com a cabeça, expulsando aqueles pensamentos da cabeça.
Ainda com os olhos fechados, arrumo a posição, pego duas katanas com uma das mãos, com a outra mão livre, arrumo a bandana sobre a cabeça, puxando um ar pesado. Prendo a respiração, abro os olhos e tiro a mão sobre a bandana, olho para frente, para onde ele deveria estar, percebo que estava sozinho, que realmente era coisa da minha cabeça.
Pego a katana com a mão livre, as posicionando ao lado do meu corpo, inspiro e expiro várias vezes, olhando para onde ele estava.
Agora com mais calma, dando cada passo de cada vez, ouvindo as botas contra a madeira. Coloco a katana do braço direito para trás do corpo, ao mesmo tempo que a katana do braço esquerdo faz o mesmo movimento, só que na frente do corpo.
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Um Conto One Piece
Fanfic+16 / Abuso sexual, abuso psicológico, violência, romance. "Saber que ele nunca vai te conhecer, foi a pior decisão que você já tomou!" "Após os eventos na vila, Luffy e o Bando do Chapéus de Palhas se aventuram em novas ilhas e em novos mistéri...
