Acordei devagar, por livre e espontânea vontade, oque era um milagre. Me mexi na cama e senti um cheiro suave de flores preenchendo o ar. Pisquei algumas vezes, tentando afastar resquícios de sono e ajustar minha visão à luz suave que entrava pela janela. Meu quarto estava silencioso, o único som sendo minha própria respiração ainda desacelerada pelo descanso.
Franzi a testa ao notar algo incomum: um buquê de lírios e rosas descansava sobre o travesseiro ao meu lado.
Meu coração deu um pequeno salto.
Quem...?
Virei a cabeça e, antes que pudesse processar a cena, senti o colchão afundar levemente ao meu lado.
Tom estava sentado na beirada da cama, os cotovelos apoiados nas coxas, as mãos entrelaçadas. Seu olhar estava fixo em mim, atento, carinhoso, como se estivesse esperando minha reação antes de decidir seu próximo passo.
Minha mente levou alguns segundos para entender a situação. Ele estava aqui. No meu quarto. E ainda me trouxe flores.
Me sentei na cama, cruzei os braços sobre o peito e o encarei, arqueando uma sobrancelha com um meio sorriso.
— Antes que você diga qualquer coisa... — ele começou, soltando um suspiro pesado. — Eu fui um idiota.
Soltei uma risada curta e sem graça.
— Você percebeu isso agora?
Tom abaixou a cabeça por um segundo antes de voltar a me encarar, os olhos cheios de arrependimento.
— Eu só... me preocupo com você. — Ele passou a mão pela nuca soltando um hábito que entregava seu nervosismo. — E eu sei que exagero às vezes, mas é porque você significa muito para mim, Katrina. Esse é o meu emprego dos sonhos, ter você bem é oque eu mais prezo.
O jeito como ele disse aquilo me pegou desprevenida.
Minha respiração ficou pesada, e um nó estranho se formou na minha garganta. Eu não gostava de brigar com Tom, mesmo quando ele me irritava profundamente. Odiava quando as coisas ficavam estranhas entre nós.
— Me perdoa? — ele pediu, sua voz mais baixa agora.
Baixei o olhar para as flores em meu colo. Toquei uma das pétalas delicadas entre os dedos, absorvendo a suavidade. Ele conhecia minhas flores favoritas. De alguma maneira ele sabia, que eram minhas favoritas.
Suspirei.
— Só se você prometer parar de agir como se eu não soubesse me cuidar.
— Mesmo sabendo que isso é mentira, prometo.
Levantei o olhar para ele, desconfiada.
— Tom...
Ele ergueu uma das mãos, como se estivesse fazendo um juramento.
— Prometo tentar.
Revirei os olhos, mas um pequeno sorriso escapou antes que eu pudesse evitar. Ele percebeu e se inclinou um pouco mais para perto, hesitante, esperando minha permissão.
Suspirei novamente, mas dessa vez cedi. Me inclinei para frente e aceitei o abraço que ele oferecia. Senti seus braços me envolverem com força, e relaxei contra ele.
Era estranho como, mesmo me irritando tanto, Tom sempre conseguia me fazer sentir segura.
Depois de alguns segundos, ele se afastou um pouco e bagunçou minhas tranças de leve.
— Agora anda, se arruma. — Ele se levantou e esticou os braços. — Vou te levar pra escola.
Olhei para as suas roupas que eram de um adolescente normal e estranhei. Calças folgadas, e uma blusa larga, junto a uma bandana preta cobrindo seus dreads.
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𝔓𝔯𝔬𝔱𝔢𝔤𝔦𝔡𝔞 𝔭𝔢𝔩𝔞 𝔬𝔟𝔰𝔢𝔰𝔰𝔞̃𝔬 || 𝔗𝔬𝔪 𝔎𝔞𝔲𝔩𝔦𝔱𝔷
أدب المراهقين"𝔈𝔲 𝔦𝔯𝔢𝔦 𝔩𝔥𝔢 𝔭𝔯𝔬𝔱𝔢𝔤𝔢𝔯 𝔡𝔢 𝔱𝔲𝔡𝔬 𝔢 𝔡𝔢 𝔱𝔬𝔡𝔬𝔰 𝔪𝔦𝔫𝔥𝔞 𝔮𝔲𝔢𝔯𝔦𝔡𝔞." Tom se torna seu segurança particular, determinado a protegê-la de qualquer perigo, ele mergulha em um mundo de intriga, segredos e perigos inesperad...
