Quando eu era criança, alguns meses antes de Rika nascer, alguns piratas surgiram na ilha, eles chegaram discretos, o capitão pagou um grande valor para a minha mãe fechar o bar à noite e deixar só para eles curtirem.
Minha mãe concordou na época, ela não se importava em quem era pirata e quem era da Marinha, até hoje ela não se importa.
Me lembro que, naquela noite, eles cantaram aquela música milhões de vezes, fazendo com que eu a decorasse, assim como todos ali presentes.
Eu estava sentada sobre a bancada, ouvindo as histórias dos piratas presentes. Um pirata, de pele escura e um cabelo enorme cacheado, tocava violino, sorrindo, mostrando os dentes perfeitamente brancos, ele se aproximou de mim e tocou o violino bem na minha frente.
Os dedos da mão esquerda dançavam de um lado para o outro, deslizando sobre as cordas, e a mão direita fazia o som sair.
Bate palmas e sorri.
Antes que eles fossem embora, eles compraram muita comida da minha mãe, e bebida também. Então eles mencionaram uma amiga, o homem do violino me convidou para conhecer, claro, minha mãe foi junto, pois ela não confiava em qualquer pirata.
Assim que chegamos, a noite já cobria todo o lugar, o homem do violino tocou uma pequena canção e logo, perto do navio deles, uma baleia filhote.
Lembro que meus lábios se abriram, surpresa com o que eu estava vendo.
"- Essa é a Laboon!" - o capitão me explicou.
Corri na direção dela, parando perto do mar, ela veio na minha direção e parou a alguns centímetros de mim. Estiquei o braço e minha pequena mão roçou nela, fazendo nós duas nos conectarmos ali. Mas no mesmo dia em que eu a conheci e senti que ela era muito mais do que uma baleia, foi o último dia em que eu a vi.
- Fico surpreso que você conheceu a tripulação da Laboon. - o velho fala para mim, sentado na cadeira.
Pisco, voltando à realidade.
Usopp estava consertando a porta que Luffy quebrou e Sanji estava cozinhando. Zoro e Nami foram prender novamente a Wednesday e tirou todas as armas possíveis de perto dos dois, até separaram os dois.
Eu estava sentada com Luffy ao meu lado, olhando para Laboon, lá embaixo, descendo e subindo da água, sem bater a cabeça na montanha, as vezes ela grunhia sem parar.
- Foi há muito tempo, como eu disse! - dou de ombro. - Minha irmã nem tinha nascido ainda.
- Irmã? - ele pergunta desconfiado.
- Sim. - coloco a mão no peito. - Sou adotada!
Ele movimenta a cabeça, confirmando que entendeu.
- Prendemos ela novamente, Luffy, depois você interroga os dois. - Nami surge, se sentando ao lado do velho.
- Que dois? - ele pergunta, com um sorriso nos lábios.
- Os dois esquisitos que o Zoro quase matou! - ela fala brava, olhando para o Zoro que parou de andar e ficou atrás de mim.
Luffy e eu olhamos para ele, ele olha para Nami, apoiando o pulso sobre o cabo da katana da Kuina.
- Eu só ia adiantar o trabalho. - ele se justifica.
Nami revira os olhos e volta a atenção para Usopp, que sai da casa do velho.
- Concertei a porta. - ele desce os degraus, se aproximando da cozinha improvisada do Sanji. - Se um dia enjoar de morar num farol, pode fingir que morreu e morar dentro da Laboon para sempre. - ele pega um pedaço de carne. - Boa, chefe. - ele dá a volta por trás do velho e se senta na última cadeira vaga. - Pode ampliar aquela casa dentro da Laboon e viver de boa.
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Um Conto One Piece
Fanfiction+16 / Abuso sexual, abuso psicológico, violência, romance. "Saber que ele nunca vai te conhecer, foi a pior decisão que você já tomou!" "Após os eventos na vila, Luffy e o Bando do Chapéus de Palhas se aventuram em novas ilhas e em novos mistéri...
