Domingos sempre foram chatos, principalmente quando não haviam corridas durante a noite ou madrugada. Eu já estava a mais de uma hora acordada olhando pro teto, pensando em como o dia iria ser longo.
— Vegetação virou seu novo hobby favorito?— Ouço a voz de Tom.
Olho pro garoto que está encostado no batente da porta.
— Há quanto tempo você ‘tá aí?
— O suficiente pra ver seu novo hobby. Quer que eu traga café na cama?
— Meu pai contratou uma babá?
— Eu prefiro anjo da guarda.
— Engraçado… achei que anjos não tivessem cara de deboche.
— Eu sou um novo modelo. Vim com sarcasmo embutido e modo soneca depois das dez.
— Então explica por que ainda ‘tá aqui.
— Curiosidade científica. Nunca vi alguém encarar o teto como se ele tivesse ofendido sua família inteira.
— Eu não…
— Tudo bem, Sherlock, só estou tentando entender se você está resolvendo um mistério ou planejando minha morte. Vou te trazer café.
Nossas trocas de diálogos sempre serão assim? Com bate-volta, ironia e sarcasmo?
Ele revira os olhos como se tivesse lido meus pensamentos, mas sumiu pelo corredor.
Aproveito o momento de paz para respirar fundo e me espreguiçar, sentindo o corpo ainda meio preguiçoso. Minutos depois, o cheiro de café invade o quarto, e antes que eu possa duvidar, ele reaparece segurando uma caneca.
— Aqui está, Vossa Alteza. Café feito com muito carinho e zero cuspe.
— Generoso da sua parte, Kaulitz. — Pego a caneca e dou um gole. — Se bem que, eu devia ter pedido para provar antes.
— Ainda dá tempo. Quer que eu tome um gole?
— Não, já tomei o primeiro.
Ele se senta na poltrona do canto cruzando os braços.
— Qual é o plano do dia? Além de ofender tetos?
Dou de ombros.
— Sobreviver já está de bom tamanho.
— Justo. Vou só ficar de olho para garantir que ninguém saia ferido no processo.
— Bom saber que tenho um segurança particular.
— Eu prefiro "assistente de caos".
Dou um sorriso de canto e tomo mais um gole do café, já prevendo que o dia ao lado dele não vai ser nada tranquilo.
— A noite vai ter uma festa!
— Tenho permissão de te levar? — Ele pergunta.
— Tem a minha, é mais que o necessário.
— Sabe que sou pago pelo seu pai, preciso de ordens diretas dele.
— Tom, preciso resolver algumas coisas pessoais.
— Eu resolvo tudo pra você, é pra isso que eu fui contratado.
Merda! Eu não consegui despistar ele uma vez, não vai ser dessa vez que vou conseguir.
— O que é tão sério que você precisa resolver pessoalmente? — Tom cruzou os braços, me encarando com aqueles olhos cheios de suspeita.
Meu coração deu um salto, mas mantive a expressão firme. Eu não podia gaguejar agora.
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𝔓𝔯𝔬𝔱𝔢𝔤𝔦𝔡𝔞 𝔭𝔢𝔩𝔞 𝔬𝔟𝔰𝔢𝔰𝔰𝔞̃𝔬 || 𝔗𝔬𝔪 𝔎𝔞𝔲𝔩𝔦𝔱𝔷
Подростковая литература"𝔈𝔲 𝔦𝔯𝔢𝔦 𝔩𝔥𝔢 𝔭𝔯𝔬𝔱𝔢𝔤𝔢𝔯 𝔡𝔢 𝔱𝔲𝔡𝔬 𝔢 𝔡𝔢 𝔱𝔬𝔡𝔬𝔰 𝔪𝔦𝔫𝔥𝔞 𝔮𝔲𝔢𝔯𝔦𝔡𝔞." Tom se torna seu segurança particular, determinado a protegê-la de qualquer perigo, ele mergulha em um mundo de intriga, segredos e perigos inesperad...
