Aquilo era muito estranho.
Aquele lugar era estranho.
A música do Igaram se manifestava pelo lugar, incentivando todos os corpos a se movimentarem com a melodia. Olho para cada local do bar, ignorando a história do Usopp, observo as pessoas dançando, bebendo e conversando, sorrindo para cada um.
Estou sentada sobre a bancada, em formato de "L", do bar, minhas pernas balançam para frente e para trás. Estou entre Luffy e Zoro, Zoro está sentado em um banco do meu lado esquerdo, sempre colocava a garrafa de cerveja que ele conseguia de algum lugar ao meu lado. Enquanto Luffy está de pé, do meu lado direito, com uma das pernas sobre o banco e o braço de apoio sobre o joelho, ele sorria para as pessoas à nossa frente e olhava para Usopp, que também estava sentado sobre a bancada, mais atrás do Zoro.
O olhar de alguém me chama a atenção. Olho para o lado de Luffy, um rapaz de cabelo cacheado e em um tom mais laranja do que a de Nami, que me encara com um sorriso tímido. Mesmo à distância, conseguia ver as sardas saltitantes sobre as bochechas e sobre o nariz. Assim que percebe que eu também estou olhando para ele, ele arregala os olhos castanhos e os desvia para Usopp, que continua sua história.
Sobre ele, uma ponte que ligava duas pontas do andar de cima. Igaram estava lá em cima, tocando seu instrumento, com duas mulheres idênticas dançando juntas na frente dele. Ambas sorriem para ele e movimentam os corpos, com Igaram passando por entre elas.
Baixo a cabeça, olhando para Zoro. Ele olhava para frente, ainda ouvindo a história do Usopp sobre a Laboon, ele está com a mão esquerda dentro do bolso da calça e a outra mão sobre a banca, com a cerveja em mão. As costas da sua mão roçam a pele da minha coxa, me fazendo engolir em seco.
Tento ignorar aquela sensação de formigamento sobre o toque da minha pele. Aquela sensação gostosa que cada roçar de sua mão fazia na minha pele me deixava sem ar às vezes, e eu torcia internamente para que ele não reparasse que estava fazendo aquilo.
Pisco, voltando à realidade, assim que a voz do Luffy ecoa sobre as vozes de todos ali. Se Usopp terminou de contar a sua história, eu não estava prestando atenção. Minha mente traiçoeira me levava para pensamentos que não deveria, pensamentos que eu tinha com Zoro, principalmente em nossos momentos de treino e em simples momentos como esses, sem que ele percebesse o que ele fazia comigo.
Levo o meu copo com suco de laranja à boca, ingerindo a bebida e olhando para Luffy.
- Pode crer! - Luffy responde a Igaram, que se aproximou de todos nós em algum momento. - Quer saber? Eu tô procurando um músico pro meu bando.
Olho de Igaram para Luffy.
- É, é uma proposta tentadora. - Igaram confirma. - Mas as minhas responsabilidades estão em outro lugar. - ele gesticula para as pessoas à nossa volta, para aquele lugar em geral.
Os dedos do Zoro roçam na minha coxa mais uma vez, engulo em seco, desvio o meu olhar para Zoro, ele olha de Igaram para mim, sorrio para ele, pisco, desviando o olhar para Igaram.
- Que tal mais uma rodada de goró? - Zoro sugere.
- É, boa ideia. Desce mais uma. - Luffy pede, andando para frente do bando e das pessoas.
Ele coloca a mão sobre o chapéu, sobre a sua cabeça, e, com o enorme sorriso de sempre, olha para cada um de nós, um de cada vez.
- Pessoal! - ele chama a atenção de todos, tirando o chapéu. - Foi um longo caminho desde East Blue, a gente pode até não saber o que espera a gente na Grand Line, mas estamos vivos. - ele olha para mim, sorri ainda mais, faço o mesmo.
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Um Conto One Piece
Fanfiction+16 / Abuso sexual, abuso psicológico, violência, romance. "Saber que ele nunca vai te conhecer, foi a pior decisão que você já tomou!" "Após os eventos na vila, Luffy e o Bando do Chapéus de Palhas se aventuram em novas ilhas e em novos mistéri...
